Leblon em chamas

Por Matias Maxx

A semana passada começou com uma reunião entre o comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), o secretário estadual de direitos humanos e representantes de entidades como a Amnistia Internacional e etc. O resultado dessa reunião foi um acordo para que a polícia reduza seu efectivo e o uso de armamento não letal. Uma fonte fez um leak aos jornalistas que foi logo parar à página do Black Bloc RJ. A mensagem dizia que “a PMERJ vai tolerar, temporariamente, actos de vandalismo com o objectivo de pôr a opinião pública contra os manifestantes". A isto juntam-se os rumores de polícias infiltrados nos protestos a actuar como agentes provocadores, incentivando actos de violência. Mas isso é o contexto. Na rua…

O trecho da Avenida Delfim Moreira, em frente à Aristides Espindola (a rua do Cabral, na pomposa praia do Leblon), começou a ficar mais agitado pelas cinco da tarde. As coisas já tinham começado a aquecer um pouco antes, quando alguns manifestantes expulsaram umas equipas de comunicação social. Sempre achei um pouco fdp hostilizar essa malta, já que geralmente é basicamente uma jornalistazinha no início de carreira que gasta dois terços do salário para pagar a renda de um apartamento de merda perto do trabalho mais um câmara entradote que trabalha há trinta anos na mesma redacção e que tem uma porrada de filhos com ex-mulheres.

Mas nada disto despertou qualquer reacção da polícia. Os manifestantes já tinham fechado os dois sentidos da avenida e nada acontecia, estava na hora de testar os limites.

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