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<title>VICE RSS Feed</title>
<link>http://www.vice.com/</link>
<description><![CDATA[RSS feed for VICE.com
]]></description>
<language>en</language>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 20:49:23 +0100</pubDate>
<item>
<title>O Brasil nasceu de Portugal (e daqui vamos mudá-lo)</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-brasil-nasceu-de-portugal-e-daqui-vamos-muda-lo</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 18:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	Para a malta que vive numa caverna e que de l&aacute; s&oacute; saiu agora, eu explico: o Brasil #acordou e est&aacute; a arder. Bem longe de casa &mdash; mas n&atilde;o dos problemas &mdash;, centenas de brasileiros desceram at&eacute; &agrave; Avenida dos Aliados, no Porto, em solidariedade com os seus compatriotas.<br />
	<br />
	Para qu&ecirc;? Para protestar contra o aumento das tarifas dos transportes, contra a pobreza extrema, contra a economia de casino, contra a viol&ecirc;ncia urbana, a pol&iacute;tica fraudulenta, a comiss&atilde;o dos direitos humanos presidida por um deputado homof&oacute;bico e racista, contra os custos absurdos do Mundial, contra o final da&nbsp;<em>Avenida Brasil</em>, contra a precariedade dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos&hellip; Enfim, podia passar o dia nisto.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/o-brasil-nasceu-de-portugal-e-daqui-vamos-muda-lo/86b8c1e22722c9116ed95ff174429711.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	O copo transbordou. E, como n&oacute;s, brasileiros, dizemos: o Brasil virou uma bagun&ccedil;a &mdash; e das grandes. Por isso, eu e um amigo meu, portugu&ecirc;s, tamb&eacute;m fomos &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o. Cheg&aacute;mos aos Aliados &agrave; hora certa do evento, marcado no Facebook, cinco da tarde, e j&aacute; l&aacute; estava uma boa concentra&ccedil;&atilde;o de pessoas a &nbsp;gritar em coro: &quot;Da copa eu abro m&atilde;o, do que o pa&iacute;s precisa &eacute; de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o!&quot;<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/o-brasil-nasceu-de-portugal-e-daqui-vamos-muda-lo/b98fb7812c6b33d084a3c88d3d7803c5.jpg" /><br />
	<br />
	Entretanto, apanhei uma conversa entre dois taxistas. &ldquo;Pr&#39;&oacute; caralho com estes brasileiros. Andam aqui agora a mandar em tudo, eles que v&atilde;o para a terra deles!&rdquo; E ainda: &ldquo;Acham que Portugal lhes pertence!&rdquo; Como conhe&ccedil;o bem o humor dos portugueses, achei que era fixe ripostar. Aproximei-me deles, saquei do meu caderno e atirei: &ldquo;Ol&aacute;, sou o Wandson Lisboa, correspondente em Portugal para a TV Globo. Posso fazer-vos algumas perguntas?&rdquo;<br />
	<br />
	Incredulidade. &ldquo;Sobre o Brasil? Vi qualquer coisa hoje enquanto comia. O que se est&aacute; a passar, o contexto, nem me pergunte! Sei que os 40 estados est&atilde;o todos voltados para os protestos.&rdquo; Claro que s&atilde;o s&oacute; 26 estados e um distrito federal, mas a comunica&ccedil;&atilde;o social, j&aacute; sabem, manipula tudo, n&atilde;o &eacute;?<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/90e8627e69ec7515c65deca6faee3513.jpg" style="width: 640px; height: 478px;" /><br />
	<br />
	Continuei. &quot;O que acham das manifesta&ccedil;&otilde;es em apoio aos brasileiros aqui em Portugal e em outros pa&iacute;ses?&rdquo;&nbsp;Preparem-se, esta &eacute; a melhor parte. &ldquo;Sinceramente? Estamos admirados! O povo brasileiro une-se muito, p&aacute;. E viu-se agora. Era o que n&oacute;s, portugueses, precis&aacute;vamos aqui: uni&atilde;o!&rdquo; Por esta altura, eu estava a tentar conter o riso. Borrifei nos taxistas e fui falar com os dois &uacute;nicos pol&iacute;cias que estavam a controlar tudo, ao longe.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/o-brasil-nasceu-de-portugal-e-daqui-vamos-muda-lo/96cca9b574da3ec8a16a2646feb651e8.jpg" /><br />
	<br />
	&quot;Se voc&ecirc;s est&atilde;o c&aacute; a residir e se querem mostrar o vosso desagrado perante o que est&aacute; a acontecer neste momento no Brasil, esta manif &eacute; muito boa. &Eacute; uma grande chapada de luva branca nos portugueses, que tamb&eacute;m est&atilde;o a passar por uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, mas n&atilde;o se v&ecirc; ningu&eacute;m a protestar. Ali&aacute;s, n&oacute;s pass&aacute;mos por isto no Euro 2004: gastou-se dinheiro em est&aacute;dios que nem sequer est&atilde;o a ser utilizados, ningu&eacute;m diz nada. Tudo calado, ningu&eacute;m se manifestou. Tudo alegria, a levar a selec&ccedil;&atilde;o ao colo! A manifesta&ccedil;&atilde;o foi incr&iacute;vel e acho que voc&ecirc;s est&atilde;o a fazer um bom trabalho.&quot;&nbsp;Gostei deles, achei aquela opini&atilde;o sincera e bonita e decidi ir falar com o futuro do Brasil.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/64db4291e1be6b64607622879e67255d.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	Denise Pinheiro, estudante: &quot;A quest&atilde;o aqui &eacute; mais apoiar as manifesta&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o a acontecer l&aacute; no Brasil. Os estudantes brasileiros de v&aacute;rios pa&iacute;ses est&atilde;o a reunir-se para prestar um apoio extra. N&oacute;s estamos aqui, mas queremos a mesmas coisas quando voltarmos para casa.&quot;<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/6369b01360d65346b9c97c570f217a8d.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	Ana Amorim, estudante: &quot;Acho que &eacute; simples. N&atilde;o importa onde estejas, qualquer apoio d&aacute; motiva&ccedil;&atilde;o ao pessoal que est&aacute; na rua. Mesmo ao longe, tenho certeza de que a nossa voz vai ser ouvida.&quot;<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/d78197985d8f7c1bb2f4fc7c6be462e8.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	A esta s&oacute; pedi o n&uacute;mero de telefone, mesmo. Achei-a super gira.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/05403b258c035618810a5feff4a73910.jpg" style="width: 640px; height: 478px;" /><br />
	<br />
	Ah, e tamb&eacute;m n&atilde;o nos podemos esquecer daquelas pessoas que fazem tudo para aparecer. Vale tudo! Ali&aacute;s, havia malta que estava mais interessada em tirar fotos para o Facebook. Mal a brincadeira acabou, os cartazes foram deitados ao lixo.<br />
	<br />
	<br />
	<em>Fotografia por Liana Trov&atilde;o</em></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191813</guid>
<author>Wandson Lisboa</author>
<category>news, Wandson Lisboa, brasil, manifestação, Vice, VICE Portugal, Porto, Avenida dos Aliados, portugal, solidariedade, manif, aumento, transportes públicos, taxistas, Liana Trovão</category>
</item>
<item>
<title>Vi um concerto da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música com o André Tentugal</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/vi-um-concerto-da-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica-com-o-andre-tentugal-link</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 16:45:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Vi um concerto da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música com o André Tentugal
]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191797</guid>
<author>Ana Rodrigues</author>
<category></category>
</item>
<item>
<title>Indignu, descobridores dos sete mares</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/indignu-descobridores-dos-sete-mares</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 14:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/8370558e22c7155ba481ffad5885b7fc.jpg" style="width: 640px; height: 420px;" /><br />
	<br />
	Imaginem que est&atilde;o em alto mar. A navegar na vossa pr&oacute;pria caravela, a conduzir o vosso pr&oacute;prio leme. Est&aacute; bom tempo. O sol espreita, as &aacute;guas est&atilde;o calmas e inspiram confian&ccedil;a. De repente, as ondas agigantam-se e rebentam em cheio mesmo &agrave; vossa frente.<br />
	<br />
	Perdem o controlo e sentem a oscila&ccedil;&atilde;o da embarca&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o podem fugir porque est&atilde;o numa viagem que n&atilde;o pode ser interrompida. As nuvens encobrem o sol e n&atilde;o conseguem ver nada, at&eacute; ao momento em que a luz volta a surgir, bem l&aacute; no fundo, e tudo volta ao seu lugar certo outra vez. Continuam a travessia, com serenidade e explos&otilde;es, at&eacute; que um ep&iacute;logo, de repente, vos conduz ao destino final.<br />
	<br />
	Esta poderia ser uma viagem oferecida pelo novo disco dos Indignu, o <em>Odyssea</em>. &Eacute; poss&iacute;vel, no entanto, que cada um tenha a sua &mdash; a &uacute;nica regra &eacute; que seja ininterrupta. Um disco, mas tamb&eacute;m um pequeno livro.&nbsp;Se quiserem construir a vossa pr&oacute;pria epopeia, tal como eu fiz, podem aparecer no concerto que a banda dar&aacute; no Passos Manuel, no dia 22 de Junho. At&eacute; l&aacute;, fiquem com a minha conversa com o Afonso Dorido, por telefone, aqui h&aacute; uns dias.<br />
	<br />
	<strong>VICE: Ol&aacute; Afonso. Come&ccedil;o pelo <em>Odyssea</em>, mesmo. Reparei que tem uma organiza&ccedil;&atilde;o curiosa. Come&ccedil;a num pr&oacute;logo, acaba num ep&iacute;logo e, pelo meio, h&aacute; cinco cap&iacute;tulos. &Eacute; como se fosse um livro.<br />
	Afonso Dorido:</strong> Sim. Quem pegar no objecto parece, &agrave; primeira vista, um livro e n&atilde;o um &aacute;lbum. Acaba por ser um complemento das duas coisas e o disco destaca-se, tamb&eacute;m, pela parte visual. Pedimos a um artista pl&aacute;stico, j&aacute; com telas e quadros, que retratasse o <em>Odyssea</em>.<br />
	<br />
