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Cada vez fica mais claro nessa pós-eleição que é pouco provável que o Estado repita o policiamento pacífico dos protestos organizados dos Indignados no último verão. E apesar da questão que pode ser levantada de como exatamente moleques de 14 anos têm permissão para protestar durante o horário de aula, é difícil não recuar diante da força bruta desproporcional que tem sido usada.
Não sou especialista em estratégia policial, mas não consigo deixar de pensar que sair pelas ruas descendo o cassetete em qualquer um usando mochila neon talvez não seja a melhor maneira de conter um protesto.
Com a palavra “Grécia” na ponta da língua de jornalista e ativistas, fica difícil pensar em alguma melhora. Marchas de solidariedade estão sendo organizadas em Sevilha e Madri, e se não houver algum movimento muito hábil da parte de gestão governamental, parece que é só uma questão de tempo até que livros escolares comecem a ser trocados por coquetéis molotov e pedras.
Fotos por Kike Taberner
