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O que sabemos até agora sobre Omar Siddiqui Mateen, autor do massacre em Orlando

O atirador terá sido interrogado pelo FBI em 2013 e 2014, mas foi determinado que, à altura, não constituía perigo e não era uma ameaça.

Por VICE Staff
13 Junho 2016, 1:00pm

Selfies colocadas nas redes sociais, em datas indeterminadas, por Omar Mateen. (Fotos via Sipa/AP)

Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma VICE News.

Por volta das duas da manhã de Domingo, 12, um homem armado com uma espingarda automática AR-15 e uma pistola, disparou indiscriminadamente sobre a multidão que enchia um clube gay em Orlando, Florida, Estados Unidos da América. Pelo menos 50 pessoas foram mortas e 53 ficaram feridas, fazendo deste o mais mortífero tiroteio na história do País.

As autoridades identificaram o atirador como sendo Omar Siddiqui Mateen, de 29 anos, e confirmaram que foi morto numa troca de tiros com a polícia, dentro do clube, pelas cinco da manhã. Os pormenores sobre Omar Mateen estão a surgir aos poucos, mas isto é o que sabemos até agora.

- Mateen é um cidadão norte-americano, filhos de pais afegãos. Vivia em Port St. Lucie, cidade a cerca de duas horas de carro de Orlando, na Costa Atlântica da Flórida.

- A agência de notícias do auto-proclamado Estado Islâmico, Amaq, afirmou na tarde de Domingo que Mateen era um seu "combatente", mas ainda não é claro se o grupo estava em contacto directo com o atirador, ou se, simplesmente, este era apenas inspirado pelos extremistas.

- A NBC News citou fonte anónima das forças policiais como tendo dito que, pouco antes do ataque, Mateen terá ligado para o 911 [o número de emergência nos EUA] garantindo fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi, líder do auto-proclamado Estado Islâmico. Outras fontes disseram também à NBC News que, no local do ataque, Mateen terá ainda referenciado os irmãos Tsarnaev, que levaram a cabo os ataques à bomba na Maratona de Boston, em 2013. O Presidente Barack Obama já veio dizer que o FBI está a investigar o incidente à luz de uma acção terrorista.

- Ron Hopper, o agente do FBI responsável pela equipa da divisão de Tampa no terreno, disse que Omar Mateen foi interrogado duas vezes em 2013 devido a comentários que terá feito no trabalho sobre eventuais contactos com terroristas e ainda uma outra vez, em 2014, por suspeitas de estar ligado a um bombista suicida de nacionalidade norte-americana. Hopper disse que foi entendido que o contacto seria "mínimo" e que os agentes determinaram que, "à altura, ele não constituiria uma ameaça". Apesar destas interações com o FBI, Mateen terá comprado na passada semana as armas que usou no ataque, de forma completamente legal.

- A NBC News falou também com o pai de Mateen, Mir Seddique, que disse que o seu filho terá ficado zangado depois de, há dois meses, ter dois homens beijarem-se em Miami. "Queremos pedir desculpa por esta situação", disse ainda Seddique, que acrescentou: "Não fazíamos ideia nenhuma das acções dele. Estamos em choque absoluto, tal como todo o país. Isto nada tem a ver com religião".

- De acordo com a Associated Press, Mateen tinha licença de segurança privado na Florida e os registos indicam que era portador de licença de armas naquele Estado norte-americano desde 2011. Licença que expirava em Setembro de 2017.

- A ex-mulher de Mateen disse ao Washington Post, sob anonimato, que ele era mentalmente instável e que tinha abusado dela várias vezes, quer física, quer psicologicamente. "Ele batia-me. Chegava a casa e começava a bater-me porque a roupa ainda não estava toda lavada e passada e outras coisas do género", sublinhou. O casal casou em 2009, mas divorciou-se logo em 2011. Ela disse ainda que ele trabalhava como guarda num estabelecimento para delinquentes juvenis.