	<strong>Para al&eacute;m da parte mitol&oacute;gica h&aacute; tamb&eacute;m um lirismo muito grande neste projecto, o que &eacute; curioso.</strong><br />
	Mas desta vez acaba por incidir mais no objecto do que propriamente na m&uacute;sica. Temos o spoken word do Partisan Seed no &quot;Cap&iacute;tulo I, Onde as Nuvens se Cruzam&quot;, mas de resto o lirismo deixa-se ficar pelos gui&otilde;es. Acaba por ser um complemento enquanto ouves. N&atilde;o deixa de estar l&aacute;, mas &eacute; expresso de forma diferente. Quando escutas uma m&uacute;sica, normalmente est&aacute;s a ouvir o tema e a letra. Neste caso trata-se de um disco instrumental, com um livro que acompanha a melodia. &Eacute; mais por a&iacute;. Se calhar &eacute; curioso que assim seja.<br />
	<br />
	<strong>Outra coisa engra&ccedil;ada: a n&iacute;vel de convidados, para al&eacute;m do vocoder do Filipe Miranda e da guitarra portuguesa do Jo&atilde;o Martins, escolheram integrar o violino da Helena Silva, o violoncelo do Alberto e a viola d&#39;arco do Posh. Isto para al&eacute;m da Gra&ccedil;a Carvalho, que tamb&eacute;m toca violino. H&aacute; uma componente cl&aacute;ssica muito forte.</strong><br />
	Completamente, sim. Ouvimos, n&atilde;o todos, bastante m&uacute;sica cl&aacute;ssica. Essa parte das cordas deu uma outra carga ao disco que quer&iacute;amos fazer, conferiu-lhe uma express&atilde;o mais grandiosa. Acho que &eacute; um bocado por a&iacute;. Claro que, tamb&eacute;m, acabamos por ser influenciados pela m&uacute;sica cl&aacute;ssica que ouvimos.<br />
	<br />
	<strong>Esta <em>Odyssea</em> acaba por ser uma analogia ao vosso pr&oacute;prio percurso?</strong><br />
	Mais do que isso, queremos que as pessoas que ou&ccedil;am o disco se sintam tamb&eacute;m como numa viagem. N&oacute;s tocamos m&uacute;sica porque nos d&aacute; prazer, porque gostamos. Todos n&oacute;s temos essa forma de ver as coisas. Queremos que a pessoa que esteja a ouvir sinta que est&aacute; a fazer uma viagem porque este &eacute; um disco sempre seguido. Viajar n&atilde;o &eacute; andar de dois em dois minutos e parar. Andamos, adormecemos, acordamos, quebramos barreiras e descobrimos. &Eacute; um bocado assim o &aacute;lbum. Tem um bocadinho de tudo, desde o mais cl&aacute;ssico, essas partes mais calminhas, at&eacute; &agrave;s partes mais pesadas. Nunca tivemos partes t&atilde;o calmas como agora nem partes t&atilde;o pujantes. &Eacute;, portanto, um disco de extremos.<br />
	<br />
	<strong>Nas entrevistas o Taka, dos Mono, diz sempre que a m&uacute;sica pretende transmitir a luz ao fim do t&uacute;nel. Isso tamb&eacute;m &eacute; percept&iacute;vel neste <em>Odyssea</em>.</strong><br />
	O que pode parecer tristeza pode ser uma grande alegria. A principal mensagem que est&aacute; l&aacute; &eacute; que no escuro h&aacute; sempre uma luz. Da&iacute; essa ideia de que falava o Taka. Talvez seja uma influ&ecirc;ncia, da&iacute; essa anologia de pensamentos.<br />
	<br />
	<strong>Como &eacute; que foi integrar os elementos de orquestra&ccedil;&atilde;o?</strong><br />
	Ora bem, a componente da orquestra&ccedil;&atilde;o foi partilhada com as pr&oacute;prias pessoas que participaram e composta, em parte por mim, por mim e pela Gra&ccedil;a. Foi at&eacute; relativamente f&aacute;cil e simples essa integra&ccedil;&atilde;o.<br />
	<br />
	<iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/xzJWIyr7KF8?rel=0" width="640"></iframe><br />
	<br />
	<strong>Este &eacute; o vosso projecto mais post-rock?</strong><br />
	Diria que sim. Mas poderia ser rock progressivo ou ambiental. J&aacute; no <em>Fetus in Fetu</em>, o nosso &aacute;lbum de 2010, fizemos temas rock e diziam-nos que era post-rock. E percebo porqu&ecirc;, mas incorpor&aacute;mos tamb&eacute;m a guitarra portuguesa, o spoken word de um poema do Fernando Pessoa, os sintetizadores. Acho que acaba por ser limitativo falarmos apenas em post-rock. Acho que &eacute; rock, progressivo, ambiental, h&aacute; partes psicad&eacute;licas. &Eacute; muito mais do que rock ou post-rock, mas no sentido das coisas que abarca.<br />
	<br />
	<strong>H&aacute; a guitarra portuguesa de que falaste, nostalgia, um lado buc&oacute;lico. Pegam muitos no tema portugalidade.</strong><br />
	Tent&aacute;mos dar uma sonoridade espec&iacute;fica a cada faixa. Quer&iacute;amos que cada cap&iacute;tulo tivesse uma mensagem diferente. O <em>Cap&iacute;tulo 2, Caravela na Ponta dos Dedos</em>, sempre nos fez pensar no mar. O artista pl&aacute;stico que fez as ilustra&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m pensou na mesma coisa e acabou por retrat&aacute;-lo com o mar e a caravela. Esse cap&iacute;tulo foi buscar coisas que nos fizeram lembrar da nossa portugalidade. N&atilde;o compomos com isso em mente, simplesmente seguimos o que o tema sugere e pede. O objectivo &eacute; que cada faixa tenha a sua marca. Talvez a guitarra portuguesa acabe por ser a marca mais premente.<br />
	<br />
	<strong>No <em>Fetus in Fetu</em> voc&ecirc;s usaram e abusaram da cr&iacute;tica social. Agora esse sentimento convive com outro de maior acalmia?</strong><br />
	&Eacute; engra&ccedil;ado porque as nossas convic&ccedil;&otilde;es continuam a ser as mesmas, mas quando partimos para este novo &aacute;lbum quer&iacute;amos fazer algo que n&atilde;o fosse temporal. Gostar&iacute;amos que pudesse ser ouvido agora como daqui a 50 anos. Foi esse ponto de partida. N&atilde;o deixamos as nossas convic&ccedil;&otilde;es, s&oacute; que quisemos apostar em coisas diferentes. Toda a gente sabe como as coisas s&atilde;o, mas n&atilde;o deix&aacute;mos de pensar que est&aacute; tudo completamente ao contr&aacute;rio do que deveria estar.<br />
	<br />
	<strong>Tenho de perguntar isto. Sei que a &quot;Duzentas Promessas para um Mundo Melhor&quot; j&aacute; &eacute; do &aacute;lbum anterior, mas conta-me como surgiu a parceria com o Valter Hugo M&atilde;e?</strong><br />
	Ora bem, o Valter escreve poesia embora seja mais conhecido pela prosa e tudo come&ccedil;ou porque tamb&eacute;m escrevo poesia. Come&ccedil;&aacute;mos a trocar emails entre e acabou por nascer a ideia de ele escrever a letra para um tema. Foi uma quest&atilde;o de afinidades. A parceria com o Valter &eacute; sempre um coisa completamente descomprometida. Acabou por n&atilde;o acontecer no <em>Odyssea</em>, mas poder&aacute; revelar-se noutras alturas, de diversas formas.<br />
	<br />
	<strong>E esse concerto no Passos Manuel?</strong><br />
	Serve para aprsentar o <em>Odyssea</em>. Ser&atilde;o 50 minutos de concerto, sem qualquer tipo de pausa a n&atilde;o ser o ep&iacute;logo. O resto ser&aacute; feito de seguida. Sem qualquer interrup&ccedil;&atilde;o.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191780</guid>
<author>Ana Isabel Fernandes</author>
<category>music, Vice, VICE Portugal, entrevista, Ana Isabel Fernandes, Indignu, Barcelos, Odyssea, música, Afonso Dorido, Valter Hugo Mãe, Passos Manuel, epopeia, odisseia</category>
</item>
<item>
<title>Notícias pela manhã: o Passos é o melhor amigo do Maduro e o cadáver explosivo</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/noticias-pela-manha-o-passos-e-o-melhor-amigo-do-maduro-e-o-cadaver-explosivo</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 11:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://www.abola.pt/img/fotos/mundos/ap/politicos/passosmaduro.jpg" style="width: 640px; height: 426px;" /><br />
	<em>&quot;N&atilde;o faltam ali uns zeros, Maduro?&quot;</em><br />
	<br />
	A ideia era que o presidente venezuelano assinasse acordos comerciais com Portugal no valor de 800 milh&otilde;es de euros, mas esse n&uacute;mero acabou por ultrapassar os cinco mil milh&otilde;es. Como bom trapaceiro que &eacute;, o nosso primeiro-ministro apertou-lhe a m&atilde;o e disse &quot;volte mais vezes, senhor presidente&quot;. Afinal, talvez o Passos Coelho at&eacute; saiba o que est&aacute; a fazer. Mas n&atilde;o precisamos de construir uma autoestrada Lisboa-Caracas (&eacute; para isso que o dinheiro vai, n&atilde;o &eacute;?).<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://www.sabado.pt/getattachment/52a752fb-125c-4e9a-980a-7f5f9a746786/Fotogaleria-1.aspx?width=636&amp;height=350" style="width: 640px; height: 352px;" /><br />
	<i>Cuidado: os bolsos traseiros das cal&ccedil;as s&atilde;o s&oacute; para o estilo. N&atilde;o ponham l&aacute; objectos de valor.</i><br />
	<br />
	Tr&ecirc;s dos carteiristas espanh&oacute;is mais activos est&atilde;o proibidos de andar de metro durante seis meses. Estamos a falar de ladr&otilde;es experientes, um deles j&aacute; foi detido mais de 60 vezez (j&aacute; deve ter roubado de tudo). Est&atilde;o identificados e h&aacute; provas: prend&ecirc;-los? N&atilde;o, vamos s&oacute; pedir-lhes que roubem noutro lado que n&atilde;o no metropolitano. Afinal, h&aacute; espa&ccedil;o para toda a gente. &Eacute; preciso incentivar os ladr&otilde;es mais jovens.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/wp-content/uploads/2011/06/Tio-Patinhas.jpg" style="width: 640px; height: 467px;" /><br />
	<em>Como assim, o dinheiro n&atilde;o compra a felicidade? Isso &eacute; conversa de pobre.</em><br />
	<br />
	Oh, n&atilde;o. Portugal pode vir a ter um novo banco. Jo&atilde;o Talone (quem?)&nbsp;acredita que &quot;com um bocadinho de jeito, daqui a um ano estar&atilde;o criadas as condi&ccedil;&otilde;es em Portugal para poder nascer um banco novo, &agrave; imagem do que aconteceu com o BCP&quot; que, segundo Talone, foi uma &ldquo;escola fant&aacute;stica, talvez a hist&oacute;ria mais importante que o pa&iacute;s teve nessa &aacute;rea&quot;. S&oacute; naquela, Talone n&atilde;o rima com Corleone?<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2011/05/30/article-1392299-0C4B6D6D00000578-781_634x473.jpg" style="width: 640px; height: 477px;" /><br />
