No dia 6 de Fevereiro celebrou-se o Dia Internacional da Tolerância Zero com a Mutilação Genital Feminina. Este documentário da VICE News fala sobre uma intervenção muito pouco conhecida, e com a qual é possível restabelecer o prazer sexual do clítoris às mulheres que foram vítimas de mutilações genitais na infância. Neste documentário conhecemos e acompanhamos uma possível paciente somali cujos genitais foram mutilados quando tinha seis anos, e que actualmente reside nos EUA, onde trabalha como enfermeira.
A mutilação genital feminina (MGF) é uma tradição cultural que afecta milhões de mulheres em todo o mundo. Esta práctica, também conhecida como circuncisão feminina, pode deixar sequelas com diferentes graus de gravidade, que variam em função do lugar onde se realizam, e da forma como são realizados: desde cortes menores no clítoris até à complexa remoção do mesmo e dos lábios. No pior caso possível (e também o mais grave), cosem-se as duas partes da vulva, e deixa-se um pequeño orifício para a urina e a menstruação.
Apesar de esta práctica ser ilegal em muitos dos 29 países nos quais de realiza, são muitas as zonas rurais onde ainda perdura, por ser considerada uma tradição cultural centenária associada a um ritual de celebração. Estes povos acreditam que se trata de uma práctica que "purifica" a mulher, e que contribui para manter a sua virgindade até ao matrimónio.
A Organização Mundial de Saúde calcula que, todos os dias, cerca de 6.000 de meninas de todo o mundo, com idades entre os quatro e os seis anos, são submetidas à MGF, que ainda para mais se realiza em condições prejudiciais e sem garantias de segurança. A MGF pode ser fatal e provocar complicações, como por exemplo: infecções, retenção de urina, dores intensas e rompimento durante a práctica sexual, inclusive complicações mais graves durante o parto.
A VICE News foi testumunha de um caso grave de MGF, que aconteceu no consultório da Dra. Marci Bowers em São Matteo, Califórnia, e assistiu a uma desfibulação – a reabertura dos genitais femininos – e uma clitoriplastia – restituição do prazer feminino – realizadas pela Dra. Bowers.
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