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      O pior sexo que alguma vez fizeste

      January 2, 2013

      Por Redacção

      Na maioria das vezes, fazer sexo é um acto extremamente divertido. Na verdade, é aquele tipo de diversão pela qual procuras, deambulando durante todas as noites, procuras dar a queca da tua vida. Isto é, sem dúvida, um claro indicador de satisfação. Mas ás vezes, o sexo é uma merda. E isso pode estar ligado a uma miríade de razões. Aqui ficam algumas, contadas na primeira pessoa (sob anonimato).



      RASGAR PREPÚCIOS NO ESCURO
      Quando era uma adolescente, o mero pensamento de ser apanhada a meio do coito pelos meus pais (ou, para que conste, pelos pais de alguém) assustava-me mais do que outra coisa qualquer. Só que nunca quis que a acção me passasse ao lado, por isso, durante os meus anos de formação, preenchi o tempo livre a mandar quecas em sítios aventureiros. Mas, um dia, houve uma festa caseira que me afastou, para sempre, do sexo fora de portas. Já tinha mamado mais Bacardi do que o recomendado pelos recordes do Guiness, toda a gente estava excitada e já havia alguém a ser masturbado atrás do sofá. Foi então que o meu namorado da altura e eu, em busca de um local isolado para "sermos sensuais", decidimos esgueirar-nos para o jardim das traseiras da casa.

      Encontrámos um cubículo preto por trás de um barracão, ajoelhei-me e pus mãos à obra. Depois de cinco minutos, os ruídos educados do meu parceiro tornaram-se, de repente, em uivos de insegurança. A seguir, veio uma humidade repentina. Lembro-me de pensar: "Bem, isto não parece sémen e, definitivamente, não sabe a sémen. Por que é que ele está a arquear-se tanto? Ó céus, isto sabe, na verdade, a... sangue!" Tinha-lhe rasgado o prepúcio. A minha gentil (ainda que hábil) técnica de sucção tinha-lhe arrancado o toldo da pilinha e agora ele estava a pingar sangue por todo o lado. Tipo, por TODO O LADO: na minha cara, pelo chão, pela decoração... EM TODO O LADO.

      Quando, finalmente, parámos de entrar em pânico e percebemos o que tinha acontecido, tivemos de ir à casa de banho rapidamente, antes que ele desmaiasse na relva, com a pila à mostra. Ainda em choque, esqueci-me totalmente de que estava encharcada em sangue. Por isso, e como quem não quer a coisa, entrei pela porta que dava acesso ao pátio, para tomar o único caminho possível para o WC. Que é como quem diz: atravessei-me pela festa inteira. Já alguma vez percorreste uma multidão de adolescentes bêbados, coberta de sangue e esperma? Começa a rezar para que nunca passes por isso.


      MINETE MORTAL
      Depois de tomarmos rumos diferentes no final do secundário, a minha namoradinha da altura e eu decidimos que era altura de nos encontrarmos, para perceber o quanto tínhamos evoluído enquanto seres humanos. Ela estava curiosa para ver se eu tinha deixado de ser um idiota, ao passo que eu estava mais interessado em saber se ela tinha aprendido novas posições sexuais. Passadas as formalidades iniciais (como bebidas e chantagem emocional em relação ao passado), acabámos a noite em minha casa, descascando peças de roupa para o chão e lambendo o travo a álcool que emanava do hálito de cada um.

      Infelizmente, não poderia antecipar o que estava prestes a acontecer. Ao tirar-lhe o fio dental, pareceu-me que alguém tinha aberto uma lata de arenque balcânico fermentado. O fedor era tão hediondo que me arrepiei todo, ao mesmo tempo em que um bando de gatos vadios começou a arranhar as janelas do meu apartamento. Não sei se ela estava a gozar comigo, ou se tinha perdido o olfacto por causa de snifar coca barata, mas parecia totalmente alheia ao facto das suas partes íntimas estarem a fazer os meus olhos lacrimejar. Não que isso me tenha impedido de lhe fazer um minete, obviamente.

      Olhando para trás, essa foi uma péssima, péssima ideia. Acordei na manhã seguinte a sentir-me como se tivesse sido exumado. Doía-me o corpo todo, estava afogado em suores frios, tinha 39 graus de febre e a minha garganta parecia mais seca do que uma bolacha de água e sal. Os antibióticos trataram a infecção da garganta, mas apanhar uma doença, que não foi uma DST, directamente de uma vagina, danificou, irreparavelmente, a minha paixão em dar amor às mulheres.