	<em>Blatter para os brasileiros: &quot;N&atilde;o vos estou a ouvir.&quot;</em><br />
	<br />
	N&atilde;o &eacute; s&oacute; em Portugal que a malta tem uma propens&atilde;o para dizer asneiras em grande quantidade. Joseph Blatter, o presidente da FIFA, disse que &quot;o futebol &eacute; mais forte do que a insatisfa&ccedil;&atilde;o das pessoas&rdquo;. Isto, claro, a prop&oacute;sito da mistura explosiva Ta&ccedil;a das Confedera&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es de milhares nas ruas de v&aacute;rias cidades. &Eacute; p&atilde;o e circo, vers&atilde;o s&eacute;culo XXI.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948F/3437/6804/0134/3D5F/3EB6/1A0A/cabeca-explode-hg-20111214.jpg" style="width: 640px; height: 336px;" /><br />
	<em>Algu&eacute;m sofre de enxaquecas?</em><br />
	<br />
	Na Austr&aacute;lia, um cad&aacute;ver &eacute; not&iacute;cia por ter explodido. Aparentemente, estava demasiado calor na cripta. H&aacute; muitas piadas f&aacute;ceis aqui, mas n&atilde;o vamos fazer isso. Morreu uma pessoa.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191737</guid>
<author>Redacção</author>
<category>news, notícias, Vice, VICE Portugal, brasil, confrontos, tumultos, carteiristas, Espanha, Madrid, acordo, Maduro, Passos Coelho, Venezuela, cadáver, explodiu, explosivo, Austrália, mausoléu, cripta, Joseph Blatter, Futebol, FIFA</category>
</item>
<item>
<title>VICE on HBO Extended: O wrestling senegalês não é para meninos</title>
<link>http://www.vice.com/pt/vice-on-hbo-outtakes/o-wrestling-senegales-nao-e-para-meninos</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 10:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	O desporto mais popular do Senegal n&atilde;o &eacute; o futebol, mas sim o laamb&nbsp;&mdash; uma mistura de luta greco-romana com dan&ccedil;as africanas. &Agrave; medida que o pa&iacute;s foi ficando mais pobre (o senegal&ecirc;s m&eacute;dio ganha dois euros por dia), o laamb foi ficando mais popular. Os lutadores mais conhecidos s&atilde;o verdadeiros Michael Jordans do Senegal. O Thomas Morton foi at&eacute; l&aacute; experimentar este ritual que mais n&atilde;o &eacute; do que uma &oacute;ptima desculpa para dar (mas, sobretudo, levar) na boca e, antes da sua estreia como lutador de laamb, ainda tomou um banho de po&ccedil;&atilde;o m&aacute;gica, cortesia de um verdadeiro xam&atilde; da &Aacute;frica ocidental.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191722</guid>
<author>Thomas Morton</author>
<category>travel, vídeo, vice tv, Vice, HBO, VICEonHBO, laamb, lutas tradicionais, wrestling, Senegal, África, senegalês, Thomas Morton, poção mágica, levar na boca</category>
</item>
<item>
<title>Colagens que vivem dentro de fotografias</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/colagens-que-vivem-dentro-de-fotografias</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 08:59:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	O Jens Andersson e o Bemo Lundgren s&atilde;o o g&eacute;nero de pessoas que a maioria dos meus amigos gostaria de ser. S&atilde;o &oacute;ptimos skaters e aquilo que fazem para pagar contas &eacute; igualmente fixe. O Jens trabalha como fot&oacute;grafo a full-time e j&aacute; tirou fotos para campanhas publicit&aacute;rias de grandes marcas. E se, algum dia, quiseres fazer uma tatuagem na barriga, o Bemo ser&aacute;, provavelmente, o artista ideal. Os dois passaram o &uacute;ltimo Outono juntos, a trabalhar num projecto. Esta s&eacute;rie acabou por ser estranha, uma reminisc&ecirc;ncia de um sonho surreal (do qual n&atilde;o consegues decidir se queres fazer parte ou n&atilde;o).</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191701</guid>
<author>Caisa Ederyd</author>
<category>photo, Suécia, fotografia, colagens, Vice, skate, Jens Andersson, Bemo Lundgren</category>
</item>
<item>
<title>Profissões sem saída</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/profissoes-sem-saida</link>
<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 08:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<em>Styling por Sam Voulters<br />
	Assist&ecirc;ncia por Daniella Maiorano, Charlotte Gibbs<br />
	Modelos: Ned, Daniella, Sam, Lisa, Jamie, Zaina<br />
	<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/cc0045a63dd96d3839341d41663ae302.jpg" style="width: 640px; height: 481px;" /><br />
	<span style="font-size: 12px;">Casaco, colete, camisa, cal&ccedil;as, sapatos, gravata e meias Beyond Retro, &oacute;culos Specsavers. &Agrave; direita: top UNIQLO, rel&oacute;gio vintage, boxers Carhartt</span><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/c18a17c0918ee72039ba3f6527622384.jpg" style="width: 640px; height: 481px;" /><br />
	T-shirt K-Swiss, cal&ccedil;as Umbro, rel&oacute;gio vintage; p&oacute;lo, cal&ccedil;&otilde;es e meias Umbro. &Agrave; direita: p&oacute;lo Lacoste<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/2092b5e71e4b2ba2a5435bd8a578cda2.jpg" style="width: 640px; height: 481px;" /><br />
	Fato Calvin Klein, camisa Ben Sherman, chap&eacute;u Element, &oacute;culos de sol vintage. &Agrave; direita: casaco e camisa vintage, cal&ccedil;&otilde;es Levi&#39;s, sapatilhas Vans; t-shirt Fly53, jeans KR3W, sapatilhas Nike, rel&oacute;gio G-shock<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/30881794fec99051c4b32b9a77b21501.jpg" /><br />
	Vestido American Apparel, sapatos Beyond Retro, chap&eacute;u Mint. &Agrave; direita: t-shirt Vans, fato de banho Speedo, cal&ccedil;as Lee vintage</em></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191699</guid>
<author>Daniel Benson</author>
<category>fashion, Daniel Benson, Sam Voulters, profissões, trabalho, emprego, Desemprego, profissões sem saída, estudar para nada, moda, fashion, vicestyle</category>
</item>
<item>
<title>Fringes: Cowboys capitalistas em África</title>
<link>http://www.vice.com/pt/Fringes/cowboys-capitalistas-em-africa-parte-1</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 18:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	O continente africano &eacute; a nova meca do empreendedorismo para muitas pessoas que gostam de fazer dinheiro e de correr riscos. O Ian Cox, um antigo vigaristazeco, &eacute; uma dessas pessoas. H&aacute; anos que tentava a sua sorte at&eacute; que, em 2011, conseguiu um contrato muito lucrativo com a ONU, que paga para que ele &nbsp;transporte equipamento entre a &Aacute;frica do Sul e o Sud&atilde;o do Sul, um pa&iacute;s que est&aacute; na lista de embargo comercial de muitos outros. &Eacute; uma profiss&atilde;o arriscada porque envolve passar por in&uacute;meros checkpoints e lidar com muitos agentes suborn&aacute;veis (mais a sua papelada). O Tim acompanhou o Ian numa dessas viagens, uma jornada n&atilde;o s&oacute; pelas perigosas estradas africanas, como pelo caos burocr&aacute;tico que as caracteriza.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191657</guid>
<author>Tim Freccia</author>
<category>news, África, camiões, camionistas, Tim Freccia, Sudão, Zimbabwe, capitalismo, capitalistas, cowboys, vaqueiros, Zâmbia, homens de negócios, bater punho, empreendedorismo, fringes, vídeo, vice tv</category>
</item>
<item>
<title>A mulher que planeia viver de água, chá e luz durante 100 dias</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/a-mulher-que-planeia-viver-de-agua-cha-e-luz-durante-100-dias</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 17:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/936238_105431606326856_345110200_n.jpg" style="width: 600px; height: 800px;" /><br />
	<br />
	Aqueles suminhos purificantes s&atilde;o uma mariquice.&nbsp;A Naveena Shine &eacute; uma senhora brit&acirc;nica de 65 anos que est&aacute; a meio de uma maratona de cem dias, durante os quais s&oacute; pode beber ch&aacute;, respirar e consumir algo a que se chama &ldquo;luz&rdquo;, uma subst&acirc;ncia espiritual que, segundo a Naeveena, a manter&aacute; viva. A experi&ecirc;ncia come&ccedil;ou a 3 de Maio e segue os princ&iacute;pios da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A9dia">in&eacute;dia</a>, uma cren&ccedil;a que nos diz que os humanos podem sobreviver &agrave; base de luz. J&aacute; houve outros praticantes que <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/453661.stm">morreram</a> de <a href="http://www.nydailynews.com/life-style/health/swiss-women-dies-giving-water-food-thought-live-sunlight-article-1.1067359">fome,</a> mas a Naveena parece ser mais pr&aacute;tica do que eles (apesar de tudo, bebe ch&aacute;) e est&aacute; habituada a provas que colocam a mente e o corpo em desafio. At&eacute; j&aacute; apareceu no livro dos recordes do Guinness, em 1997, depois de caminhar sobre uma fogueira com quase 1000 graus.<br />
	<br />
	Podes acompanhar o projecto da Naveena, ao qual ela se refere como &quot;viver da luz&quot; no <a href="https://www.facebook.com/naveena.shine">Facebook</a> e no <a href="http://www.youtube.com/channel/UCMBZdxVz9EnXolJn2sFenag">YouTube</a>. Ela tamb&eacute;m se est&aacute; a filmar a si pr&oacute;pria 24 horas por dia, gra&ccedil;as &agrave;s oito c&acirc;maras instaladas na sua casa em Seattle. Fui falar com a Naveena para saber como ela estava a aguentar.<br />
	<br />
	<strong>VICE: Como &eacute; que te surgiu a ideia de fazer isto?<br />
	Naveena Shine: </strong>Durante toda a minha vida estive rodeada por perguntas. &ldquo;Qual &eacute; a verdade?&rdquo; &ldquo;O que &eacute; real?&rdquo; Ou: &ldquo;Quem sou?&rdquo; Fiz tudo aquilo que queria fazer na minha vida, por isso perguntei ao universo: &ldquo;H&aacute; algo que queiras que eu fa&ccedil;a agora?&rdquo; E a resposta chegou um par de meses mais tarde, na altura do furac&atilde;o Sandy. Dei-me conta das coisas que s&atilde;o realmente importantes no nosso mundo. Portanto, eis-me aqui.<br />
