The Creators Project: A tecnologia e o desenvolvimento de sua carreira andaram de mãos dadas. Como isso se relaciona com a sua música e a cultura chinesa?
B6 Comecei a ouvir música eletrônica no fim dos anos 90. E aí me dei conta de quanto potencial ela tinha. Quando comecei a fazer música os computadores
não eram muito avançados. Mas minhas habilidades também não eram, então eu só conseguia fazer música experimental. Aos poucos fui ganhando mais controle e vi que conseguia fazer mais escolhas quando produzia as músicas, tanto por causa dos avanços dos computadores quanto pelo meu próprio progresso. Música muito experimental já não me satisfaz. Eu queria ser mais livre no meu novo disco. Ele ficou bem Xangai. Queria mostrar meu amor por esta cidadade, incorporar elementos locais na minha música, como o nosso dialeto. Queria que minha música refletisse de onde sou.
E agora você tem trabalhado com design? Certo?
Sim, estudei na melhor faculdade de artes da China. Mas me desencantei com a arte por causa da faculdade. Aí comecei a fazer as festas Antidote, na qual tentamos trabalhar com produtores locais que estivessem interessados em fazer música. Na época, a noite de Xangai era muito comercial. Os promoters das casas tinham controle total, e o gosto deles era bem comercial O nome “Antidote” veio da minha vontade de reverter isso. Até agora criei cerca de cem pôsteres para a festa, que se tornaram imagens conhecidas da cena noturna.
Você também tem trabalhado com som para instalações de arte. Que tipo de dispositivos tem usado? O que pretende com isso?
O som que fazemos agora é estéreo, mas só dois canais já não eram suficientes para mim. Eu queria usar seis, oito ou até cem canais. Quero incorporar esta ideia às minhas instalações. Trabalhando com som e espaço, quero criar uma experiência mais envolvente para o público. Agora quero me envolver pra valer na cena
da arte contemporânea chinesa. Quero achar um projeto que foque em artistas locais e colocar toda minha energia nisso. Quero ajudar os artistas chineses a encontrarem um ponto de referência.
Para mais B6 acesse The Creators Project.
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