A Polícia Federal (PF) solicitou o acesso às investigações da Delegacia de Homicídios (DH-Rio) sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos em 14 de março de 2018.
A pedido da procuradora-geral da República Raquel Dodge, a PF abriu um inquérito para investigar a possível interferência de milicianos na participação do crime e se a Polícia Civil do Rio de Janeiro estaria omitindo algum indício da organização criminosa no assassinato, a partir de dois depoimentos colhidos por procuradores federais
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Segundo o portal G1, o chefe da Civil do Rio, delegado Rivaldo Barbosa disse que a investigação está sendo conduzida com dedicação e seriedade. O delegado se opôs ao depoimento de Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando Curicica, que indica que a Civil estaria recebendo propina do chamado Escritório do Crime, para coibir as investigações.
Na última sexta (7), o Jornal Nacional divulgou uma parte do depoimento de Curicica, que revela um esquema financiado por contraventores do jogo do bicho no Rio, para que o Escritório do Crime agisse sem que a DH-Rio desvendasse os assassinatos.
Em nota ao G1, a Polícia Civil nega e diz que Curicica, condenado por 12 homicídios, tenta desmoralizar e desacreditar a instituição carioca.
Assista ao nosso vídeo sobre o assassinato de Marielle Franco:
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