	<br />
	<strong>Quando &eacute; que ouviste falar sobre a in&eacute;dia pela primeira vez?</strong><br />
	Ouvi falar sobre isso durante toda a vida. Conhe&ccedil;o uma pessoa que viveu da luz durante tr&ecirc;s anos. Eu j&aacute; tinha uma ideia muito clara de que era poss&iacute;vel consegui-lo, ent&atilde;o por que n&atilde;o tent&aacute;-lo?<br />
	<br />
	<strong>H&aacute; sete semanas que n&atilde;o comes. Como te sentes?</strong><br />
	Tive algumas dificuldades com a b&iacute;lis no est&ocirc;mago. H&aacute; dias em que n&atilde;o me sinto bem, mas a maior parte do tempo est&aacute; tudo bem. Nos &uacute;ltimos dias, senti-me mais alerta, mais viva. Sei que as mudan&ccedil;as no meu corpo ir&atilde;o trazer problemas, mas nada de grave.<br />
	<br />
	<strong>H&aacute; muitas pessoas que querem saber como &eacute; que ainda continuas viva.</strong><br />
	J&aacute; passaram 36 dias [sem comer]. N&atilde;o estou a sentir tudo aquilo que as pessoas imaginam que deveria estar a sentir. &Agrave;s vezes n&atilde;o me sinto bem, mas depois come&ccedil;o a ter mais energia. Que queres que te diga? Acho que isto tem a ver com a minha mente: nunca pensei que poderia n&atilde;o conseguir faz&ecirc;-lo. Sei que isso era uma possibilidade, mas n&atilde;o me preocupou porque acredito que pode ser poss&iacute;vel. Em tudo o que fiz na vida, sempre houve pessoas que disseram: &ldquo;N&atilde;o, n&atilde;o, n&atilde;o podes fazer isso. Vais morrer, ainda te vais arrepender.&quot; E isso nunca aconteceu, por isso para qu&ecirc; ouvir as outras vers&otilde;es da realidade que n&atilde;o a minha?<br />
	<br />
	<strong>Al&eacute;m da fome, como &eacute; viver sem comida?</strong><br />
	Eu adoro comida. Gosto do aspecto social, da eleg&acirc;ncia e do sabor. E isso n&atilde;o mudou. Neste momento, n&atilde;o sinto vontade de comer. N&atilde;o tenho nenhuma inten&ccedil;&atilde;o de deixar de comer para o resto da vida. Mas essas coisas n&atilde;o t&ecirc;m nenhum impacto sobre esta minha experi&ecirc;ncia.<br />
	<br />
	<strong>Imagino que isto requeira muita for&ccedil;a de vontade. Segues um hor&aacute;rio?</strong><br />
	N&atilde;o, fa&ccedil;o o que me apetece.<br />
	<br />
	<strong>Est&aacute;s preocupada com as consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas do processo?</strong><br />
	Para come&ccedil;ar, n&atilde;o acho que haja assim tantas consequ&ecirc;ncias. N&atilde;o vou chegar ao ponto de tratar mal o meu corpo, e pararei se perceber que n&atilde;o h&aacute; melhorias e que os meus &oacute;rg&atilde;os deixaram de funcionar. Tenho a certeza de que darei conta disso. Quando as pessoas morrem de inani&ccedil;&atilde;o, imagino que saibam de antem&atilde;o que alguma coisa n&atilde;o est&aacute; bem.<br />
	<br />
	<strong>Espero que sim. Falaste com algum m&eacute;dico antes de ires com a experi&ecirc;ncia avante?</strong><br />
	A ideia de vida que um m&eacute;dico tem n&atilde;o est&aacute; em sintonia com o viver da luz. Eles simplesmente n&atilde;o o conseguem ver, n&atilde;o est&aacute; dentro da realidade que estudaram. Acho que um m&eacute;dico nunca me deixaria andar sobre as chamas mais quentes do mundo com os p&eacute;s descal&ccedil;os.<br />
	<br />
	<strong>N&atilde;o &eacute; mal pensado, isso. Mas tens presente que j&aacute; morreram pessoas a fazer o mesmo que tu est&aacute;s a fazer?</strong><br />
	N&atilde;o sei quais foram os seus problemas. N&atilde;o entendo porque &eacute; que n&atilde;o se deram conta [de que algo estava mal] e n&atilde;o sei por que &eacute; que n&atilde;o fizeram alguma coisa para contrariar isso. Tenho pena que tenham morrido, mas, sim, estou consciente.<br />
	<br />
	<strong>E o que acham os teus amigos e os teus familiares?</strong><br />
	N&atilde;o est&atilde;o muito contentes. Ningu&eacute;m tentou fazer isto desta forma. Toda a gente pensa que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel e as pessoas acham que vou morrer, mas sabes que mais? Talvez estejam enganados, ou talvez tenham raz&atilde;o. &Eacute; essa a ideia de experimentar.<br />
	<br />
	<strong>E, se tiveres sorte, qual ser&aacute; o passo seguinte?</strong><br />
	Se conseguir fazer isto durante 100 dias, isso significa que fui para l&aacute; do ponto cr&iacute;tico que matou pessoas. E&nbsp;acho que isso dever&aacute; ser investigado. A &uacute;nica coisa que quero fazer &eacute; abrir uma porta. N&atilde;o sei quem vou ser no dia 100. Quando comes alimentos, tens uma perspectiva sobre a vida. Quando vives da luz, tens pensamentos diferentes, ideias diferentes e gostos diferentes. O que isso pode significar na vida futura, n&atilde;o sei. Quanto ao p&uacute;blico, usem isto como quiserem. Enviem uma mensagem ao p&uacute;blico para explicar que isto &eacute; poss&iacute;vel, depois logo se v&ecirc; o que se faz com essa informa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Acho que isto pode salvar o mundo, mas se o mundo n&atilde;o tem interesse, problema deles.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191642</guid>
<author>Alex Mierjeski</author>
<category>stuff, Vice, Alex Mierjeski, Naveena Shine, Inédia, entrevista, viver mal, Chá, greve de fome, cenas místicas, luz, jejum, jejuar, salvar o mundo, viver da luz</category>
</item>
<item>
<title>Notícias pela tarde: a erecção que durou oito meses e o amor da senhora do FMI</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/noticias-pela-tarde-a-ereccao-que-dura-oito-meses-e-o-amor-da-lagarde</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 15:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/077267fb4014f97197487739cbefa378.jpg" style="width: 640px; height: 340px;" /><br />
	<em>&quot;Curtes?&quot;</em><br />
	<br />
	Uma erec&ccedil;&atilde;o que dura oito meses? Altamente. Foi o que aconteceu a um homem chamado Daniel Metzgar, que arriscou um implante peniano para tratar a sua disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil. Teve foi azar com o urologista e processou-o por isso, mas o m&eacute;dico foi absolvido e entretanto a erec&ccedil;&atilde;o passou-lhe. N&atilde;o deve dar muito jeito, passar todos os momentos de um dia, durante meses, com o pau feito. Ah, a profiss&atilde;o do senhor Metzgar tamb&eacute;m conta: camionista. Demasiado perfeito.<br />
	<br />
	<iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/W6QVLE8PQJ8" width="640"></iframe><br />
	<em>(Ord)Em (e) progresso.</em><br />
	<br />
	O Brasil est&aacute; a manifestar-se e h&aacute; algumas d&eacute;cadas que n&atilde;o se via nada assim. S&atilde;o Paulo (Rio de Janeiro, etc) ainda n&atilde;o atingiu o calibre de Istambul, mas j&aacute; andam na casa das centenas de feridos, entre pol&iacute;cias, jornalistas e manifestantes. O PIB do Brasil j&aacute; era de primeiro mundo, agora a sociedade civil est&aacute; a chegar ao mesmo patamar. Muitos abra&ccedil;os e &aacute;gua de coco, amigos.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://pt.uefa.com/MultimediaFiles/Photo/competitions/Comp_Matches/01/50/14/87/1501487_w2.jpg" style="width: 640px; height: 360px;" /><br />
	<em>D&uacute;vidas? Perguntem a este gajo.</em><br />
	<br />
	O Carlos Queir&oacute;s garantiu o apuramento para um Mundial com a terceira selec&ccedil;&atilde;o diferente. &Aacute;frica do Sul primeiro (saiu antes da fase final), Portugal depois (foi o que se viu) e agora o Ir&atilde;o (a ver vamos). H&aacute; treinadores que nasceram para treinar as equipas pequenas e o Carlos Queir&oacute;s &eacute; um desses misters. Nada contra, pena &eacute; que, para alguns, isto seja fazer hist&oacute;ria. O Ir&atilde;o l&aacute; ganhou &agrave; Coreia do Sul, a &uacute;nica equipa decente do grupo de apuramento, com um golinho solit&aacute;rio aos 60 minutos. Mas tudo est&aacute; bem quando acaba bem: a Coreia do Sul tamb&eacute;m vai ao Brasil 2014.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/1410.jpg" style="width: 640px; height: 418px;" /><br />
	<em>&quot;Calma, n&oacute;s sabemos o que estamos a fazer.&quot;</em><br />
	<br />
	A senhora FMI, e ex-ministra da economia em Fran&ccedil;a, Christine Lagarde, jurou fidelidade a Sarkozy, anterior presidente da Fran&ccedil;a, escrevendo-lhe uma carta em que dizia: &ldquo;Usa-me como te convier.&quot; A alta finan&ccedil;a &eacute; mesmo uma badalhoquice.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191619</guid>
<author>Redacção</author>
<category>news, Vice, VICE Portugal, notícias, brasil, caos, tumultos, Turquia, São Paulo, Rio de Janeiro, nsfw, lol, wtf, erecção, oito meses, Lagarde, fmi, Daniel Sarkozy</category>
</item>
<item>
<title>O Brasil está na rua e não é só em São Paulo</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/os-protestos-contra-os-impostos-no-rio-de-janeiro</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 12:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/8d07de25c5d25c35c7a9bd1209040601.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	&ldquo;Vem! Vem! Vem para a rua, vem contra o aumento!&rdquo;&nbsp;Foram estes os gritos de ordem utilizados pelos mais de dois mil manifestantes cariocas que protestaram, mais uma vez, contra o novo aumento no pre&ccedil;o do passe de autocarro. Cantavam tamb&eacute;m em coro: &ldquo;Acabou o amor. Isso aqui vai virar a Turquia!&rdquo;<br />
	<br />
