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O novo filme do Kevin Spacey vendeu menos de 20 ingressos na estreia

O longa 'Billionaire Boys Club' conseguiu só $126 de bilheteria nos EUA.
Drew Schwartz
Brooklyn, US
MS
Traduzido por Marina Schnoor
20.8.18
Imagem via YouTube.

Hollywood colocou Kevin Spacey em sua lista negra depois de várias alegações de assédio sexual contra ele: Ele foi dispensado por sua agência de talentos, chutado de House of Cards e cortado de Todo o Dinheiro do Mundo depois do escândalo. No final de semana, os espectadores mandaram mais uma mensagem forte para Spacey: Mesmo se ele conseguir chegar às telas, eles não vão assistir as coisas dele.

Billionaire Boys Club, o primeiro filme de Spacey depois que as acusações contra ele surgiram, fez apenas US$ 126 [uns R$ 500 na cotação atual] de bilheteria na noite de estreia, segundo o Hollywood Reporter . O ingresso de cinema nos EUA em média fica abaixo dos US$ 10 [uns R$ 40], o que significa que menos de 20 pessoas no país foram ver o filme na estreia sexta-feira.

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Mesmo considerando o final de semana como um todo, a soma que o filme gerou foi extremamente baixa: Segundo o THR, Billionaire Boys Club fez US$ 618 [un R$ 2.472] nos 11 cinemas onde estava passando nos EUA, significando que, em média, só seis pessoas foram assistir em cada um dos (desolados) cinemas exibindo o filme. Para dar uma perspectiva, Em Ritmo de Fuga , o filme com Spacey lançado um pouco antes deles ser acusado de assédio sexual, fez US$ 5,7 milhões [uns R$ 23 milhões] só na noite de estreia.



Spacey interpreta um figurão de Beverly Hills em Billionaire Boys Club, que é estrelado por Ansel Elgort e Taron Egerton como dois investidores que bolam um esquema Ponzi (da vida real) nos anos 80. Em junho, a distribuidora Vertical Media anunciou que “tomou a decisão nem um pouco fácil ou insensível” de lançar o filme apesar das acusações contra Spacey, justificando a ação dizendo que os outros atores não mereciam sofrer por causa dele.

“Esperamos que essas alegações perturbadoras relativas ao comportamento de uma pessoa – que não eram de conhecimento público quando o filme foi feito quase dois anos e meio atrás, e sobre alguém com um papel coadjuvante em Billionaire Boys Club – não manchem o lançamento do filme”, a Vertical disse numa declaração. “No final, esperamos que o público tome sua própria decisão em se tratando das alegações repreensíveis do passado de uma pessoa, mas não às custas do todo o elenco e equipe do filme.”

Obviamente, o público tomou sua decisão, respondendo à pergunta que deve ter assombrado o pessoal da Vertical por meses – devemos lançar um filme com participação de um cara acusado de ser um predador sexual? – com um claro “não”. Se a Vertical queria tanto lançar Billionaire Boys Club, a distribuidora provavelmente deveria ter ficado só com o lançamento em plataformas on demand, o que eles fizeram mês passado. Não tem como esse lançamento nos cinemas ajudar a pagar os US$ 15 milhões [uns R$ 60 milhões] que o filme teria custado.

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