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Os migrantes continuam a afogar-se no Mediterrâneo e a UE não consegue entender-se sobre o que fazer

Enquanto mais de nove mil pessoas foram salvas das águas do Mediterrâneo no último fim-de-semana, há quem defenda que estes esforços encorajam o tráfico de seres humanos.

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Mais de 35 barcos ajudaram a salvar cerca de nove mil pessoas no Mediterrâneo no último-fim-de-semana, deitando ainda mais lenha para a fogueira do debate cada vez mais aceso sobre como deve a União Europeia lidar com a crise dos migrantes.

Grupos de ajuda não-governamentais defendem que têm de intervir para salvar vidas, enquanto críticos argumentam que os esforços de salvamento servem apenas para incentivar os traficantes de sere humanos. As organizações no terreno, que operam os barcos de salvamento pedem à União Europeia que faça mais para evitar que as pessoas morram afogadas.

Do outro lado da barricada há um cada vez maior número de vozes que garantem que essas operações incentivam os migrantes a tentarem dar o salto para a Europa e alguns têm mesmo acusado as organizações de serem apenas um "serviço de táxi" para traficantes. Dados da Organização Internacional para a Imigração, mostram que, só este ano, cerca de 32 mil pessoas tentaram chegar a território europeu e mais de 650 desapareceram, ou foram dadas como mortas nesse processo.

"Reiteramos o nosso pedido à Europa e aos governos, que devem estar no terreno a salvar vidas", afirmou o Comissário para os Refugiados nas Nações Unidas, Babar Baloch, na sequência dos acontecimentos do fim-de-semana de Páscoa. E acrescentou: "As organizações não-governamentais têm sido uma grande ajuda no que respeita a preencher esse vazio. É muito importante e temos de lembrar uma e outra vez, que salvar vidas é uma prioridade".