FYI.

This story is over 5 years old.

Madonna-Fadiga – Excesso de Coisa Boa?

Sabe aquele lance que hypou e por isso muita gente torce o nariz? Há quem faça isso com a Madonna. Mas hoje, nós lembramos por que a Material Girl é sinônimo da música pop.
6.10.14

Então, eu tenho esse ímã gigante da Madonna na minha geladeira. Recentemente um amigo passou em casa e ao perceber, falou: "Oh, você gosta da Madonna? Legal!". Eu fiquei boquiaberta, porra. Como assim NÂO gostar da Madonna ainda é uma opção? Como se vê, uma reação passiva foi discretamente ocorrendo ao longo dos últimos anos (ou talvez décadas). O status de lenda muitas vezes tem um preço. Até sobre a mais influente artista pop, com uma carreira de três décadas de constante reinvenção e incursões virtuais em todas as plataformas de mídia possíveis, paira um esgotamento cultural: a Madonna- fadiga. Sua onipresença e grande volume de trabalho têm sobrecarregado os sentidos da cultura pop, resultando em uma crescente ambivalência em relação à Material Girl.

Agora, depois de tantos anos como centro das atenções, podemos olhar enviesado ao tomar Madonna por algo certo. Madonna é apenas…Madonna. Ela é a mulher que fez "Like a Virgin" e "Vogue". Ela regeu os anos 80 e 90. Tudo bem, ela é incrível, mas … bocejo. O legado de Madonna corre perigo de tornar-se algo grosseiro, como os de sub-celebs.

Beleza, eu entendi. Quer dizer, entendi mais ou menos. Mas isso não quer dizer que eu deva ficar de braços cruzados e deixar isso continuar. Afinal, esta é a mesma mulher que teve a coragem de gravar um disco e chamá-lo de "Music." Grande parte da música dance de hoje tem suas raízes a partir de artistas como a Madonna. O pop em seu estado mais puro é coisa dela, então por que desperdiçar o seu tempo com a Lady Gaga quando você pode ir direto ao que realmente interessa? É por isso que rsolvemos revisitar seus traços menos conhecidos de brilhantismo. E começa aqui:

Burning Up, 1983

Enquanto "Burning Up" não se saiu tão bem nas paradas como primeiro single "Everybody" da Madonna, a faixa é destaque dos seus primeiros dias como uma pegada mais dark, sexy e punk que quaisquer outras estrelinhas do pop. Esse vídeo foi a primeira incursão de Madonna na tentativa de unir políticas sexuais e música.

Express Yourself, 1989

Você provavelmente conhece essa música bem, mas quando foi a última vez que você assistiu

Metropolis

, a obra de David Fincher inspirada nesse vídeo? A música é atemporal - como demonstrado em 2011, quando outra artista pop lançou, com muitos elogios, uma interpretação dessa música tipo cópia de carbono - e um hino feminista empolgante. O vídeo em preto e branco exuberante de Fincher retrata Madonna em ambos os papéis, seja sexualmente dominante ou submissa e demonstra mais uma vez como ela usa sua própria sexualidade para explorar questões sociais.

Deeper and Deeper, 1992

Esta música sonhadora e cheia de flamenco fala sobre a luta de um jovem homem gay procurando sair do armário. Mas aqui é o vídeo que é realmente explicita tudo: inspirado por filmes de Andy Warhol e junto com o zeitgeist dos anos 90 das rainhas Sophia Coppola, Debi Mazar e a diretora pornô / drag star, Chi Chi La Rue.

Secret, 1994

Esta canção é um dos muitos exemplos em que Madonna ensina a todos sobre como fazer apropriação cultural da maneira certa. Enquanto sua carreira de atriz não foi tão estelar, ela é capaz de se transformar constantemente por meio da sua música - experimentando com gêneros e retratando uma ampla variedade de personagens em seus vídeos. Em "The Secret", ela é uma cantora em uma boate no Harlem mergulhada no ouro do gueto e cantando sobre uma batida de hip-hop. E adivinhem? Totalmente deu certo.

Bedtime Story, 1995

Esta faixa ambient, super discreta foi co-escrita pela Björk e é provavelmente o primeiro techno lançado por uma grande artista mainstream. Dirigido por Mark Romanek, o vídeo em si é uma obra de arte - influenciada por pintores surrealistas do sexo feminino - e tem sido exibido e permanentemente mantido em grandes galerias de arte, como o Museum of Modern Art (MoMA) e na the School of Visual Arts de Nova York.

Get Together, 2006

Confessions on a Dance Floor

é o melhor álbum da Madonna e ponto final. O terceiro single, "Get Together" foi inspirado na faixa house cult de 1996 "Music Sounds Better With You" dor Stardust (um projeto paralelo de Thomas Bangalter do Daft Punk) e é um dance celestial.

Tradução: Jules Sposito