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Ouça o Vol. 1 da Coletânea ‘Moombrazilians’

Parça da casa, Renato Martins do Braza Music fez um faixa a faixa da nova coletânea que bota na rua com produtores brasileiros que mandam ver na mistura de reggaeton com timbres eletrônicos do moombahton.

O moombahton surgiu em 2009 pelas mãos do DJ e produtor norte-americano Dave Nada. É isso que nos conta o verbete da Wikipédia sobre o gênero que mistura batida do reggaeton com timbres eletrônicos. Lançada pelo selo Braza Music, a coletânea Moombrazilians Vol. 1 reúne cinco produtores de diferentes estados brasileiros com o mesmo gosto pela mistura sonora.

Renato Martins, do Funk na Caixa e homem à frente do Braza Music, nos escreveu contando como rolou a reunião: "O estalo surgiu quando estava conversando com o ProEfx para lançar uns sons pelo Braza Music, e ele me adiantou a música "Veneno da Terra". Quando fui ouvir era um moombah maneiríssimo, usando uma música de terreiro lá do Pará. Foi nesse momento que pensei: agora sai essa série moombrazilians".

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A coletânea está disponível no bandcamp do selo e você também pode ouvir no player aí em baixo. Acompanhe o faixa a faixa que o parça aqui do THUMP preparou. Fino:

Veneno da Terra, ProEfx - PA
O ProEfx é aquele produtor que tem 20 anos de trabalho, mas sempre produziu para bandas e artistas. O seu talento é tão grande que ele consegue fazer um moombahton ou um samba de roda, e as duas músicas vão ficar ótimas. Em "Veneno da Terra", ele utilizou uma música própria do Pará, de um artista que ele conhece. Usando algumas influências do dancehall, essa música é uma das minhas favoritas! Ela tem uma pegada de música brasileira, com a batida eletrônica e ainda ter uma certa cara de tradição.

Medley da Putaria, Kill the Bass - SP
O Lucas, que usa o codinome Kill the Bass, foi o segundo produtor que eu chamei. Quando visitei sua página no SoundCloud, senti que ele gostava do moombahton e experimentava muitos tipos de sons do funk carioca. Mandei uma mensagem em fevereiro e antes de fechar o mês ele já tinha uma prévia do "Medley da Putaria". Gostei bastante da ideia de usar vários sons para construir uma única música. Isso remete ao costume do funk de utilizar diversos pontos na mesma produção, só que dessa vez ela veio na batida do moombahton. Adianto que ela é um sucesso de pista, e promete cair no gosto da galera.

Sexta, Lord Breu – BA
Na terceira faixa veio "Sexta", do baiano Lord Breu. Depois de sair o Bahia Bass vol.1 com Malê Warrior, senti que o baiano tinha um gosto pelo moombahton. Seu segundo lançamento pela Latino Resiste demonstrou isso claramente e numa conversa rápida ele animou bastante de participar. Fez a música "Sexta", que pra ele significa um passeio na Bahia, à noite, ouvindo esse som que transmite certa alegria, diversão e curtição.

Celera, Skinners – GO
Skinners foi um achado, e ele é a cereja desse bolo. A ideia do Braza Music é mostrar os diversos produtores brasileiros espalhados pelo país - e eu rachava a cabeça para achar alguém do Centro-Oeste. Conversando com o DJ Gorky, ele me deu a dica do Skinners que fez um remix cabuloso para uma música do Bonde do Rolê, um moombahcore rasgado e pesadíssimo. Mandei um convite e ele topou, disse que estava numa correria de uns trabalhos mas que ficaria muito feliz de participar, e entregou essa preciosidade de música. Skinners, além de colocar um peso a mais na linha de grave, ainda emenda uns palavrões de um viral do YouTube – uma dona assustada ao passar por uma área alagada, soltou o vocal. O que mais gostei, é que o trocadilho do 'celera', que tanto faz menção ao vídeo, como naquele lance da galera pedir pro DJ acelerar.

Moombass Fade, Bluntzilla – RJ
Essa última música é especial, tanto para mim quanto pro Bluntzilla, codinome do produtor carioca Felipe Bolinel. Em um Caramba, acho que era no fim de 2012, conversava com ele sobre moombahton e ele me contou sobre essa produção que ele fez, que não é um hit de pista, mas tem o seu charme para um set de moombahlove. Felipe falou que o som era especial para ele, que a produziu com muito gosto. Fiz o convite para ele participar desse projeto que ainda não tinha nome nem data para ser lançado. Felipe até animou, mas percebi que ele não queria entregar sua preciosidade assim… de mão beijada. Com o passar do tempo, depois de ter definido o esqueleto do projeto, o convidei de novo, e ele pareceu mais em paz com a sua produção e ficou muito feliz dela fazer parte do volume 1 do moombrazilians. Por ter vivido essa história, eu gosto de ouvir essa música num lance mais tranquilo, apenas eu e a música e sentir o que produtor quis passar. Ela num set, pode soar estranha, mas sozinha, ela é realmente especial.

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