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Mas o que está alimentando a demanda por gás lacrimogêneo? Bom, parece que outra chance de solução política para o levante passou em branco, deixando o regime com mais uma oportunidade de acabar com a oposição civil.Bahrein fica no epicentro de uma disputa regional entre a Arábia Saudita – um aliado do Ocidente em conluio com os extremistas sunitas que abastecem a Síria com rebeldes – e o Irã, um estado teocrata xiita, inimigo ideológico do Ocidente, aliado de Assad e rival regional da Arábia Saudita. Enquanto os Estados Unidos ainda flertava com a ideia de bombardear a Síria por causa do suposto uso de armas químicas, Washington apresentou um plano para resolver o conflito em Bahrein. A esperança era que o Irã – grato pela intervenção dos Estados Unidos na guerra civil travada em sua porta – neutralizasse seu envolvimento com o regime de Assad e não criasse muita encrenca com os norte-americanos jogando bombas da paz no país inteiro.Mesmo que o Irã nunca tenha concordado explicitamente em retirar seu apoio a Assad, o país aprovou publicamente a resolução dos EUA para Bahrein e as coisas estavam começando a parecer melhores para os baremenses. No entanto, agora que a Síria não receberá mais milhares em ordenanças norte-americana, o Departamento de Estado e o Pentágono não sentem mais a necessidade de a resolver os problemas de Bahrein para apaziguar o Irã.
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