	A manifesta&ccedil;&atilde;o que paralisou o centro da cidade conseguiu reunir grupos diferentes: estudantes das escolas secund&aacute;rias do ensino p&uacute;blico, universit&aacute;rios com afilia&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias, punks, anarquistas, comunistas e a popula&ccedil;&atilde;o em geral. At&eacute; mesmo alguns idosos e crian&ccedil;as. A maior parte parecia apoiar o protesto, alguns aplaudiam e sorriam, mas tamb&eacute;m ouvi coment&aacute;rios do tipo &ldquo;n&atilde;o sei como permitem esta confus&atilde;o na cidade&quot;. Foi poss&iacute;vel, at&eacute;, ouvir este aparte de um senhor de fato e gravata, dirigindo-se a um pol&iacute;cia: &ldquo;Se fosse na altura da revolu&ccedil;&atilde;o, com os militares a p&ocirc;r ordem no pa&iacute;s, j&aacute; teriam acabado com esta libertinagem.&rdquo; O que ele chama revolu&ccedil;&atilde;o, os manifestantes (e a hist&oacute;ria) apelidam de ditadura militar. Onde aquele senhor v&ecirc; libertinagem, aqueles jovens v&ecirc;em democracia.<br />
	<br />
	E foi de forma democr&aacute;tica, sim, que aqueles manifestantes decidiram avan&ccedil;ar para al&eacute;m da Cinel&acirc;ndia, tal como era previsto. Quando se chegou ao local j&aacute; se ouvia dizer que o passeio devia continuar. No momento em que os altifalantes perguntaram ao resto da multid&atilde;o se queriam seguir at&eacute; &agrave; Assembleia Legislativa do Rio, a resposta foi um un&acirc;nime &quot;sim&quot;. A Pol&iacute;cia Militar interrompeu, de imediato, o tr&acirc;nsito para que todos aqueles jovens, que empunhavam cartazes e cantavam &ldquo;e quem n&atilde;o pula, quer aumento!&rdquo;, pudessem passar.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/d7a21e0e4f6daa02eb89bad6b6bf5a6e.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	Embora o governador S&eacute;rgio Cabral tenha dito em entrevistas recentes que existem interesses partid&aacute;rios na origem destas manifesta&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o foi isso que vi. V&aacute;rios grupos demonstraram ser capazes de dividir o mesmo espa&ccedil;o numa alegria tipicamente carioca, ao mesmo tempo que se ouvia nos altifalantes &quot;n&atilde;o h&aacute; lideran&ccedil;a!&quot;. Estavam l&aacute; bandeiras de alguns partidos, sim, mas eram poucas e encontravam-se ao lado de estudantes apartid&aacute;rios, dos representantes do movimento ind&iacute;gena e dos jovens das favelas que se manifestavam contra os despejos feitos nos seus bairros, gra&ccedil;as &agrave;s obras para o Mundial.<br />
	<br />
	De uma forma geral, as pessoas pareciam ter a consci&ecirc;ncia de que o protesto n&atilde;o era apenas contra o aumento de 20 c&ecirc;ntimos de real no valor do passe. Quando se conversava com os manifestantes, percebia-se que a sua motiva&ccedil;&atilde;o ia para al&eacute;m disso. H&aacute; um descontentamento generalizado com o governo do Rio de Janeiro, com a autoridade de Eduardo Paes, com o estado das empresas de transportes p&uacute;blicos, com a falta de autocarros. Os manifestantes tinham diferentes raz&otilde;es para ali estar. N&atilde;o se viram, no entanto, cariocas felizes por receberem o Mundial. Outra caracter&iacute;stica importante: os protestos adquiriram uma dimens&atilde;o nacional. Diversas faixas e gritos de ordem apoiavam os manifestantes que foram presos em S&atilde;o Paulo.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/d6523ad13c9c2fe23f99b6b22d72eca4.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	Tudo corria bem at&eacute; um dado momento.<br />
	<br />
	Ap&oacute;s chegarmos &agrave; Alerj, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro,&nbsp;a multid&atilde;o cercou o pr&eacute;dio. Muitos jovens subiram &agrave;s est&aacute;tuas e as escadarias foram completamente invadidas. Palavras de ordem e m&uacute;sicas contra o Eduardo Paes, o S&eacute;rgio Cabral e a Federa&ccedil;&atilde;o das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) pareciam querer terminar de forma pac&iacute;fica a tarde. Foi decidido, contudo, que a manifesta&ccedil;&atilde;o continuaria em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; Central do Brasil.<br />
	<br />
	Os tumultos come&ccedil;aram pelo caminho, antes de se chegar de novo &agrave; Avenida Presidente Vargas. As pessoas que ficaram mais para tr&aacute;s, perto da pol&iacute;cia, come&ccedil;aram a correr, e quem estava &agrave; frente come&ccedil;ou a fugir sem saber porqu&ecirc;. Passado algum tempo as coisas acalmaram-se. Constou que a pol&iacute;cia come&ccedil;ou a empurrar os manifestantes, outros disseram que n&atilde;o aconteceu nada. A verdade &eacute; que o ambiente come&ccedil;ou a ficar pesado, os sacos de lixo que estavam nos passeios foram queimados e, quando os pol&iacute;cias viram isso, come&ccedil;aram a agredir quem se encontrava por perto.<br />
	<br />
	Quando se espalhou a not&iacute;cia de que os manifestantes tinham sido agredidos, a situa&ccedil;&atilde;o ficou fora de controlo. At&eacute; ent&atilde;o, a multid&atilde;o vaiava quando um dos seus tinha uma atitude mais agressiva. Dava para perceber que a maioria das pessoas n&atilde;o queria confrontos mas, depois dos primeiros sacos de lixo queimados e das primeiras agress&otilde;es policiais, o tumulto come&ccedil;ou. Mais sacos de lixo foram queimados, explodiram bombas de g&aacute;s por todos os lados, as paragens de autocarro foram apedrejadas e dispararam-se balas de borracha em todas as direc&ccedil;&otilde;es.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/f724a5a3dfda3c482d4cd95f8f682408.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	Nessa altura perdi o contacto com os outros fot&oacute;grafos que estavam comigo. As pessoas come&ccedil;aram a correr e, antes de entender o que estava a acontecer, ouvi um barulho diferente e percebi que uma bala de borracha tinha acabado de atingir o ch&atilde;o a um palmo do meu p&eacute; esquerdo. Corri e ouvi mais duas balas a atingir uma paragem de autocarro, a menos de um metro de mim. Foi a&iacute; que percebi: eu era o alvo! Atravessei a avenida a correr e quase ia sendo atropelado por um taxista, tamb&eacute;m ele assustado com a situa&ccedil;&atilde;o. Corria com a c&acirc;mara fotogr&aacute;fica bem ao alto para tentar n&atilde;o ser atropelado ou alvejado, mas parece que os pol&iacute;cias e os taxistas n&atilde;o t&ecirc;m muita considera&ccedil;&atilde;o pela imprensa.<br />
	<br />
	A maior parte da multid&atilde;o foi-se embora enquanto os jovens desapareceram pelas ruas laterais, no momento em que as bombas explodiram. Voltaram para partir mais paragens e pilhar os autocarros que passavam por l&aacute;. Bombas, tiros e pedradas repetiram-se de tempos em tempos. Um carro da pol&iacute;cia estava parado na pista central e foi logo apedrejado. Grande parte da multid&atilde;o foi-se embora. A pol&iacute;cia de choque cercou a c&acirc;mara municipal enquanto as pessoas eram revistadas com as armas apontadas ao peito. Fui fazer uma entrevista com manifestantes que viram estas ac&ccedil;&otilde;es mas um deles enfrentou-me e acusou-me de ser um pol&iacute;cia infiltrado. Respondi-lhe que, para mim, ele tamb&eacute;m poderia ser um agente. Ap&oacute;s esse mal-estar moment&acirc;neo, um grupo de estudantes apareceu para me defender. &ldquo;Sabes como &eacute;, h&aacute; agentes infiltrados entre n&oacute;s. &Eacute; preciso ter cuidado.&rdquo;<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/ea0aa9478f64c2b69c0cb73844e3a8ff.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	Depois disso, pouco aconteceu, mas est&aacute; tudo ainda em aberto. A promessa dos que foram &agrave;s ruas &eacute; a seguinte: s<span style="font-size: 12px;">e o passe n&atilde;o baixar, o Rio vai parar. Com a internet, o que acontece aqui faz tamb&eacute;m parte dos protestos nacionais. As conquistas dos que se manifestam numa cidade s&atilde;o comemoradas pelos que est&atilde;o a protestar numa outra. E mais do que a luta contra o aumento do passe e pela melhoria dos transportes p&uacute;blicos, este parece ser um apelo por uma consciencializa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.<br />
	<br />
	Ap&oacute;s anos de marasmo, uma cultura de protesto come&ccedil;a a fortalecer-se no Brasil.&nbsp;</span><span style="font-size: 12px;">Aos poucos, a luta pelos direitos do consumidor come&ccedil;a a ser a luta pelos direitos do cidad&atilde;o. Veremos.</span></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191481</guid>
<author>Thomás de Oliveira</author>
<category>news, Thomás de Oliveira, Vice, brasil, confrontos, protestos, impostos, notícias, Rio de Janeiro, manifestações, transportes públicos</category>
</item>
<item>
<title>Duas amigas aborrecidas</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/duas-amigas-aborrecidas</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 10:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<em>Styling por Tess Yopp<br />
	Maquilhagem por Polly<br />
	Modelos: Mona e Alena<br />
	<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/5886f2bbad7b6fa232273516785997bd.jpg" style="width: 630px; height: 954px;" /><br />
	Top Goldman&#39;s Tees, saia e mochila adidas Originals<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/10757ac459bbe63243b366b6f6893b6a.jpg" style="width: 630px; height: 630px;" /><br />
	Camisa e camisola Jeremy Scott for adidas ObyO, camisa vintage, cal&ccedil;as de ganga vintage, mochila adidas Originals<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/23829dbf380ddd5f41d9d50a6ad1c781.jpg" style="width: 630px; height: 423px;" /><br />
	Fato de treino Jeremy Scott for adidas ObyO, t-shirt Goldman&#39;s Tees, sapatilhas Converse, chap&eacute;u vintage; t-shirt e camisola Jeremy Scott for adidas ObyO, sapatilhas e meias adidas Originals<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/1cc41956ff4a0d066a6169004dda9366.jpg" style="width: 630px; height: 417px;" /><br />
	Casaco Ulian Goldman, t-shirt St&uuml;ssy, cal&ccedil;&otilde;es Jeremy Scott for adidas ObyO, chap&eacute;u vintage, mochila adidas Originals<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/eb03490602c385bebe25b8c70fbbd71e.jpg" style="width: 630px; height: 959px;" /><br />
