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Com o Festival Perdido, o Rock Triste já venceu

A juventude mais uma vez se provou esperta demais e colou em peso no Breve para o Festival Perdido, o rolê que juntou em São Paulo quatro bandas da Geração Perdida de Belo Horizonte.

Foto por: Isabela Yu.

Garoava na tarde do último domingo (13) na região da Pompeia, em São Paulo. Desta vez, a marquise do Breve, a nova meca do indie paulistano depois da Neu, não abrigava a hipsteragem costumeira daquela região da cidade, mas uma outra espécie de hipster que também tem dado o sangue pelo corre independente. Bandas como Raça, Penhasco, Kill Moves, Lvcasu, Vinícius Mendes, Eliminadorzinho e as maiores EATNMPTD, Ventre e Def encostaram por ali pra prestigiar o I Festival Perdido, com Jonathan Tadeu, Fernando Motta, El Toro Fuerte e Fábio de Carvalho.

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Parecia festa da firma. Lá dentro, uma pá de moleque atento — e, por que não, de coração aberto — ia formando rodinhas universitárias ao redor do palco. Alguns deles, com X na mão, não tinham nem permissão para beber. Dando início às festividades, o ligeiro Fábio de Carvalho tocou as melhores canções de sua geração, embalando o público a uma letargia reflexiva. Não teve quem não se flagrasse praticando a empatia emitida através da paz imensa de seus sonhos de cachorro.

Depois dele, Fernando Motta chegou surpreendendo e balançou o pico, fazendo duetos afinados com João Carvalho, e mostrando que pode exercer o peso necessário para tocar rock — seja ele triste ou o que for. Na sequência, o mestre dos magos Jonathan Tadeu exibiu seus sentimentos com sua majestosa Ibanez (aquela mesma guitarra que foi recuperada do fervor popular do último Transborda)", tocou uminha com Theodoro do EATNMPTD e aproveitou pra comentar "só tem emo aqui" depois de fazer um cover de American Football.

Mas o Breve foi abaixo mesmo quando El Toro Fuerte subiu no palco. Se bem que metade da banda já estava lá em cima, já que João Carvalho e Gabriel Martins são verdadeiros Homões da Porra™ e tocaram nos quatro shows. Mas foi só fechar o bonde com Diego Arcanjo e Fabinho na guitarra de auxílio que a molecada gritou, cantou em peso, invadiu o palco, se abraçou, chorou e balançou a franja como em um daqueles shows emo de antigamente. A apresentação dos caras teve até participação especial dos cariocas da Ventre. Já tem até o vídeo do Hugo Noguchi tocando baixo em "Sur" e do Gabriel Ventura tocando guitarra em "Canção para um Desencontro" (a juventude é esperta demais):

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Os vídeos são um oferecimento de Raquel Domingues.

Como se nada disso bastasse, a festa ficou completa com o olhar classudo da Isabela Yu, que registrou todo o rolê com sua analógica Olympus Trip AF-20. Ela ainda meteu nas legendas suas impressões mais sinceras sobre o evento, que vai ficar marcado nas memórias da juventude emotiva em geral. Como costuma dizer o profeta Diego Soares Arcanjo, "vai taca":

Todos os jovens escutando com cuidado a palavra de Fabinho. Foto: Isabela Yu.

 A camiseta 'Coragem, o Cão Covarde' foi hit na plateia. Foto: Isabela Yu.

Roque sarado. Foto: Isabela Yu.

Fernando Dotta, também conhecido como Príncipe Indie, resolvendo a situação do bar. Foto: Isabela Yu.

Fábio de Carvalho e banda. Foto: Isabela Yu.

Os mineiros curtem uma guitarra branca. Tipo essa (lendária) Ibañez do Jonathan Tadeu customizada com um adesivo da Raça. Foto: Isabela Yu.

Celebridade do Twitter, Diego Arcanjo, em destaque. Foto: Isabela Yu.

Todos os shows foram transmitidos via Facebook Live. Modernidade. Foto: Isabela Yu.

Agradeça ao Alyson Borges e o Gabriel Olivieri, do Cavalo Estúdio, pelo som bom do últimos shows do Breve. Foto: Isabela Yu.

Popoto Martins, vocalista da Raça, é ávido fã da cena mineira. Tava uma friaca no dia. Foto: Isabela Yu.

O hino "Pelo Amor de Deus, Jonathan Tadeu" foi entoado algumas vezes. Foto: Isabela Yu.

Fernando Motta tem ótimos passos de dança. Foto: Isabela Yu.

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Seria Fernando Motta o menos emo dos emos? Foto: Isabela Yu.

Sentindo as vibrações. Foto: Isabela Yu.

Após o encerramento da Neu, Dago é visto diariamente no Breve. Foto: Isabela Yu.

À paisana, Luccas Vilela disse que aquele era o primeiro dia de folga de todas as bandas em que ele já tocou em quatro anos. Foto: Isabela Yu.

Uma jaqueta muito legal. A camiseta também era, mas não lembro qual. Foto: Isabela Yu.

Cena indie paulistana em peso: Gustavo Teixeira (Nuven), Lucas Theodoro e Luccas Vilela (do E a terra…). Foto: Isabela Yu.

Uma foto meio mal enquadrada de atrás do palco. Foto: Isabela Yu.

Mesmo depois de quatro shows, a galera não queria perder nem um minuto. Foto: Isabela Yu.

Panoni em raro momento de descontração. Foto: Isabela Yu.