Gostamos de coisas pequenas e abertas, como as cidades
Guimarães Rocka Ó-Ió-Ai 2012

Quando juntamos as palavras “pequeno” e “aberto” na mesma frase, acabamos muitas vezes a pensar em sexo, nunca em cidades. O Cidade Campus, que decorreu em Guimarães no início deste mês, procurou fazer exactamente isso: pôr-nos a pensar sobre cidades pequenas e cidades abertas.
Todos sabemos que uma cidade aberta é uma coisa e que uma cidade pequena é outra, por isso, juntaram-se uma série de pensadores, estrategas, criadores e dinamizadores de todo o mundo para apurar a verdade. Será possível as cidades serem assim, pequenas e abertas, tal como as prostitutas tailandesas? Agora que voltamos ao sexo, posso dizer que sim, porque este Cidade Campus, para além de ser um incrível Gang Bang de ideias, permitiu apurar trabalho de casa feito em Guimarães e noutras cidades.

Desta forma, mais do que um encontro para tomar o chá das cinco, foi um momento de re-imaginar as possibilidades e as potencialidades das cidades. Percebemos o que é trabalhar e moldar a arte, a cultura, o espaço e as pessoas em cidades com contingências e que as contingências são coisas a ultrapassar. Resumindo, o truque é adaptar o olhar aos pormenores das cidades, que são coisas mínimas, mas importantes. São os átomos que fazem o todo e podemos reflectir abertamente sobre eles, pois podemos pensar pequeno para fazer coisas em grande e, assim, abrir as cidades.
Fotografia por João Peixoto

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