      POPEYE, O HOMEM ENSOPADO EM ESPERMA
      Ao longo dos anos, tive inúmeras alcunhas: Homem Crocodilo, Düdemeïster, Homem Rata (se bem que nunca consegui perceber se este era um cognome positivo, ou não), mas, tal como os surtos de herpes, todas estas alcunhas desapareceram com o tempo, excepto a de Popeye. Este é daqueles pesos que me ficou nos ombros, uma daquelas coisas que nunca me foi permitido esquecer.

      Há coisa de sete anos, namorei uma menina de uma família de bem, toda católica e isso. Depois de seis semanas sem qualquer vislumbre de animação genital, comecei a perceber que estava a tentar quebrar um voto de castidade, o que significava que a nossa relação sexual se iria basear nas punhetas estranhas que ela me batia. Seja como for, houve uma sexta à noite em que estávamos a ficar mais íntimos e esta rotina entediante começava a durar mais do que o normal. Consegui perceber que ela também estava a ficar desanimada, por isso sugeri-lhe que me enfiasse um dedo, à procura do meu ponto G. Normalmente, isto estaria fora de questão, mas ela decidiu mimar-me naquele dia. Icei os meus pés para cima do colchão, enquanto ela se ajoelhou no chão, a meter dedos com uma mão e a bater-me uma com a outra. O horrível e infeliz alinhamento cara-genitais conduziu ao subsequente orgasmo na minha cara, com um riacho de pequenos espermatozóides a atingir-me em cheio no olho. A canção do Popeye perseguiu-me em forma de mancha de esperma desde então.



      NUNCA TENTES DISCUTIR COM UM PAI FURIOSO
      Meti-me com esta miúda numa festa, até que ela me levou para sua casa, onde continuámos o que já tínhamos começado. Ela tinha acabado de se mudar para ali e, daquilo que tinha percebido, tinha uma mãe tímida e um pai super-protector. Obviamente que, nessa altura da minha vida, isso ainda não me dizia nada, porque estava mais interessado em dar umas cambalhotas na cama dela. Porém, talvez devesse ter prestado um pouco mais de atenção, porque uma repentina e devastadora aparição daquilo que parecia o pai do Reggie Kray (aparição essa que se completou com um robe de velhote, topete, casaco de algodão, um cão ENORME e, estranhamente, uma caixa de ferramentas), a berrar com a minha pessoa despida.

      Tentei imediatamente dar a volta à situação, mas não existem muitas saídas eficazes quando estamos a tentar escapar de sermos apanhados a foder a filha de um homem furioso. Por isso, decidi fugir. Claro que, estando bêbado, escorreguei umas três vezes durante a minha fuga. Primeiro, senti os dentes do cão no meu tornozelo. Depois, a ponta das botas de um gajo marado, que me atingiram com força brutal, directamente nos meus tintins.

      Saltei, ainda sem qualquer tipo de sensação lá em baixo, e fiz uma corrida até à porta de saída, sempre com o cão a rosnar, perigosamente, junto às minhas bolas e com o pai a repartir os seus gritos de raiva entre mim e a sua filha. Passei (aquilo que me pareceram) dias escondido por trás de um arbusto no jardim, tentando atirar pedras à janela que eu esperava que pertencesse à da minha miúda, porque precisava das minhas roupas de volta. Moral da história: se curtes ter sexo com filhas de homens chateados, arranja umas mamas.



      QUE MERDA É ESTA?
      A minha história é curtinha, ternurenta e pegajosa. O meu namorado da altura e eu tínhamos ido ao aniversário de um amigo, o que envolveu demasiado absinto e vários charros no telhado. Foi uma noite bonita, passada na companhia dos nossos amigos mais próximos. Concluímos que a melhor maneira de terminar tal ocasião seria a fazer sexo descontraído e ébrio, assim que chegássemos a casa.

      Daquilo que me consigo lembrar, já estávamos na cena há mais de uma hora, ou assim (nada demais, claro: missionário e nada de sexo anal), quando o meu namorado se veio. Depois, afastou-se e deixou sair o ruído mais nojento que alguma vez tinha ouvido. O tipo de coisas que não esperas ouvir logo após teres tido relações. De alguma forma, a sua pila, grande parte da barriga e as minhas costas estavam cobertas de merda. Estávamos demasiado bêbados para fazer alguma coisa em relação a isso, então, além de uma ressaca abominável no dia seguinte, acordámos com a cama (e com os nossos corpos) coberta com uma camada de fezes. Até hoje, nenhum de nós consegue perceber como é que isto aconteceu. O meu palpite: diarreia explosiva.


      Ilustrações por Sam Taylor

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      Temas: sexo, anal, fezes, prepúcio rasgado, minete, vagina, vagina mal-cheirosa, pai zangado, histórias sexuais, relações sexuais, vir-se, orgasmo, nu, nudez, mamas, broche, punheta

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