As autoridades prenderam o suspeito de atirar nos membros de uma igreja negra histórica em Charleston, Carolina do Sul, matando nove pessoas na noite de quarta-feira.Falando para a televisão na quinta-feira, Loretta Lynch confirmou que o suspeito, Dylann Storm Roof, 21 anos, de Lexington, Carolina do Sul, está sob custódia das autoridades. A mídia local informou que Roof foi pego em Shelby, Carolina do Norte, mas o prefeito de Charleston, Josheph P. Riley, se recusou a comentar o paradeiro do suspeito, segundo o New York Times.
Publicidade
Quando a caçada ainda estava em curso, as autoridades federais liberaram uma foto de Roof que foi postada online na quinta-feira pelo jornal local Post and Courier. Mais cedo na quinta, a polícia liberou fotos do atirador tiradas de um vídeo de segurança mostrando um sedan cinza, que a polícia acredita que ele tenha usado para fugir da cena.
O atentado aconteceu por volta das 21h30 na Igreja Emanuel AME – uma das igrejas negras mais antigas e importantes da cidade – que chegou a receber a visita de Martin Luther King Jr. Roof chegou à reunião da igreja e ficou lá por quase uma hora antes de começar a atirar, disse Mullen..@FBI confirms that Dylann Roof, 21, of #Columbia area is suspect in #CharlestonShooting. #chsnews pic.twitter.com/FFYhF1CwYz
— The Post and Courier (@postandcourier) 18 junho 2015
Roof teria ficha criminal e estaria solto sob fiança por acusações relacionadas a drogas e invasão na hora do tiroteio.Oito pessoas foram encontradas mortas no local e outra pessoa morreu mais tarde no hospital, segundo Mullen. As vítimas do ataque foram seis mulheres e três homens, disse Mullen na manhã de quinta-feira, mas não deu mais detalhes sobre elas."Acredito que tenha sido um crime de ódio", Mullen disse aos repórteres, explicando que uma falsa ameaça de bomba complicou a investigação inicial. "Rastreamos o suspeito com cães policiais, tentando assegurar que ele não estivesse na área para cometer mais crimes. Então recebemos a informação de que haveria um explosivo na cena. Focamos na segurança não só dos policiais e paramédicos na cena, mas de todos os membros do público."Dr. King at #EmanuelAME. #HistoricBlackChurch #CivilRightsMovement #CharlestonShooting pic.twitter.com/Iu3ihGjQ2V
— The King Center (@TheKingCenter) 18 junho 2015
Publicidade
O líder da House Minority, Todd Rutherford, mais tarde confirmou que pastor da igreja, o senador estadual Clementa Pinckney, estava entre as vítimas. Os nomes de outras vítimas devem ser liberados assim que as famílias forem avisadas, disse Mullens.O prefeito Joe Riley disse que a polícia da cidade está sendo auxiliada por xerifes estaduais, a Divisão de Aplicação da Lei e o FBI, de acordo com o jornal local Post and Courier. Riley descreveu o incidente como "a cena mais triste que testemunhei na vida", acrescentando que "essa pessoa horrível ter atirado neles é o ato mais inexplicável e obviamente intolerável possível".Postado em 17 de junho, quarta-feira, 2015.A igreja Emmanuel AME é uma igreja afro-americana com raízes em 1817, quando várias comunidades se separaram da igreja Metodista Episcopal de Charleston, de acordo com a AP. A igreja foi incendiada depois que o fundador, Denmark Vesey, tentou organizar uma revolta de escravos em 1822. Os paroquianos tiveram que se esconder até depois da Guerra Civil Americana.A igreja anunciou que vai realizar um encontro de oração ao meio-dia da quinta pelas vítimas, suas famílias e amigos, pedindo que a comunidade se junte a eles.A Associated Press contribuiu com essa reportagem.Tradução: Marina Schnoor