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Jo admite que não acreditava que seria possível ajudar a Nikki. "Eu achava que talvez a melhor coisa a se fazer fosse deixá-la cometer suicídio", afirma.Nikki foi enquadrada na Seção 136 da lei inglesa, aplicada pela polícia para levar a pessoa para um lugar seguro quando ela está em um local público, como no meio de uma grande rodovia. Felizmente para a Nikki, por falta de leitos na região, ela foi levada a um hospital psiquiátrico em um condado vizinho, onde recebeu o diagnóstico de bipolaridade e, por estar internada nos termos da lei, foi forçada a fazer o tratamento com remédios.Nikki também teve sorte de não ter passado a noite detida em uma delegacia, o que acontece com mais frequência do que deveria por causa da superlotação dos leitos. Uma mulher com quem conversei, a Claire, ficou traumatizada com a experiência sob custódia policial, que incluiu uma revista vexatória. "Eu já sentia como se fosse uma pessoa ruim por ter problemas psiquiátricos. Mas ser jogada em uma cela me deixou muito constrangida e com vergonha de mim mesma."Ali Fiddy é chefe do departamento jurídico da Mind. Ela explica que a detenção de pessoas com transtornos psiquiátricos em delegacias é um grande problema para eles. "Só de estar preso em uma cela, você já fica mais estressado. Você não está sendo acusado de cometer um crime – você está doente e a delegacia não é um ambiente adequado."A internação compulsória salva vidas. Em Hackney, em uma noite, provavelmente salvamos três vidas – Dr. Mark Salter, linha de frente na Psiquiatria Adulta Geral, Hackney
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"Por mais que eles tentassem garantir a nossa segurança, eu sempre achava um jeito de burlar isso. Em um dado momento, consegui uma lâmina de barbear e cortei o pescoço acima da jugular, a ponto de precisar de pontos de sutura internos e externos. Foi por um milímetro", conta. "Ingeri venenos. Eu me mutilava e peguei uma veia. Era um negócio bem perigoso, então entendo porque precisaram me transferir. Eu poderia facilmente ter morrido."Para a maioria das pessoas, a internação compulsória não é o fim da história, mas um momento de virada. "É uma vírgula em uma frase", afirma o doutor Salter. "E depois?"
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