Noisey

Rica Pancita analisa os lançamentos da sexta #93

Gal Costa e Marília Mendonça fundando o disconejo, Lil Wayne e Gloria Groove mandando um R&B nos lançamentos da semana.

E ae simpatia.

Mais um mês indo embora, e se você ainda não programou a sua viagem de réveillon, se prepara por que vai ficar mais caro agora. Era pra ter comprado antecipado, agora se ferrou. Carnaval mesmo é uns cinco meses aí. Se liga aí meu, feliz 2019.

Semana obviamente com muitos lançamentos. São bons lançamentos? Aí é questão de gosto. Apresento meus eleitos e fica a teu critério votar com a mesa ou não. É a festa da democracia.

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Agora vamo seguindo logo com isso aqui.

----AS BOAS BOAS MESMO DA SEMANA----

Gloria Groove - “Apaga a Luz”
R&B muito muito bom, do tipo que faz falta mais música em português nesse estilo (que seja muito muito bom). Tudo perfeito, da melodia à voz. Top.

Lil Wayne - Tha Carter V
Ouvi o máximo que deu desse disco de 1h27 com 23 faixas. Mas é aquilo lá, disco longo assim acaba prejudicando minha META de lançamentos da semana. E aqui há o interesse em bater meta com certeza. Fora que eu cheguei na faixa 18 já meio esquecendo o que eu ouvi nas primeiras faixas. Mas conforme esperado o disco rolou que foi uma beleza. Uma faixa ou outra de maior destaque, mas nenhuma ruim. Bom disco mas é o mesmo papo de todos os discos de rap de longa duração que surgiram esse ano: se for juntar as top mesmo dá uma playlist de 30 min.

Jeff Tweedy - “Some Birds”
Folkzinho top. De comentário mesmo só isso. Se a essas alturas do campeonato você não sabe quem é Jeff Tweedy o errado é você, não eu.

----AS OUTRAS ATÉ QUE BOAS QUE TEVE----

Prettymuch - “Solita”
Popzinho com ritmo latino popzinho. Não é grandes coisas, mas é boazinha. Continuarei defendendo o Prettymuch por manter acesa a chama do gênero boy band.

Zeeba - “Young Again”
Mais um pop EDM com melodia assobiável. Inclusive já meteram o assobio na música pra ficar mais fácil a assimilação. Num acho errado ele fazer isso. Se deu certo antes dá certo de novo. Boazinha.

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Silva - “Mil Noites de um Amor Sem Fim”
É bonitinha? É. Mas esse esquema de baladinha MPB voz-violão-orquestração eu acho meio chatinho. E cafona. Mas vá lá, é bonitinha sim.

Djavan - “Solitude”
Nova Brasil FM. Total total. Nenhuma novidade aqui, vai nessa se quiser.

Rashid - “Aeroporto, Hotel, Show”
Rap de atualização do perfil do LinkedIn. Tá no direito, a base é boa, a letra tá ok, mas é isso aí. A música em si até que é boa, mas num sei porque alguém ia querer ouvir mais de uma vez.

Thalía & Gente de Zona - “Lento”
É um reggaeton bem maneiro. A gente é forçado a ouvir tanto reggaeton meia boca feito dos lado de cá que acaba nem acreditando que sai coisa boa no estilo. Enfim, tem uma aqui. Boa boa.

Young Thug - On The Rvn
Tem essa novidade aí que tá chegando dos EUA e, pelo que eu soube, tá a maior MANIA lá entre os jovens. Chama trap. Um negócio que cê nunca ouviu nada parecido nos últimos quatro anos. Agora sobre o EP, ele não é de fato todo mal, só me dá aquela gastura de “meu Deus até quando?”. A exceção da última música, “High”, que usa “Rocket Man” do Elton John de sample, essa é exageradamente IMAGINE DRAGÕES. As outras faixas tudo bem, é som pra jovem.

Gal Costa - A Pele do Futuro
Disquinho só com faixas dançantes, muito bonitinhas, muito gostosinhas, e em algumas vezes muito exageradamente bem produzidinhas. Tem as baladinha lentinha, tem as meio samba rock e tem as disco. Inclusive estreando o conceito #disconejo com o dueto com Marília Mendonça em “Cuidando de Longe”. Disconejo, se liga nessa onda. Bom disco.

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Robyn - “Honey”
Eletro popzão esquema década passada. É até que legalzinha, mas não me bateu tanto assim. Mas sei lá, vale a tentativa.

Chemical Brothers - “Free Yourself”
Uma música pra lá de Chemical Brothers. Do uso intenso de flanger, tecladinhos que “já ouvi isso aqui em algum lugar”, batidas nem tanto em uso assim atualmente, barulho de alarme de carro. É boa, bateu o saudosismo nessa.

The Prodigy - “Light Up the Sky”, “Need Some1”
Mesma coisa que falei agora do Chemical Brothers, só que muda o produtor. Pitch acelerado, BPM acelerado, som de frito. Bom também, bateu o saudosismo também.

Fleet Foxes - “Isles”
Folkzinho aí que imagino que você esteja ligado já. Bom, lentinho, o cara canta bonito demais, etc. É joia.

St. Vincent - “Slow Slow Disco”
Lentinha no piano. Bem bonitinha de tar ouvindo. Boa faixa.

Tyler, The Creator - “Potato Salad”
Bom também. Batida mais pra antiguera, praticamente noventista esse negócio. Aí tem os cara rimando. Aí fica legal. Tô meio ruim de descrever as músicas hoje, eu sei.

Iza - “Dona de mim”
Rap R&B que ok, legal, mas essa base prejudicou um pouco. Esse monte de MIADO “uuuhhh” com pitch alterado, nossa senhora chega uma hora que fica insuportável. Se não fosse isso tava tudo certo.

Chic - It’s About Time
Disco ok, bom, puro bom gosto, Nile Rodgers etc, mas não tem aquele #frescor. Tudo soa antigo, mesmo nas faixas mais modernosas que tem, como “Do You Wanna Party” e “State Of Mine (It’s About Time)” que soam como um french house (antigo). Obviamente o Rodgers não tem culpa nenhuma disso, mas também não vou achar um PUTA DISCÃO um negócio desse. É bom. Inclui Lady Gaga cantando “I Want Your Love”.

----AS QUE NÃO FICOU LEGAL NÃO----

Não teve. Hoje eu tô relax.

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