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Andy Cole dá o nome pela Blind Jacks Journey, mas, nas respostas, percebemos que a mística da sualabelpermanece sempre à frente da identidade dos envolvidos. Escutamos os quatro volumes da sérieDream House, espinha dorsal da Blind Jacks Journey, e daí retiramos a ideia de que aqui está um elenco de produtores, que funciona num sistema familiar e rotativo, em tudo semelhante ao dos actores habituais no cinema de Wes Anderson. Nomes como Gnork, Jimini ou Flyypost entram e saem destes vinis vistosos e coloridos, mas os quatro capítulos deDream House mantêm bem presentes as suas principais características: nomeadamente a elegância, uma muito positiva falta de pretensão, a evidente matriz house e uma pontinha de ingenuidade que só lhe fica bem. Para tentarmos desvendar um pouco mais sobre este segredo britânico (de onde veio, para onde vai, essas coisas), enviámos algumas questões a Andy Cole que tem a última palavra a partir daqui.VICE: Começa por me explicar o que pretendes com a nova série The Return Trip.Andy Cole:Tem tudo a ver com a continuidade envolvida na Blind Jacks Journey. É uma continuação. A série inicial estava destinada a corresponder a quatro datas importantes na vida do Blind Jack (John Metcalf). Verifica os dados históricos: 1717, 1723, 1765, 1810. Alguns detalhes foram até incluídos em folhetos que acompanham os discos. A sérieThe Return Trip é o próximo capítulo. O Blind Jack construíu muitas estradas — ele era um famoso engenheiro, mesmo sendo cego.
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Na Blind Jacks Journey, tal como na Crow Castle Cuts [a anterior label de Andy Cole], percebe-se que fazes por melhorar o valor coleccionável de cada disco, com todas as cores e selos envolvidos. Que outros aspectos tornam os discos ainda mais raros?Selos em duplicado, notas escritas à mão e pequenos desenhos. Coloquei marcas únicas, em alguns dos números sonantes (333/500, 444/500) do quarto volume deDream House, para que os seus donos fiquem com algo ainda mais especial.Diria que necessitaste de algum tempo para repensar o future da Crow Castle Cuts. Que motivos te levaram a reactivar a CCC?Sim, sem dúvida. Também a série Crow Castle Cuts foi desenvolvida em torno das datas importantes do castelo com o mesmo nome: 0749, 1073, 1277, 1402. Fiquei tão satisfeito com essa série que decidi continuá-la com os quatro volumes deRAWe geralmente incluindo música que encontrava por acaso e me fazia pensar: “Porra, é isto!”. A Blind Jacks Journey foi mais uma iniciativa inspirada pelo que me apareceu pela frente: neste caso, o pequeno pub de Knaresborough que tem uma estátua de John Metcalf no exterior. Ora aí está: Blind Jacks Journey!
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