Música

As 10 melhores músicas brasileiras de 2015

A toada é aquela mesmo da lista de melhores álbuns de música brasileira de 2015, que publicamos mais cedo. Foi bom, mas tava ruim, aí ficou bom, etc. A única diferença fenomenológica aqui, já que o objeto de estudo é algo muito mais direto, é que tivemos muitos e muitos singles meio jogados por aí. Não é uma exclusividade de 2015 o incessante fluxo de singles, links de soundcloud, lyric videos e etc etc etc.

É o melhor jeito de testar as turvas águas formadas pelo público internético brasileiro, disso sabemos e é justo. Mas como o mar tava mais ou menos pra peixe em 2015, muita coisa acabou batendo na parede e caindo no chão sem fazer muita fumaça, o que é pena. Um single ganha novo peso quando ele vem acompanhado de um álbum, muda a significância da obra. Mas enfim, o importante é ficou muita coisa boa de fora dessa lista (normal), e a discussão para montar a seleção definitiva foi levemente acalorada e acabou nos pênaltis com chute de editor opressor. Um golpe autoritário para salvar a democracia.

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Com certeza você vai ficar puto porque tem algo que você discorda, ou porque não tem algo que você acha PIKA, então corra para a rede social mais próxima para nos xingar ou nos dar um abraço digital. Mas não deixe de levar em consideração que toda lista de site hipster é baile de favela.

Veja também a nossa lista de 10 melhores álbuns de 2015

1. Naldo – “Benny Brown”

André Maleronka

2. MC João – “Baile de Favela”

Eduardo Roberto

3. BaianaSystem – “Playsom”

Eduardo Roberto

4. “Aquele 1%” – Marcos e Belutti & Wesley Safadão

Domingo de Manhã Camarote fazer o teste Amanda Cavalcanti

5. Rodrigo Ogi – “Virou Canção”

só queria infringir leis, destruir reis, ficar chinês Peu Araújo

6. Aláfia – “Salve Geral”


Política, violência, fanatismo, polícia, abuso, racismo… Tá puxado e o Aláfia tá bem ligado de todas essas fitas. “Salve Geral” soa como aquele último aviso antes da treta, aquele desabafo de quem não tem mais saco pra intolerância. O próximo passo, pode crer, é a guerra, é o conflito: “Nós te apagaremos sob a luz do sol” e vamos decapitar o capeta, o capitão, o capa preta, o capataz, a porra toda. Eles estão ali te falando que o caldo vai azedar, e como guardiães, avisam. Esse som faz ainda mais sentido quando você entende como Corpura, o segundo álbum do grupo, foi construído. Cada faixa é direcionada a uma entindade africana e essa especificamente celebra Exú, o protetor da aldeia e normalmente o primeiro a ser lembrado no terreiro. Sacou porque ela é a faixa número 1? Não é um som pra sorrir dançandinho, é pra ficar bicudão de mal com o mundo refletindo sobre as mazelas. Tem o peso — e a intenção pop — que o momento exige. Puta som. — Peu Araújo

7. Elza Soares – “Maria da Vila Matilde”

A Mulher do Fim do Mundo entrevistas Amanda Cavalcanti

8. Costa Gold – “N.A.D.A.B.O.M. [parte 2) (ft Don L & Luccas Carlos)”

TTK naquele som do Jamie XX Eduardo Roberto

9. MC TH – “Vidro Fumê”

Renato Martins

10. Anitta – “Bang!”

interpretação rebolística Carla Castellotti

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