TENS MAIS DE 18 ANOS?

A cena que estás a tentar ver é considerada “malandra” pelo pessoal da lei, e (provavelmente) pela tua mãe também. Por isso, queremos saber se és maior de idade antes de te deixarmos ver o resto.

Quando és pobre não tens espaço para te masturbares

Por Kat George



Sou pobre e vivo em Nova Iorque, por isso é óbvio que não tenho privacidade. Nem conheço o significado de "espaço próprio". Mas ser assediada na rua por um mendigo (ou sentir a tusa involuntária de um gajo contra as minha coxas no metro) não seria tão mau se pudesse chegar a casa e passear nua pela sala, a cantar uma canção qualquer da qual finjo não gostar e que tenho vergonha de admitir publicamente que gosto. Contudo, não posso fazê-lo porque "vivo com" um contraplacado: e do lado de lá desse contraplacado está o meu colega de casa. As paredes são tão finas que dou por mim a pensar se não conseguiria fazer-lhes um buraco com os meus murros — e sou uma gaja que nem sequer é capaz de fazer, sem falhar, abdominais à séria.

Só que ser obrigada a viver tão próxima do meu colega de casa torna-se num sério problema quando é aquela altura de meter dedos. Viver com alguém desta forma significa três coisas. Primeiro, vais cheirar os cagalhões dessa pessoa regularmente; a certa altura irás ver um dos seus pêlos púbicos na banheira e, por fim, vais, sem dúvida, ouvi-la a fazer sexo. (Especialmente se o teu colega de casa se chamar Kat George e se gostar de sexo “vocal”.)

Não me importo que os outros me ouçam a fazer sexo. Na verdade, há uma parte de mim que curte. Se calhar até é a mesma parte do meu "eu" que não se importa de cagar em casas-de-banho públicas e que tenta sempre que a poia caia no centro da sanita para causar o maior ruido possível, de forma a deixar as pessoas dos cubículos adjacentes desconfortáveis e muito, muito enojados. Mas, não obstante do meu exagerado exibicionismo nestas situações, sinto-me desconfortável em masturbar-me quando há mais alguém em casa. Preocupo-me que o meu colega de casa ouça o barulho do meu vibrador, os gemidos da pornografia lésbica (e estranha) que gosto de ver e, a certa altura, o meu arfar excitado. Se eu saísse do meu quarto acompanhada por um gajo logo depois de termos tido relações e o meu colega de casa estivesse lá, não teria qualquer tipo de vergonha. Mesmo sabendo que ele tinha ouvido tudo, não me sentiria mal. Então, por que motivo é que fico tão embaraçada que me ouçam a acariciar-me?

Se calhar, tem tudo a ver com o estigma que rodeia a masturbação feminina. Não é algo que discutimos abertamente, até nas aulas de educação sexual (pelo menos, naquelas que frequentei, não houve dissoi). E não me lembro, assim de repente, de nenhum filme em que uma gaja tenha sido apanhada a meter dedos numa cena qualquer hilariante. Aliás, há imensos filmes (olá, American Pie) em que os gajos são captados a baterem uma, sem qualquer tipo de vergonha. Bem, se calhar, sou mais púdica do que julgava.

Já tentei vários métodos para contornar este problema: já desliguei o som da pornografia (o que a torna muito menos sexy), já usei phones (o que impossibilita a minha habilidade de verificar se estou a gemer muito alto) e, claro, já tentei abster-me de o fazer (LOL, nunca funciona). Masturbar-me quando o meu colega de casa está por perto é duro. Especialmente, porque ele é a única coisa entre mim e o lavatório, o que é vital quando preciso de lavar o meu dildo, depois de terminar o serviço.

Este é um problema sério com o qual vou ter de lidar até ter dinheiro para morar sozinha. Nessa altura, poderei libertar-me e masturbar-me nua por toda a casa. Até lá, aceito sugestões.

 

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