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O Selo Decaydance do Pete Wentz Está de Volta com Um Novo Nome e Novos Artistas

Você ainda se pergunta se o mais fofo é o Patrick ou o Pete? Bem, você está com sorte, porque o Decaydance do Pete Wentz está de volta, reposicionando a marca como DCD2.
27.6.14

O barato ficou sério. Quem se perguntou onde diabos o Fall Out Boy esteve nos últimos tempos? Você se encontra lendo e anotando passagens de fanfics do Fall Out Boy todos os dias esperando a segunda leva? Você ainda se pergunta se o mais fofo é o Patrick ou o Pete? Bem, você está com sorte, porque o Decaydance do Pete Wentz está de volta, reposicionando a marca como DCD2. O selo está sendo lançado com dois novos signatários: LOLO e New Politics. O catálogo atual também se gaba dos artistas principais do Wentz, como Cobra Starship, Panic! At the Disco, Gym Class Heroes e Travie McCoy, embora Wentz diga que isso é só um ponto de partida, chamando de uma “expansão” do Decaydance. De qualquer forma, estamos animados pra caralho, e fomos atrás do Pete para descobrir qual queé a parada.

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O que te fez decidir reposicionar a marca como DCD2?

Acho que o tempo que demos com a banda. Eu meio que dei um tempo do selo também. A coisa que eu sempre escuto das pessoas é gente reclamando sobre a música não ser mais excitante ou pessoas reclamando sobre o estado da indústria, e acho que simplesmente não é verdade. Acho contra-intuitivo pensar assim, e acho que a música agora é mais importante do que nunca. Você sabe, coisas como serviços de streaming são o pano de fundo de tudo. As pessoas estão ouvindo música o tempo todo. Encontrar música nova é muito emocionante. Tipo, encontrar o New Politics foi bem louco pra mim. Eles são como almas gêmeas. Eles são tipo uma banda com a qual imagino que poderíamos ter sido parecidos, ou uma banda que poderia ter feito um tour com a gente, mas tipo 12 anos depois que começamos. É realmente questão de encontrar boa música de novo, e ao reposicionarmos a marca estamos dizendo que não vai ser um lance de catálogo, artistas já conhecidos. Não vão ser os mesmos com quem trabalhamos antes. Vai ser uma questão de nova música, novos artistas e novas ideias.

Você diria que ao reposicionar a marca tem um público diferente a quem você está se direcionando? Ou talvez uma escolha estética diferente com a música?
A New Politics é uma banda com quem poderíamos ter trabalhado antes. Eles têm a mesma pegada que a gente. Acho que a LOLO está fora disso. Ela é interessante e definitivamente tem uma pegada diferente.

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Ela é um pouco mais eletrônica.
É, e para mim [isso é algo] que eu gosto. As pessoas costumavam dizer “Eu sou só fã da dance music,eu não gosto de nada disso”. Ou “Eu sou mais ligada ao metal, não gosto de hip hop”. E acho que as gerações mais jovens são mais flexíveis em relação a gênero do que eram antes. E para mim, isso funciona a nosso favor. Acho que no passado tivemos problemas de pessoas que gostavam do Panic! At the Disco e não ouviam Gym Class Heroes e coisas do tipo. E agora, mais do que nunca, a galera jovem está se abrindo para ouvir músicas diferentes que ela gosta. E isso é algo que sempre quisemos abraçar. Poder voltar e abraçar isso é muito importante.

Há notícias de que você está vendendo sua casa na Califórnia. Se eu te fizesse uma oferta para essa casa, o que seria a coisa mais legal que eu encontraria nela?
Sim! Estou vendendo a casa. Para ser sincero, não era a casa mais louca do mundo. Acho que a coisa mais louca que você vai encontrar é uma casinha no pé de um morro no jardim dos fundos. As crianças podiam usar como uma casa de brinquedo porque foi construída dentro do morro. Você pode passar um tempo lá e fazer um chá da tarde ou algo assim (risos). E tinha um lago de carpas lá, mas não era louco. O que eu mais gostava da casa era que eu sentia que não estava em Los Angeles. As pessoas vinham e falavam “Nossa, isso parece New England!” ou algo assim, e eu gostava do fato de não parecer LA.

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Chá da tarde na casa parece alimento para mais fanfic do Fall Out Boy, que é uma ótima deixa para minha próxima pergunta: fanfic do Fall Out Boy. Você já leu alguma coisa?
Não li nada disso pessoalmente. A coisa mais louca dos fanfics do Fall Out Boy é que eles estão num ponto em que tem toda uma bibliografia para isso. Tem tanta coisa. Eu lembro que meu empresário estava ligado em uma dessas coisas hilárias quando estávamos gravando um clipe ou algo assim. Sua namorada – agora esposa – leu um pouco e ficou super brava, porque ela pensou que era real. E não é real. Muito, muito não-real.

