Cultura

Auto-retratos que deformam os limites entre fantasia e realidade

Para o nosso número fotográfico anual, Matt Grubb apresenta uma série de auto-retratos que existem num lugar que trascende o conceito de género.

Por Matt Grubb; Traduzido por Madalena Maltez
20 Junho 2019, 3:18pm

Este portfólio aparece no Photo Issue da Revista VICE. Com esta edição queremos celebrar o absurdo, a despreocupação e o humor. É importante dar uma escapadela do mundo real. Por mais que seja necessário estar informado, envolvido e consciente, também precisamos de rir. Aqui, mostramos pessoas a fazer arte com sentido de humor. No ambiente de hoje, algo divertidamente subversivo nisso. Clica aqui para assinares a revista impressa, aqui para saberes mais sobre o tema nas palavras do editor da revista (em inglês) e aqui (em inglês) ou aqui (em português) para veres mais conteúdos deste número.

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Matt Grubb é um artista de São Francisco, que vive em Brooklyn e está a formar-se em Belas Artes em Yale. Grande parte do seu trabalho foca-se nas construções conceptuais, recriações ou manipulações, embora para esta edição tenha querido mostrar uma série de auto-retratos que fez entre 2017 e 2018.

O que começou como uma extensão do seu interesse por maquilhagem tem, ao longo do tempo, vindo a distanciar-se das ideias tradicionais de glamour ou da beleza da estética drag, para se concentrar no aspecto da transformação no sentido mais amplo da palavra. Cada imagem tende a começar com um conceito vago, como o uso de uma Nintendo ou uma máscara translúcida e requer entre três a seis horas de trabalho.

Grubb explica que tenta evitar qualquer elemento que possa ser considerado específico de um género. Na sua própria definição, as imagens "estão a meio caminho entre a confiança irreal e a auto-destruição absoluta; entre o brilho ofuscante das entrevista com as Kardashians e a luz crua e fluorescente do metro. Por outras palavras, estão na fronteira entre a fantasia e a realidade, na qual a maioria das pessoas queer transita, para se sentirem confortáveis nos seus corpos. Se naquele dia estava bonito, como poderia melhorar ainda mais essa beleza? E se fosse feio, vamos ver até onde essa fealdade pode ir".

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