Quem ganha com o clima de insegurança em França?
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Quem ganha com o clima de insegurança em França?

A três dias das eleições, novo atentado no coração de Paris. Sama conta-nos em quadradinhos a sua visão dos acontecimentos.
21.4.17

(A introdução abaixo foi escrita com base em informações avançadas pela nossa plataforma VICE News)

Na noite de quinta-feira, 20 de Abril, o presidente francês, François Hollande, descreveu o tiroteio ocorrido poucas horas antes em plenos Champs-Élysées, no centro de Paris e que provocou a morte de um polícia e deixou outros dois feridos, como um acto "terrorista por natureza". Pouco depois, o auto-proclamado Estado Islâmico, reivindicou o ataque, através do seu canal Amaq, como avançado de imediato pela AFP. O grupo terrorista referiu-se ao homem envolvido no acto como "O Belga".

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Um porta-voz do Ministério do Interior francês avançou, por sua vez, que o incidente terá começado ao final da tarde, quando o atacante começou a disparar sobre agentes da polícia estacionados naquela zona central da cidade. O homem terá sido posteriormente abatido pela polícia depois de uma troca de tiros.

Fontes policiais revelaram à Associated Press que o homem estava já assinalado pelas autoridades como extremista. Quer a CNN, como a AP identificaram-no como cidadão francês e avançaram que, em 2001, terá disparado sobre outros dois agentes das autoridades. A AFP assegurou também que a polícia terá conduzido uma operação numa casa perto de Paris que se acredita ser propriedade do atacante e, de acordo com a Reuters, terá sido emitido um mandato de captura para um segundo suspeito, ainda por identificar, mas que, segundo o mandato, terá viajado para frança a partir de Bruxelas, Bélgica.


Vê também: "O Estado Islâmico"


Este fim-de-semana, a França mobiliza-se para a primeira volta das eleições presidenciais. Um processo envolto em polémica há vários meses, com quatro candidatos na frente da corrida e fortes probabilidades de a líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen, vir a ser eleita. Três dos 11 candidatos, incluindo Le Pen e Emmanuel Macron, o homem que tem estado consistentemente a subir nas sondagens e parece ser o mais forte opositor de Marine, suspenderam, entretanto, as campanhas.

Mas quem lucra com esta insegurança constante e com o estado de emergência que, desde 2015, está em vigor em todo o País, na sequência os ataques em Paris, primeiro, e Nice, depois, que causaram mais de 200 mortos?

EF Sama, tem uma ideia e partilha-a connosco.

Sama nasceu numa montanha em Minas Gerais, mas cresceu em lugares perigosos como São Paulo e Rio de Janeiro… É o irmão mais novo de uma matilha de 8 canalhas… Não acredita muito na sorte, mas sobreviveu ao crime, ao exército e à família. Tem formação em teatro e jornalismo, mas prefere fazer cinema e BD. 

No seu trabalho é notório o interesse por política e sacanagem. É autor dos livros: "A Balada de Johnny Furacão", "A Entrevista", "Xmas Thing", entre outros… É ainda o criador do " Motel Sama", uma obra de teor erótico noir, que se desdobra em séries, filmes, etc… que realiza com a sua cúmplice, Luísa Sequeira. De há uns anos para cá tem vivido em Lilliput, na Europa como refugiado intelectual…