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      A 'trança masculina' é a nova tendência – e vamos ter de lidar com isso

      Por Joel Golby

      Staff Writer

      janeiro 20, 2016

      Foto via lukasrobinhood.

      Oi, galera. Então, apareceu uma nova tendência em penteado masculino, e também parece que as barbas... oh, amadas dos hipsters! Oh, barbas brilhando ao sol sob o peso dos bigodes artesanais! Oh, barbas mergulhando no copo de cerveja também artesanal e prendendo pedacinhos de sanduíche de pernil como um ímã! Oh, deixe os pelos crescerem! Barbas! Barbas, barbas, barbas, barbas! Acontece que barbas possivelmente são antibacterianas e podem combater infecções. Portanto, recapitulando: barbas, como foi sugerido antes, "não contêm tantos rastros de fezes quanto uma privada"; além disso, tem um novo penteado masculino com que a gente vai ter de lidar. Vamos lá. Juntos – se a gente processar essa notícia como um só –, juntos podemos encontrar a força pra lidar com isso.

      Primeiro, vou ter de falar sobre esse novo penteado, porque é janeiro e tem sempre uma nova onda capilar entre os homens. Todo ano, ano após ano, homens cansados de ir ao barbeiro que é amigo do seu vô e pedir o corte de R$15 – e do corte ser sempre anunciado com o mesmo tom sombrio que você esperaria de um coronel exausto do século 19, montado em seu cavalo, seu exército esgotado, e ele vê na colina à frente a poeira levantando, e, do nada, um esquadrão inimigo aparece, o atacando por todos os lados, e ele sabe que não importa quão corajoso ele seja: é fútil resistir. "Homens", diz o coronel, uma lágrima caindo de seu único olho. "Cavalheiro, meu cavalheiro: há uma nova tendência de penteado masculino."

      Bom, senta aí um pouco: a tendência é a "trança masculina". Sim: o irmão espiritual do coque masculino. Sim: não apenas uma trança, uma trança masculina, uma trança forte e muito macho, uma trança que bebe cerveja preta e assiste a mesas-redondas de futebol, uma trança cheia de opiniões políticas e com o respeito silencioso de um cão fiel, uma trança que tem um filme favorito, e esse filme é Clube da Luta. Sim: a trança, uma técnica capilar afro-caribenha, e isso está sendo considerado uma puta novidade. Você consegue imaginar sequer lidar com essa nova revolução dos penteados masculinos? Como você vai lidar com isso?

      Foto via barbara_hairarts

      Há apenas duas reações apropriadas para a trança masculina:

      1. "É, né."

      2. "Bom, sabe? Olha: isso não é pra mim. Mas isso existe, e eu não tenho nenhum problema com trança masculina. Isso existe. Pronto. Pelo menos estou disposto a admitir isso."

      E voltando às barbas: a BBC Magazine de hoje falou um pouco sobre um estudo do Journal of Hospital Infection, que descobriu – limpando o rosto de 408 funcionários de hospital com ou sem pelo facial – que os que usavam barba tinham menos chance de carregar bactérias. O pensamento inicial foi que se barbear todo dia podia causar microabrasões que abrigavam mais germes e coisas que causam SARM, mas, pesquisando mais, descobriram que as barbas realmente combatem os germes graças a um tipo misterioso de micróbio barbado chutando as coisas para fora da barba onde ele mora. Testes mostraram que micróbios de barba – parte da espécie Staphylococcusepidernidis – efetivamente matam até o Escherichia Coli mais resistente a drogas. Ou seja, resumindo: da próxima vez que você comer um frango malpassado num boteco e pegar E. Coli, esfregue sua cara no ZZ Top.

      Acho que conseguimos. Conseguimos processar todas as notícias sobre pelo masculino que o dia de hoje jogou na nossa cara. Talvez amanhã tenhamos mais notícias de cabelo masculino – "Meninos de bobes! A nova tendência diferentona do 'Permanente de Instagram'" ou "Esfregar sua piroca numa barba pode curar DSTs" –, porém, por enquanto, conseguimos, por hoje, lidar com a ideia de trança masculina e barba médica mágica. Conseguimos isso juntos. Juntos, somos mais fortes.

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      Tradução: Marina Schnoor

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      Tópicos: trança masculina, trança, cabelo, moda, pior moda, tendência, estilo

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