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Olha que fofa essa criança de 6 anos que fez um cover de Kraftwerk com o pai

Uma entrevista com os dois músicos por trás da coisa mais gracinha que já aconteceu a uma batida 4/4.

Quando Andrew Westphal achou um coelho de brinquedo, um tabuleiro de xadrez e uma cabeça de Pato Donald especialmente barulhenta espalhados pelo quarto de seu filho, ao invés de achar um estorvo, ele viu uma oportunidade de trazer a música eletrônica pra ele como brincadeira. Junto com seu filho Hudson, agora com seis anos de idade, o pai nova-iorquino usou esse tipo de objetos (por suas qualidades percussivas) pra fazer um cover de "Voyager", do Daft Punk, um som mais obscuro do disco Discovery.

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Foi um começo próspero. Pode não ser o nascimento de um dos melhores artistas do nosso tempo, mas, ao assistir Hudson mexer com sintetizadores, bater palmas, e ajudar seu pai, que estudou música na Universidade de Rutgers (New Jersey), a gravar samples que ele mais tarde colaria no vídeo final, não é fácil superar o sentimento que você nunca será tão legal ou realizado quanto uma criança de três anos, idade de Hudson na época.

Na semana passada, Andrew e Hudson soltaram seu segundo vídeo, um cover do clássico synth-pop "The Robots", do Kraftwerk. Agora que Hudson está um pouco mais velho, ele evoluiu de música acompanhante pra frontman. Ele toca as linhas de sintetizador principais num Korg ARP Odyssey, enquanto seu pai brinca com um Moog, e os dois dividem vocais.

Numa homenagem ao estilo retrofuturista dos alemães, tanto pai quanto filho vestem camisas laranjas com gravatas pretas e cabelo pra trás enquanto fazem a famosa dança do robô. É a coisa mais adorável que já aconteceu em uma batida 4/4. Então, naturalmente, tivemos que conversar com esse duo em ascensão para saber qual o combustível criativo dessa colaboração (a reposta, segundo Hudson, é "os robôs".) Assista ao cover de Kraftwerk abaixo enquanto lê algumas perguntas para Andrew e Hudson.

THUMP: Qual seu pano de fundo musical? Parece haver um grande quociente de nerdice aqui.
Andrew: Eu comecei bem novo. Minha mãe era uma professora de música e eu cantei num coral de garotos durante alguns anos. Comecei a me interessar por sintetizadores quando era adolescente — os Kraftwerk eram meus heróis. Foi por causa deles que peguei gosto por música eletrônica. Eu estudei música no Rutgers e toquei em muitas bandas ao longo dos anos: bandas de jam psicodélicos, trios de jazz, bandas de funk, bandas de soul, um duo de synth experimental… Eu comecei a tocar mais piano solo pra conseguir me manter. Eu trabalho como DJ nos meses de verão, fazendo vários casamentos em Finger Lakes, Nova York.

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Como funciona trabalhar com o Hudson?
Eu tento introduzir a música como uma brincadeira. Quando ficamos na sala em que guardo meus sintetizadores, a música é algo que nos une. Eu percebi que não consigo nem ensinar muito a Hudson, porque ele se vira muito melhor quando o deixo descobrir por si mesmo. Nós vamos devagar. A concentração de uma criança de seis anos é limitada. Eu o ensinei como mexer com os Teenage Engineering operadores de bolso [uma linha de sintetizadores de mão] e ele aprendeu como programas as batidas!

Quais seus tipos de música preferidos?
Hudson: Eu gosto muito de, tipo, Michael Jackson e Daft Punk. Ah, e de Mozart!

O que você gosta tanto no Daft Punk?
Eu gosto muito de robôs. E eles são robôs e a música deles é muito legal, eles são muito legais.

O que você quer ser quando crescer?

Hm, não sei ainda. O que eu tô pensando agora é agente secreto.

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