

Além disso, o gosto assumido pelo lugar na sombra jamais significou que Andrew Chalk tivesse menos para mostrar que William Basinski ou até mesmo Brian Eno, dois nomes bem mais badalados da música ambient enquanto escultura de som. Que motivos contribuem então para este evidente low-profile? Pois bem, Chalk nunca promoveu o bluff dos arquivos cheios de inéditos espectaculares e até as suas principais conquistas acontecem sob a forma de composições tão discretas como a postura dele próprio. Não estranharíamos também se a natureza muito ténue da sua música tivesse contribuído para a noção de uma discografia bem mais curta do que acontece na realidade. Mas esse era um inevitável preço a pagar por quem é sonante através do silêncio e da invisibilidade, passe o paradoxo que existe nisso.
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