Beyoncé escolhe o primeiro fotógrafo negro a fazer uma capa da Vogue em 126 anos

Depois de ganhar o controlo total sobre a edição de Setembro da revista norte-americana, Queen Bey escolheu Tyler Mitchell, de 23 anos, para a sessão de fotos.

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ago 2 2018, 4:01pm

via @tylersphotos

Este artigo foi publicado originalmente na nossa plataforma i-D US.

Podes entrar Tyler Mitchell, fotógrafo e realizador de 23 anos, aprovado por Beyoncé, vamos receber-te agora! Depois de fotografar vários editoriais para a sua publicação preferida (a VICE, claro está!), capas para a Teen Vogue, The Fader, Office Magazine e campanhas para Marc Jacobs e Ray Ban, o jovem, nascido em Atlanta e formado na Universidade de Nova Iorque, vai mudar o futuro da moda após se tornar no primeiro fotógrafo negro a fazer uma capa para a Vogue US em toda a história de 126 anos da revista (sim, 126 anos!).

É um bom status, tendo em conta que há boatos de que esta venha a ser a última edição da editora-chefe, Anna Wintour, aos comandos – apesar da empresa-mãe da Vogue, Condé Nast, negar repetidamente que ela esteja prestes a deixar a o posto –, a escolha de Mitchell marca uma grande mudança. Novos talentos, nova visão, nova energia.

Então, porque é que depois de 126 anos de domínio do olhar branco, a Vogue norte-americana contratou, finalmente, um fotógrafo negro para fotografar uma capa? Bem, de acordo com o Huffington Post, que revelou originalmente a notícia, a decisão foi da chefe toda-poderosa: Beyoncé. "A razão pela qual um fotógrafo negro de 23 anos está a fotografar Beyoncé para a capa da Vogue, deve-se ao facto de Beyoncé ter usado o seu poder e influência para lhe conseguir essa tarefa", assegura uma fonte da publicação.

É importante frisar que esta não é a primeira vez que Beyoncé é capa do número de Setembro da Vogue US. A primeira foi em 2015, quando foi fotografada por Mario Testino, um favorito de longa data de Wintour, que entretanto caiu no esquecimento após inúmeras acusações de exploração sexual. Não foi, portanto, surpresa que, desta vez, Testino não tenha recebido o telefonema.

Neste mundo pós-#MeToo/Presidente Trump, precisamos de novos heróis para colocarem as suas lentes em 2018 (e mais além). A estrela em ascensão Tyler Mitchell pode ajudar-nos a imaginar (e documentar) um amanhã melhor.


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