	Camisola Jeremy Scott for adidas ObyO, chap&eacute;u Circle of Unity<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/fd77333c365f988c3cefbd89d7418d91.jpg" style="width: 630px; height: 956px;" /><br />
	Camisola e cal&ccedil;&otilde;es Jeremy Scott for adidas ObyO, sapatilhas adidas Originals, chap&eacute;u Circle of Unity, meias Topshop; casaco adidas Originals, cal&ccedil;&otilde;es Jeremy Scott for adidas ObyO, sapatilhas Converse, j&oacute;ias vintage</em></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191582</guid>
<author>Masha Mel</author>
<category>fashion, moda, fashion, vicestyle, Masha Mel, Rússia, tédio</category>
</item>
<item>
<title>A Silvia desperta-nos o desejo lascivo</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/a-silvia-desperta-nos-o-desejo-lascivo</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 08:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p class="p1">
	Conheci a Silvia gra&ccedil;as a uma amiga em comum, que me sugeriu que fizesse uma sess&atilde;o com ambas (o que me pareceu logo uma boa ideia). Mas, na altura, n&atilde;o levei a dica muito a s&eacute;rio. N&atilde;o fosse um belo dia em que, enquanto estava &agrave; espera do metro, reparei numa mi&uacute;da. Ela cativou-me tanto que decidi ir falar com ela. E foi a&iacute; que percebi que j&aacute; t&iacute;nhamos estado juntos: era a Silvia, claro. No dia em que, finalmente, tir&aacute;mos estas fotos comemos imensos hamb&uacute;rgueres e depois fizemos a sess&atilde;o com roupa da&nbsp;<a href="http://luapretto.com" target="_blank">Lua Pretto</a>, que encaixaram na perfei&ccedil;&atilde;o com o <em>mindset </em>que cri&aacute;mos.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/43ff522df34659d4635042d28329f70f.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/3b4575a74025f1e06eecfc19f7dab1c7.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/ef6be669efad50d46e0280e111b3f6f3.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/a21c78d5bd287681efbeddc97b227f30.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/007c1acd0aaf7e2a2469f9ce37badbbe.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 407px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/95e39e337f1498653ad4b2a5047b0a8a.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/b9a2dc942ede2183ed2c22fd9f2dfc7a.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/31ab4ac6b5784409bf258b00ce828f62.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/c9b8b73c014ada111cde86b9cffd7dd0.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/45707ffd4582a07d6dd8f8c4e5f1a0a1.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/cc1ce00ee9914aa33749b6b497dda261.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 886px;" /><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/47bec68b507a2bb80f02fff03bf25b7a.jpg" style="font-size: 12px; width: 600px; height: 407px;" /></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191518</guid>
<author>Cuauhtémoc Suárez</author>
<category>photo, metro, México, miúdas giras, sexy, Vice, Cuauhtémoc Suárez, desejo lascivo, desejo, Sílvia, fotos, Fotografias</category>
</item>
<item>
<title>Discos: Child Bite</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/discos-child-bite</link>
<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 08:00:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/82cf27f256cd6c35beae9c08ef5fbc4e.jpg" style="width: 350px; height: 359px;" /><br />
	<em><strong><span style="font-size: 12px;">Vision Crimes/ Monomania</span></strong><br />
	Joyful Noise Recordings<br />
	7/10</em><br />
	<br />
	Antes de mais, permitam-me partilhar aquele que ter&aacute; sido um dos momentos mais sinistros que vivi nos &uacute;ltimos meses. Est&aacute;vamos todos na Casa dos Amigos do Minho, no Intendente, a fazer uma festa de despedida para a Ana, que ia para o Rio de Janeiro, quando entraram por ali uns mitras que eram mais ou menos convidados dos convidados. At&eacute; isso acontecer, o karaoke do <em>Singstar</em> decorria de maneira organizada, mas tudo mudou quando um dos invasores decidiu cantar &ldquo;I&rsquo;d do anything for love (but I won&rsquo;t do that)&rdquo;, do Meat Loaf. Se isso por si s&oacute; pode ser bastante assustador, imaginem algu&eacute;m a faz&ecirc;-lo com o tom de voz de um travesti obeso e, al&eacute;m disso, angustiado por nunca ter arranjado o dinheiro suficiente para a opera&ccedil;&atilde;o definitiva. &Eacute; dif&iacute;cil voltar a adormecer depois de presenciar tal coisa.<br />
	<br />
	A ideia aqui era explicar como a voz consegue ser um instrumento t&atilde;o sinistro como os becos mais escuros. No caso dos Child Bite, a berraria de Shawn Knight &eacute; o que basta para que o quarteto associado ao p&oacute;s-hardcore mais pare&ccedil;a uma banda de rock para prender ref&eacute;ns numa cave e trat&aacute;-los como se fossem empregados da Worten. Mas tamb&eacute;m ningu&eacute;m esperaria outra coisa de um colectivo chamado Dentada de Crian&ccedil;a e proveniente de Detroit, a cidade que tantos roteiros apontam como sendo o olho do cu dos Estados Unidos.<br />
	<br />
	<em>Vision Crimes/ Monomania </em>&eacute; uma esp&eacute;cie de duplo EP que agora passa a estar num s&oacute; CD pela m&atilde;o da Joyful Noise, que tem um orgulho especial nos Child Bite. Depois dos mclusky terem arrumado as botas h&aacute; j&aacute; algum tempo, &eacute; porreiro saber que os Off! n&atilde;o est&atilde;o s&oacute;s na miss&atilde;o de levar o p&oacute;s-hardcore para a frente com refr&otilde;es a cuspir sangue e uma m&aacute; onda generalizada presente nas can&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o est&aacute; aqui a salva&ccedil;&atilde;o para nada, mas vale a pena arriscar esta via para a perdi&ccedil;&atilde;o, se for essa a vossa cena.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191541</guid>
<author>Miguel Arsénio</author>
<category>music, Vice, VICE Portugal, Child Bite, Miguel Arsénio, música, crítica, OFF!, Vision Crimes / Monomania, Joyful Noise Recordings, Shawn Knight, Detroit</category>
</item>
<item>
<title>Ground Zero: Síria: Os snipers de Aleppo</title>
<link>http://www.vice.com/pt/ground-zero/siria-os-snipers-de-aleppo</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 18:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	Nos &uacute;ltimos seis meses, a batalha por Aleppo, a maior cidade s&iacute;ria, passou de uma opera&ccedil;&atilde;o de larga escala para uma guerra de nervos. O confronto de snipers &eacute; di&aacute;rio. Foi essa a S&iacute;ria para a qual o <a href="http://www.vice.com/pt/tag/robert+king">Robert King</a> voltou recentemente, aproveitando a oportunidade para conhecer alguns dos franco-atiradores do Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria. S&atilde;o rebeldes com uma fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica:&nbsp;escolher o inimigo um por um, todos os dias.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191521</guid>
<author>Robert King</author>
<category>news, Aleppo, Síria, FSA, Exército Livre da Síria, ELS, Robert King, guerra, guerra civil, armas, ground zero, Médio Oriente, snipers, vice tv, vídeo</category>
</item>
<item>
<title>Notícias pela tarde: o poeta que quer vender os genitais e o gato que foi salvo</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/noticias-pela-tarde-o-poeta-que-quer-vender-os-genitais-e-o-gato-que-foi-salvo</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 17:20:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/1AukQn2TzOM" width="640"></iframe><br />
	<br />
	<span style="font-size: 12px;">O Marco Borges, o do famoso pontap&eacute; do <em>Big Brother</em>, foi, durante muito tempo, o nosso &iacute;dolo. E depois disto continua a s&ecirc;-lo: apanhar de 11 gajos em tr&ecirc;s assaltos e ir contar para a televis&atilde;o que foi sovado &eacute; de homem.</span><br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/02a892e3c8c2ec29ddffb5cbe53e925a.jpg" style="width: 640px; height: 465px;" /><br />
	<br />
	H&aacute; um &ldquo;poeta&rdquo; colombiano que est&aacute; disposto a vender os pr&oacute;prios tomates por 15 mil euros. Para qu&ecirc;? Para fazer uma viagem pela Europa e divulgar o seu &uacute;ltimo livro, <em>Poesia pela Paz</em>. Chama-se Raffael Medina BROCHERO e, antes que se comecem a rir do apelido do senhor, d&ecirc;em um salto&nbsp;<a href="http://www.rafaelmedinabrochero.com/">ao site do artista</a>.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://www.agentedesportivo.com/wp-content/uploads/Rui-Costa-Movistar.jpg" style="width: 640px; height: 439px;" /><br />
	<br />
	O Rui Costa ganhou (outra vez) a Volta &agrave; Su&iacute;&ccedil;a. Sim, Rui Costa. &Eacute; um ciclista portugu&ecirc;s e dizem que &eacute; dos bons. Na &uacute;ltima etapa ganhou um contra-rel&oacute;gio e tudo. Agora que venha o <em>Tour</em>.<br />
	<br />
	<iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/6YdGk7W0zLk" width="640"></iframe><br />
	<br />
	A Costa Rica tem um novo her&oacute;i: este gajo impediu que um gato fosse comido por uma jib&oacute;ia. N&atilde;o s&oacute; salvou uma vida, como ganhou muitos f&atilde;s.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191501</guid>
<author>Redacção</author>
<category>news, Marco Borges, Vice, VICE Portugal, notícias, Costa Rica, herói, volta à Suíça, ciclismo, Poesia pela Paz, Raffael Medina BROCHERO, Big Brother</category>
</item>
<item>
<title>Pergunta da Semana: Qual foi o melhor concerto que viste na Casa da Música?</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/pergunta-da-semana-qual-foi-o-melhor-concerto-que-viste-na-casa-da-musica-link</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 16:46:27 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[Pergunta da Semana: Qual foi o melhor concerto que viste na Casa da Música?
