Fotografia

60 fotos dos bastidores das míticas 24 Horas de Le Mans

É uma das mais importantes corridas de automóveis do Mundo e, provavelmente, a mais dura em circuito. Homens e máquinas levados ao limite e 250 mil pessoas a vibrarem intensamente.

Por Sérgio Felizardo
25 Junho 2018, 3:29pm

Todas as fotos pelo autor, captadas com o Huawei P20 Pro.

À medida que me aproximo de Le Mans vêm-me à cabeça memórias de infância. Michel Vaillant, claro. Mais concretamente O Fantasma das 24 horas, livro clássico da colecção original das aventuras do piloto francês, criado por Jean Graton há 71 anos. Vaillant já regressou a Le Mans depois desse álbum de 1978 - em 2017, numa das iniciativas que celebraram os 70 anos da primeira publicação na revista Tintin, uma parceria com a equipa Rebellion levou mesmo a equipa Vaillant a competir em "carne e osso" naquela que é, provavelmente, a mais mítica competição automóvel do Mundo -, eu é que há muito que deixei de acompanhar Michel, Steve Warson, os arqui-inimigos da equipa Leader... mas, nem sei bem porquê.

Há muito deixei também de acompanhar o mundo do desporto automóvel. Num momento pós-Senna vs. Prost, com as transmissões da Fórmula 1 a deixarem os canais abertos, a Rally de Portugal a entrar num hiato internacional de relevo, enfim, o vazio acabou por ser preenchido por outras coisas. No entanto, na manhã do dia 16 de Junho de 2018, ao aproximar-me do Circuit des 24 Heures du Mans, fui invadido por essas memórias de puto que me recordaram que, em tempos, quis muito estar ali a ouvir os VROMMMMM, ROARRRR e VROWWS ao vivo e a cores. Arrepiei-me todo e até me emocionei. Mesmo.

Este ano não estava o "Team Vaillant", mas estava um Fernando Alonso que, com a sua equipa Toyota, acabaria por, no domingo, 17 de Junho, conquistar a "Triple Crown" - venceu o Campeonato de F1, as 500 Milhas de Indianapólis e agora Le Mans -, depois de 388 voltas ao circuito e 5.232,9 km percorridos.

Também estava Lamy, em Aston Martin, Félix da Costa num BMW, Filipe Albuquerque ao volante de um Ligier, a equipa portuguesa Algarve Pro Racing (sem qualquer piloto nacional) e 250 mil aficcionados, daqueles que fazem milhares de quilómetros e acampam durante uma semana inteira junto ao recinto (ou mesmo dentro) e, ano após ano, têm em Le Mans um ponto de peregrinação inevitável.

Como em tantos outros eventos, estes são aqueles que fazem da corrida mais do que uma simples corrida, mas um estilo de vida. E isso significa estar o mais perto possível da pista, das máquinas, do cheiro a óleo e a pneu, do calor do asfalto e dos motores. E se isso significa estacionar os ferraris e os porches à porta das tendas e das caravanas, pois que assim seja.

E ter a oportunidade de viver isto de uma forma privilegiada, com acesso exclusivo aos pontos mais míticos do circuito, como a Curva de Indianapólis, Tete Rouge, a Grelha de Partida, as boxes da Aston Martin em plena competição, passar das vedações para trás dos rails de protecção - com apenas uma missão: explorar todo o potencial fotográfico do novo Huawei P20 Pro -, é algo de verdadeiramente inesquecível.

E, como a prova é, por si, um autêntico parque de diversões para quem gosta de fotografia, seja de forma amadora ou profissional, não é difícil acabar com quase duas mil imagens captadas (ainda para mais, porque andas apenas com um telefone na não e não com quilos de material às costas) e uma dor de cabeça gigante para conseguir uma selecção limitada para publicação.

E é por isso que, em vez das habituais 20 fotos das nossas galerias, vos espeto aqui com 60... Uma viagem mais ou menos cronológica aos bastidores de Le Mans, das bancadas às curvas, da intensidade do paddok ao folclore exterior, do stress das equipas à concentração dos mecânicos e ao bailado dos bólides na pista.

A VICE Portugal viajou a convite da HUAWEI Portugal. Vê mais fotos abaixo.

Aquele momento (isolado) em que 2016 ligou.

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