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      Música: Iori

      December 21, 2012

      Por Miguel Arsénio

      Jornalista


      Nexus
      Bitta
      9/10

      Os Maias prevêem muita coisa, mas nenhuma inscrição naquelas pedras antecipava um dos mais importantes acontecimentos de 2012: Nexus, do japonês Iori, é um grande disco de techno. EP após EP, Iori Asano vinha a fazer um percurso bastante interessante na Phonica White e na Prologue, mas é no longa-duração, lançado pela Bitta, que tudo passa a fazer maior sentido. Organizado como um verdadeiro álbum, Nexus aglomera as malhas essenciais de Iori (“Galaxy” e “Spaciotemporal” são estrondos), dá continuidade a séries já iniciadas (depois de “Lapis” 1 e 2, aqui está “Lapis 3”) e aponta para alguns novos caminhos (inclui inéditos). Iori conhece bem o seu território e revela-o como se o mesmo já estivesse planeado há uma série de anos. Provavelmente, até está. O que arrebita, então, a tesão em torno deste techno vindo do Japão? A sua capacidade de aplicar as lições adquiridas com as melhores escolas (M_nus, Raster-Noton) sem deixar de criar uma experiência e uma atmosfera com as suas próprias qualidades. Nexus é longo, mas aconselhavelmente longo: chama por noites intermináveis ao volante de um carro e com a cabeça às voltas nos seus ritmos entrelaçados. Num ano em que uma boa parte da electrónica encalhou em revisões (e subversões) nostálgicas, este é um daqueles discos de techno que me faz gostar mais de 2012.

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      Temas: palcoprincipal, Iori, Nexus, Miguel Arsénio

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