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Os Últimos Dias na Praça Tahrir

Durante seis dias, ou 144 horas, a polícia e os jovens mais liberais se envolveram em batalhas campais, enquanto o Egito ardia e sangrava a caminho de uma (segunda) revolução.

Durante seis dias, ou 144 horas, a polícia e os jovens mais liberais se envolveram em batalhas campais, enquanto o Egito ardia e sangrava a caminho de uma (segunda) revolução. O arsenal dos combatentes: pedras, balas de calibre 22, foguetes, coquetéis Molotov, balas de borracha, pedaços de pau, mas sobretudo uma lista enorme de gases: CS, CR, CN, cianeto e arsênio — a maioria do qual já velho e vindo da Itália, EUA e China, o que só os torna mais tóxicos.

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A polícia não teve pudor algum em lançá-los incessantemente para cima das multidões que enchiam a Praça Tahrir a caminho do Ministério da Justiça — a casa onde se escondem os segredos mais obscuros do país e da sua classe dominante. Caminho pelas nuvens de gás e fumaça da praça e desemboco nas ruas do baixo Cairo, em que, por incrível que pareça, a vida segue normalmente. É uma experiência surreal. Ninguém morre, ninguém atira pedras ou dispara gás lacrimogêneo. E, no entanto, estamos a apenas alguns quarteirões do caos total.

FOTOGRAFIA POR TREVOR SNAPP