]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191500</guid>
<author>Rui Oliveira</author>
<category></category>
</item>
<item>
<title>O João Malheiro escreveu o livro com o melhor título de sempre</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/o-joao-malheiro-escreveu-o-livro-com-o-melhor-titulo-de-sempre</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 11:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	Jo&atilde;o Malheiro, ex-jornalista, ex-dirigente do Benfica, comentador desportivo e social, enveredou pela fic&ccedil;&atilde;o com a hist&oacute;ria de uma prostituta que fazia as del&iacute;cias dos estudantes universit&aacute;rios da d&eacute;cada de 70. Como n&atilde;o gosta de hipocrisias, achou por bem chamar <em>Cona d&rsquo;A&ccedil;o</em> &agrave; sua primeira obra de fic&ccedil;&atilde;o. O livro ainda n&atilde;o est&aacute; &agrave; venda, mas, para mim, nem foi preciso ler uma linha: com um t&iacute;tulo destes, quem &eacute; que n&atilde;o quer falar com o Malheiro?<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/9aa9f1999b451ab5d2b9b521e18a7f16.jpg" style="width: 640px; height: 960px;" /><br />
	<br />
	<strong>VICE: <em>Cona d&rsquo;A&ccedil;o</em>. Porqu&ecirc;, Jo&atilde;o Malheiro?<br />
	Jo&atilde;o Malheiro: </strong>Quando parti para a escrita deste romance j&aacute; tinha o t&iacute;tulo definido. Desde mi&uacute;do que ouvi em tert&uacute;lias intelectuais &mdash;&nbsp;com o meu pai e com o meu tio &nbsp;gente que se licenciou em Coimbra nos finais dos anos 40 e princ&iacute;pios dos anos 50&nbsp;<span style="font-size: 12px;">&mdash;&nbsp;</span>a exist&ecirc;ncia por l&aacute; de uma prostituta respons&aacute;vel pela inicia&ccedil;&atilde;o sexual de centenas ou milhares de jovens. N&atilde;o sei se a casa ainda existe, mas lembro-me de que era a prostituta mais popular de Coimbra e muito marcante no universo acad&eacute;mico. Achava muita gra&ccedil;a, porque nunca ouvi o meu pai dizer uma obscenidade, mas quando se falava em cona d&rsquo;a&ccedil;o ele dizia explicitamente &ldquo;cona d&rsquo;a&ccedil;o&rdquo;. Eu era muito garoto, talvez tivesse 10, 11, 12 anos, n&atilde;o sei.<br />
	<br />
	<strong>Ficou fascinado?</strong><br />
	Sempre fiquei fascinado com a figura da cona de a&ccedil;o. Achei muita gra&ccedil;a porque &eacute; o nome indicado para uma prostituta &mdash; melhor &eacute; imposs&iacute;vel. Obviamente que este &eacute; um t&iacute;tulo ousado, numa sociedade marcada por valores de grande hipocrisia, muita cretinice, muita mentira. Toda a gente sabe o que quer dizer cona e o que significa cona d&rsquo;a&ccedil;o enquanto prostituta. Sabia que iria correr socialmente alguns riscos e ter coment&aacute;rios menos figur&aacute;veis.<br />
	<br />
	<strong>Esse era um termo que o seu pai usava h&aacute; 30 anos. Hoje em dia &eacute; um termo que ainda choca. V&ecirc; a&iacute; uma&hellip;</strong><br />
	[Interrompe] Vejo tudo! Vejo uma enorme hipocrisia. N&atilde;o h&aacute; evolu&ccedil;&atilde;o. Vamos ser claros! Quem abrir um dicion&aacute;rio da l&iacute;ngua portuguesa, busca &quot;cona&quot; e est&aacute; l&aacute; cona. Cona &eacute; uma palavra portuguesa. Sei que tem uma determinada conota&ccedil;&atilde;o. &Eacute; considerado um termo, digamos, obsceno, mas caracteriza o &oacute;rg&atilde;o sexual feminino. Toda a gente sabe o que &eacute; uma cona! N&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m que n&atilde;o saiba o que &eacute; cona! N&atilde;o interessa a idade, nem o sector profissional que abrace, escal&atilde;o et&aacute;rio, n&atilde;o importa. Lamento muito, mas para mim &eacute; perfeitamente natural. Atribu&iacute; esse t&iacute;tulo com grande satisfa&ccedil;&atilde;o. O livro n&atilde;o teve a divulga&ccedil;&atilde;o que poderia ter. Temos televis&otilde;es, temos r&aacute;dios, temos jornais que n&atilde;o colocam o nome por pruridos que t&ecirc;m relativamente ao t&iacute;tulo. Mas acho que, simultaneamente, o nome &eacute;, no m&iacute;nimo, apelativo. N&atilde;o queria ir para um t&iacute;tulo trivial. Podia falar, por hip&oacute;tese, da &ldquo;gera&ccedil;&atilde;o do &ecirc;xtase&rdquo;, da &quot;gera&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a&quot;, sei l&aacute;, mil e um nomes que me podiam ocorrer. Esta &eacute; uma sociedade hip&oacute;crita, onde h&aacute; grandes vest&iacute;gios inquisitoriais. Vivemos num pa&iacute;s de demagogia, aldrabice, mentira. As pessoas n&atilde;o assumem aquilo que sabem e aquilo que v&ecirc;em. Este &eacute; um mundo falso, de mentira. N&atilde;o tenho nenhum problema em falar da cona d&#39;a&ccedil;o. Por outro lado, adoptei um estilo em que os di&aacute;logos entre as personagens s&atilde;o em cal&atilde;o. Portanto, n&atilde;o tenho nenhum problema em p&ocirc;r as pessoas a falarem em cal&atilde;o.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/7ecce28dfb74c58c0c5d25400a44dbcf.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	<strong>Isso &eacute; not&oacute;rio.</strong><br />
	&Eacute; assim que se fala no norte. Como costumo dizer, no Norte n&atilde;o h&aacute; ponto final, v&iacute;rgula nem ponto e v&iacute;rgula. H&aacute; &quot;foda-se&quot;, &quot;caralho&quot; e &quot;puta que pariu&quot;. Agora, n&atilde;o me avaliem s&oacute; por essa parte. Avaliem-me pela presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de qualidade liter&aacute;ria do livro. Ter os di&aacute;logos em cal&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria. &Eacute; assim que o povo fala. Eu ponho o povo a falar como fala. Um jovem numa mesa de jovens de 15 anos, vendo uma mi&uacute;da a passar numa esplanada, n&atilde;o diz &ldquo;no que concerne &agrave; beleza&hellip;&rdquo;. O que diz? &ldquo;Esta gaja &eacute; boa como cara&ccedil;as, fa&ccedil;o-lhe isto ou fa&ccedil;o-lhe aquilo.&rdquo; Eu reproduzo a hist&oacute;ria real, com di&aacute;logos reais, porque s&atilde;o esses que acontecem. Quem disser que n&atilde;o &eacute; assim, mente!<br />
	<br />
	<strong>O editor n&atilde;o lhe disse que poderia ser uma m&aacute; ideia?</strong><br />
	N&atilde;o, n&atilde;o. At&eacute; lhe vou dizer mais duas coisas. Tive um enorme privil&eacute;gio, uma enorme lisonja de ter dado a ler o livro a quatro pessoas de grande destaque na vida intelectual portuguesa: o maestro Ant&oacute;nio Vitorino de Almeida, M&aacute;rio Zambujal, o Jos&eacute; Jorge Letria, que &eacute; o presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e, n&atilde;o menos importante, o Jos&eacute; Manuel Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores. Todos eles escrevem um texto para o livro, sendo que o Ant&oacute;nio Vitorino de Almeida faz o pref&aacute;cio. Desde logo, esse aspecto &eacute; importante. Por outro lado, a minha editora teve o esp&iacute;rito aberto. Expliquei-lhe por que &eacute; que se chamava <em>Cona d&rsquo;A&ccedil;o </em>e aceitou sem qualquer objec&ccedil;&atilde;o.<br />
	<br />
	<strong>Fale-nos ent&atilde;o sobre o livro. Pelo t&iacute;tulo, parece qualquer coisa ao estilo do Apollinaire. Podemos contar com passagens expl&iacute;citas?</strong><br />
	Sim, tem conte&uacute;do er&oacute;tico, sentimental. &Eacute; dif&iacute;cil escrever um romance que n&atilde;o tenha hist&oacute;rias de amor, n&atilde;o? Sobretudo, pensei em situar a hist&oacute;ria no per&iacute;odo que vai de 72 a 76, dito de outra forma, na agonia da ditadura, o 25 de Abril e todo o esp&iacute;rito libertador decorrente do mesmo e a atmosfera revolucion&aacute;ria que se gerou depois. Naturalmente decalcado na minha experi&ecirc;ncia na altura, que apesar de ser muito novo, vivi com particular intensidade esse per&iacute;odo e acho que &eacute; um dos mais fascinantes da hist&oacute;ria de Portugal. Tudo isto se passa numa terra que eu ficcionei, erguida a Norte e, por isso, inspirado na minha viv&ecirc;ncia pessoal porque sou nortenho e vivia no Norte nesse per&iacute;odo. Tudo isto com as particulares pr&oacute;prias de uma vila situada, de forma ficcionada, repito, no distrito do Porto. A hist&oacute;ria gravita em torno das comunidades estudantis, uma no ensino secund&aacute;rio &mdash; falamos de jovens entre os 12 e os 16, uma comunidade interligada com jovens universit&aacute;rios mais velhos. Ao contr&aacute;rio do que &eacute; normal dizer-se nestas circunst&acirc;ncias, qualquer semelhan&ccedil;a entre a realidade e a fic&ccedil;&atilde;o &eacute; pura coincid&ecirc;ncia, eu diria que no que diz respeito ao meu livro n&atilde;o &eacute; verdade. Quase todas as hist&oacute;rias correspondem &agrave; verdade. Muitas das quais n&atilde;o est&atilde;o enfatizadas, est&atilde;o mitigadas.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/2953f9371a18c0f498e31eac1b2c1fc6.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	<strong>Houve algum escritor que o influenciasse particularmente?</strong><br />
	H&aacute; um tra&ccedil;o autobiogr&aacute;fico no livro. H&aacute; l&aacute; uma personagem que, com oito anos de idade, aparece com um livro do Camilo Castelo Branco debaixo do bra&ccedil;o. Devo dizer-te que h&aacute; uma pessoa da minha editora que quando foi confrontada com os originais disse que era imposs&iacute;vel e impens&aacute;vel: quem &eacute; que aos oito anos l&ecirc; o <em>Amor de Perdi&ccedil;&atilde;o</em>? Eu, com essa idade, lia o <em>Amor de Perdi&ccedil;&atilde;o</em> e apaixonei-me pelo tri&acirc;ngulo amoroso Sim&atilde;o, Teresa e Mariana e pela prosa, sobretudo pela fabulosa adjectiva&ccedil;&atilde;o do Camilo. &Eacute; &oacute;bvio que agora tenho outra percep&ccedil;&atilde;o, mas na altura j&aacute; dizia de cor passagens como [enche o peito e levanta a voz]: &ldquo;Reputo-o t&atilde;o cobarde, t&atilde;o sem dignidade, que o hei-de mandar azorragar pelo primeiro mariola das esquinas.&quot; Dizia isto com oito anos e a malta ficava a olhar. O Ant&oacute;nio Vitorino descreve muito bem a influ&ecirc;ncia no pref&aacute;cio. Cl&aacute;ssicos do s&eacute;culo XIX, o neorrealismo dos anos 50, Alves Redol, e muito Jorge Amado. O car&aacute;cter mais transgressor, n&atilde;o o busco em ningu&eacute;m, foi ideia minha.<br />