Sim, eu tenho uma passagem – [Bem quando eu ia ler a passagem de umfanfic ao Pete que se tratava de uma cena na praia do tipo “beija ou não beija”, o assessor de imprensa pulou e me fez voltar ao assunto do selo].

New Politics, foto por Brendan Walter

Você acha que porque bandas como Fall Out Boy e seus outros projetos têm estado por aí há tanto tempo vocês tem menos pressão de abordar um certo gênero? Que talvez vocês têm mais liberdade em termos de conteúdo?

Acho que no instante em que atingimos esse tipo de massa crítica em que podemos fazer isso. Acho que tem algumas pessoas na surdina esperando você tomar a decisão errada para poderem falar tipo “É, ele não sabe fazer isso”. Acho que isso foi o que aconteceu comigo, crescendo com o Metallica. Todos depois do álbum preto diziam tipo “Ah, sim, eu sabia que o Metallica era blá blá blá” [insinuando que agora eles são ruins], e tipo: não, o Metallica é uma banda incrível. E eles se tornaram a maior banda do planeta. E acontece isso com toda banda. No instante em que você é liberado e pode fazer algo do tipo, você definitivamente se abre para se tornar alvo. Você pode se arriscar, mas muitas pessoas estão esperando você dar um passo em falso.

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Você já sentiu como se tivesse pegado a curva errada?
Não, acho que quando fizemos Folie à Deux foi meio que uma curva errada. Eu gostei do álbum, mas quando eu escuto agora parece um pouco inacabado. Como se tivesse que ficar incubado um tempo maior. Nós nos arriscamos muito. Mas foi interessante para mim porque pude passar um tempo com o Rivers [Cuomo] alguns anos atrás e eu disse a ele que o Pinkerton era meu álbum favorito. E ele ficou chocado. Ele disse tipo “Não acredito que esse é seu álbum favorito do Weezer”. É como me sinto quando as pessoas chegam pra mim e dizem isso sobre o Folie à Deux. Porque para mim não parece terminado, e realmente parece meio que uma curva errada, a meu ver. Algo que gosto a respeito disso é que quando olho na história dos músicos que eu gosto de verdade, todos eles fizeram escolhas estranhas, e eu continuo gostando deles. Até gosto de algumas dessas escolhas estranhas. Todos, quando têm a chance, entram numa furada em algum ponto.

LOLO, foto por Harry Carr

Exato, como Loutallica. Como um fã do Metallica, o que você achou do Loutallica?
Escutei pouco do álbum. Não era pra mim. Foi a última coisa que o Lou [Reed] fez?

Ele fez isso, e depois acho que a última coisa que ele fez foi uma resenha do álbum do Kanye West.
Ah, sim. Aquilo foi incrível.

Você teve um grande hit com o Elton John num single. Tem mais alguma ideia para estrelas convidadas inesperadas no futuro?
Quando a música pedir, seria bom fazer outra colaboração do tipo. Algo em que estive pensando ultimamente é que nunca fiz nada com uma cantora grande e comovente. Tipo algo punk rocktambém, como Courtney Love ou algo assim. Não tenho uma canção nem um artista em mente. Podemos expôr outras pessoas a isso e os fãs de Fall Out Boy a isso. Em geral, acho que as pessoas têm memória curta com clipes de música e esse tipo de coisa, então em algum ponto precisamos voltar a fazer mais barulho e a fazer mais música. Precisamos contar uma história diferente do que “Save Rock and Roll” e “My Songs Know What You Did in the Dark” contaram.

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O que você espera para o futuro da gravadora?
Acho que vamos começar devagar com a gravadora. E começar devagar significa começar com o New Politics e coisas novas do tipo e talvez depois uma ou duas outras bandas com que fizemos coisas no passado. Seja Cobra Starship ou algo assim. Mas depois realmente quero expandir. Tenho grandes objetivos. Quero poder expôr os fãs do Fall Out Boy a algo que é… eu gostaria de ir para algum outro lugar no mundo onde a música não está na ribalta ou à frente de ninguém. Mas independente disso, ao dar um tempo me dei conta de que isso é algo pelo qual eu tenho uma verdadeira paixão. Quero de verdade abraçar novos artistas, levá-los debaixo de nossas asas e ajudá-los. Acho que esse é nosso trabalho enquanto um selo, deixá-los encontrarem suas próprias ideias.

Bom, muito obrigado pela entrevista!
Temos que conversar sobre fanfic qualquer hora dessas.

Jon Peltz mal pode esperar falar cobre fanfic com Pete Wentz. Tipo, de real. Eleestá no Twitter- @thecrazypman

Traduzido por: Julia Barreiro