Desastre em Mariana

Três anos depois, MP formaliza indenização aos atingidos pelas barragens em Minas

Ministério Público mineiro responsabiliza Samarco, Vale e BHP a reparar todos os direitos violados dos moradores.
Foto: José Cruz/Agência Brasil 

Nas vésperas da data que marca os três anos do rompimento da Barragem do Fundão, no município de Mariana, em Minas Gerais, o Ministério Público mineiro (MP-MG), formalizou na última terça-feira (2), um acordo entre as empresas Samarco, Vale e BHP de indenização as vítimas do desastre.

O termo propõe que os atingidos façam o cadastro junto a Fundação Renova (organizada pelos moradores), com as propostas de indenização. As negociações ocorrerão no prazo de um ano. Os moradores serão assistidos por advogados contratados e caso os prazos sejam descumpridos, haverá multas em prol das vítimas. A fundação estima que 900 famílias serão indenizadas.

O acordo contempla a reparação integral de todos os prejuízos sofridos, incluindo danos morais e materiais. A vítima que discordar com a proposta oferecida pelas empresas poderá recorrer e indicar um novo valor que qualifique como justo o dano sofrido.

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem causou a morte de 19 pessoas. A lama composta por metais pesados se espalhou pelos distritos próximos, poluiu o Rio Doce e chegou até o oceano Atlântico.

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