	<br />
	<strong>Pois. Uma vez que &eacute; um estreante no g&eacute;nero, como foi o processo de escrita?</strong><br />
	N&atilde;o foi muito diferente do que tenho feito. A maior parte dos meus livros s&atilde;o sobre futebol. A maior parte retrata uma realidade factual, mas a minha forma de escrever &eacute; muito semelhante. Tenho quatro livros de cr&oacute;nicas que, n&atilde;o sendo ficcionadas, aqui e al&eacute;m t&ecirc;m alguns aspectos de fic&ccedil;&atilde;o. Relativamente &agrave; fic&ccedil;&atilde;o e ao romance, h&aacute; muito tempo que andava a ser pressionado pela minha editora para fazer uma obra desse tipo. Confesso que hesitei muito, n&atilde;o &eacute; bem a minha sensibilidade, o meu estilo. Mas a dada altura disse, vou em frente, tenho a <em>Cona d&rsquo;A&ccedil;o</em> na cabe&ccedil;a, tenho uma hist&oacute;ria para contar. Demorei tr&ecirc;s meses e qualquer coisa. Escrevi nove, dez horas por dia. Deu-me um imenso prazer mergulhar nesse per&iacute;odo da minha vida.<br />
	<br />
	<strong>Como dissemos antes, o Jo&atilde;o j&aacute; fez muitas coisas: foi comentador, dirigente, jornalista. Gosta de tudo o que faz ou faz tudo o que gosta?</strong><br />
	Sim. Gosto de tudo. Tenho 53 anos e posso dizer que, no plano profissional, tive o privil&eacute;gio de fazer tudo aquilo que me deu prazer. Para usar a linguagem da <em>Cona d&rsquo;A&ccedil;o</em>, tudo o que me deu tes&atilde;o. Tanto fiz jornalismo desportivo, social, criminal. &Eacute; como perguntarem se gosto mais de jornais, r&aacute;dios ou televis&atilde;o. J&aacute; fiz tudo, portanto s&oacute; fa&ccedil;o aquilo que me d&aacute; prazer.<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/f3b5fe1beeb42b18d961fa4cb46ab5e3.jpg" style="width: 640px; height: 427px;" /><br />
	<br />
	<strong>J&aacute; que falamos em prazer, antes de falar consigo revi <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iA0lbzkI5v8">um v&iacute;deo</a> em que beija duas mulheres&hellip;</strong><br />
	Gosto muito de beijar. E tinha c&acirc;maras &agrave; frente e tudo. Estava bem-disposto e acho que elas tamb&eacute;m. Aquilo deu-me prazer e deu-me gozo. Tenho responsabilidades sociais, procuro ter um comportamento socialmente respons&aacute;vel. Agora, n&atilde;o me eximo de ter determinado tipo de facetas, sentimentos, express&otilde;es ou afectos, independentemente de estarem presentes c&acirc;maras de televis&atilde;o ou pessoas desta ou daquela caracter&iacute;stica. Fa&ccedil;o o que me d&aacute; gozo, o que me d&aacute; prazer.<br />
	<br />
	<strong>Para o futuro, j&aacute; pensou no sucessor do <em>Cona d&rsquo;A&ccedil;o</em>? <em>Pila Dourada</em> pode ser um t&iacute;tulo v&aacute;lido.</strong><br />
	[Risos] N&atilde;o. Pila dourada n&atilde;o me parece. N&atilde;o acho um t&iacute;tulo adequado para uma produ&ccedil;&atilde;o minha. Definitivamente, n&atilde;o. Quanto &agrave; produ&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio da fic&ccedil;&atilde;o, j&aacute; me t&ecirc;m questionado sobre isso, sobre se &eacute; o primeiro de v&aacute;rios e eu digo que tanto pode ser o primeiro e &uacute;ltimo, como o primeiro de v&aacute;rios. N&atilde;o tenho nenhuma ideia sobre isso. E digo mais, posso vir a escrever outro se este n&atilde;o tiver sucesso nenhum. Se tiver um sucesso espantoso, posso n&atilde;o escrever mais nenhum tamb&eacute;m. Ou seja, estou completamente &agrave; vontade, sou senhor do meu destino e dos meus prazeres. Fa&ccedil;o aquilo que me d&aacute; na real gana.<br />
	<br />
	<br />
	<em>Fotografia por Nuno Barroso</em></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191449</guid>
<author>Rui Marçal</author>
<category>stuff, Cona d&#039;Aço, Vice, VICE Portugal, livro, entrevista, SLB, Benfica, Rui Marçal, João Malheiro, Vale e Azevedo, beijo, Nuno Barroso, João Malheiro beija duas mulheres que ficam enojadas</category>
</item>
<item>
<title>Discos: Sapphire Slows</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/discos-sapphire-slows</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 08:10:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/contentimage/no-slug/7057ddbe26fa6aa92974aed274160139.jpg" style="width: 350px; height: 379px;" /><br />
	<em><strong>Sapphire Slows</strong><br />
	Big Love<br />
	8/10</em><br />
	<br />
	Inteligente esta decis&atilde;o da Big Love em compilar num s&oacute; CD os primeiros lan&ccedil;amentos de Sapphire Slows (dois singles, um EP e alguns extras), antes mesmo de haver um &aacute;lbum de estreia na Not Not Fun. Se o nome desta &uacute;ltima <em>label </em>n&atilde;o vos for estranho, ent&atilde;o j&aacute; ter&atilde;o percebido que ainda este ano vai surgir um disco de corpo inteiro, em que a japonesa Kinuko Hiramatsu (Sapphire Slows) saltitar&aacute; entre recantos v&aacute;rios da mem&oacute;ria pop, como quem faz zapping com o comando apontado a uma gigante nuvem de informa&ccedil;&atilde;o.<br />
	<br />
	Mas isso ser&aacute; depois, porque o agora pertence &agrave; compila&ccedil;&atilde;o na Big Love, que &eacute; muito mais do que um conjunto apressado de faixas soltas e demos para satisfazer os curiosos. Situado num tempo p&oacute;s-Ariel Pink e James Ferraro, o hom&oacute;nimo <em>Sapphire Slows</em> funciona sobretudo como prova de que uma s&oacute; pessoa pode recriar partes do universo pop sem sequer sair do seu quarto. Ao que parece, Kinuko Hiramatsu precisou apenas de alguns teclados Casio, do software Ableton e da confus&atilde;o t&iacute;pica da cidade de T&oacute;quio para chegar aos artefactos que se escutam nesta rodela. Os recursos mencionados poderiam at&eacute; parecer limitados, n&atilde;o fosse Kinuko capaz de escrever can&ccedil;&otilde;es que, apesar de altamente referenciais, divertem bastante e colam-se &agrave; cabe&ccedil;a como algumas dos maiores emblemas da d&eacute;cada de 80 (&ldquo;Moments in love&rdquo;, dos Art of Noise, por exemplo).<br />
	<br />
	Independentemente de toda a teoriza&ccedil;&atilde;o que um texto destes envolve, algumas malhas de <em>Sapphire Slows</em> pedem uma usufrui&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica e sem muita margem para a an&aacute;lise. O que importa &ldquo;When I see You&rdquo; recordar tanto Corona (&ldquo;Ritmo de la noche&rdquo;) como a house refundida da Maxi Records, se esta for uma daquelas faixas condenada a n&atilde;o falhar na pista de dan&ccedil;a? Temos, al&eacute;m disso, funk de arm&aacute;rio, momentos mais <em>dubby</em> e a possibilidade de associar esta compila&ccedil;&atilde;o a uma das japonesas mais sensuais desde que a Meiko Kaji (&iacute;cone) deixou de mostrar as mamas nos seus filmes. Tudo isto &eacute; estupidamente irresist&iacute;vel.</p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191390</guid>
<author>Miguel Arsénio</author>
<category>music, Sapphire Slows, Big Love, Vice, VICE Portugal, crítica, música, Miguel Arsénio, palcoprincipal, Not Not Fun, James Ferraro, Ariel Pink, Kinuko Hiramatsu, Tóquio, Art of Noise, Meiko Kaji</category>
</item>
<item>
<title>Tens rede?</title>
<link>http://www.vice.com/pt/read/tens-rede</link>
<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 09:30:00 +0100</pubDate>
<description><![CDATA[<p>
	<em>Styling por Barriobajero<br />
	Maquilhagem por Laia Rubiano<br />
	Modelo: Asia (Blow models)<br />
	<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/editorial-moda-networks-coke-barriobajero/e08bebc202407503096ff2ce2af9991d.jpg" style="width: 610px; height: 406px;" /><br />
	Chap&eacute;u Weekday, casaco Pull&amp;Bear, camisa Nhu Duong, botas CAT. Leggings SHOOP, saia Nhu Duong, sapatilhas adidas by Jeremy Scott<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/editorial-moda-networks-coke-barriobajero/1f5cb9c28f56e7e38b3c0dfd8dbe1272.jpg" style="width: 610px; height: 406px;" /><br />
	Chap&eacute;u Nike, casaco adidas Stella McCartney, leggings SHOOP, sapatilhas Vans OTW. Botas CAT<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/editorial-moda-networks-coke-barriobajero/94cbe28c3e3ef71349fbedd5cab4a069.jpg" style="width: 610px; height: 915px;" /><br />
	Casaco adidas by Stella McCartney, cal&ccedil;as Nhu Duong, botas CAT<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/editorial-moda-networks-coke-barriobajero/d11835f25981433fc6b6af3177ea45e4.jpg" style="width: 610px; height: 406px;" /><br />
	Len&ccedil;o Buf, casaco Nike, vestido Nhu Duong, pulseira Weekday. Camisola Shallowww, chap&eacute;u Weekday<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/editorial-moda-networks-coke-barriobajero/a743d136ba36886cec1645db1e954dc1.jpg" style="width: 610px; height: 406px;" /><br />
	Chap&eacute;u Krizia Robustella, fato de treino SHOOP, sapatilhas adidas by Jeremy Scott<br />
	<br />
	<img alt="" src="http://assets.vice.com/content-images/article/editorial-moda-networks-coke-barriobajero/7a39921cc0f80d880d74ddce4fa30daa.jpg" style="width: 610px; height: 915px;" /><br />
	Top da modelo, casaco adidas by Stella McCartney, saia Nhu Duong, leggings Frav, sapatilhas Vans OTW, &oacute;culos de sol vintage</em></p>

]]></description>
<guid isPermaLink="false">http://www.vice.com/191431</guid>
<author>Coke Bartrina</author>
<category>fashion, Coke Bartrina, Barriobajero, moda, fashion, vicestyle, networks</category>
</item>
</channel></rss>