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Cinco músicas eletrônicas que foram trilhas inusitadas de filmes de Hollywood

Aproveitamos o lançamento de ‘Esquadrão Suicida’ para ver como a eletrônica e o filão de superheróis tem se dado no cinema ao longo dos anos.
Suicide Squad screenshot via YouTube

Matéria originalmente publicada no THUMP Canadá.

Depois de mais de dois anos de expectativa e de uma porrada de escolhas bizarras de elenco, o blockbuster de verão mais esperado de 2016, Esquadrão Suicida, finalmente chegou. Infelizmente, não só o filme foi recebido com críticas negativas no fim de semana de estreia, como também a trilha sonora não é lá essas coisas. Há colaborações constrangedoras entre rappers e produtores famosíssimos, e produções surpreendentemente capengas de astros em ascensão.

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Embora a relação entre a música eletrônica e filmes de franquias de super-heróis nem sempre leve a parcerias constrangedoras, a obsessão de Hollywood com trilhas sonoras contendo vários gêneros de música resultou em algumas esquisitices aqui e ali. De Batman a Matrix, aqui estão cinco músicas exemplificando o que houve de bom, de ruim e de feio.

1. Massive Attack feat. Tracey Thorn - "The Hunter Gets Captured By The Game" (Batman Forever, 1995)

Um cover de uma música das Marvelettes, um sucesso da Motown, a versão lenta de "The Hunter Gets Captured by the Game", do Massive Attack em parceria com Tracey Thorn, a vocalista do Everything But The Girl, criou os precedentes para o uso de música eletrônica na franquia Batman. Dois anos depois, a trilha sonora do filme seguinte, Batman & Robin, não só incluiu o techno jam progressivo "Moaner", do Underworld, como também "Fun For Me", uma faixa de electro-pop meio jazzística da dupla inglesa-irlandesa Moloko (o primeiro projeto de Róisín Murphy antes de entrar na carreira solo).

2. The Prodigy - "Mindfields" (Matrix, 1999)

Quando o Neo de Keanu Reeves e a Trinity de Carrie Anne-Moss se encontram pela primeira vez em uma boate no filme original, o momento em que os dois se apresentam é acompanhado por "Mindfields", do Prodigy, uma faixa do terceiro disco dos pioneiros da música eletrônica inglesa, The Fat of the Land. Dali em diante, a franquia experimentou o mundo do trance, com "Dread Rock", do produtor veterano Paul Oakenfold sendo usada em Matrix Reloaded, de 2003. O spin-off animado Animatrix teve em sua trilha faixas de Junkie XL, do qual você talvez se lembre como o cara por trás daquele inescapável remix do Elvis Presley de 2002.

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3. Basement Jaxx - "Where's Your Head At" (Lara Croft: Tomb Raider, 2001)

Angelina Jolie incorporou a mais sedutora caçadora de relíquias do mundo dos videogames quando estrelou a adaptação live action, em 2001. Por sorte, o responsável, seja lá quem for, pela trilha sonora, mandou bem reunindo rocks alternativos famosos, músicas pop e artistas da música eletrônica, sem botá-los para fazer colaborações pavorosas. A dupla britânica Basement Jaxx estava fazendo onda em todas as plataformas na época, com seu hit de dance music "Where's Your Head At", então, em termos de marketing e de compatibilidade, a música pareceu estar em casa dentro da trilha desse filme.

4. Eve & Fatboy Slim - "Cowboy" (Blade II, 2002)

O fim dos anos 90 e o começo dos anos 2000 foi uma época em que várias grandes gravadoras muitas vezes consideravam sábio criar parcerias improváveis para alguns blockbusters (não esqueçamos o desastre "Come With Me", de Puff Daddy e Jimmy Page, da trilha de Godzilla). Como se as estripulias com espada e chupação de sangue de Wesley Snipes na franquia Blade não fossem cafonas o bastante, a trilha sonora do segundo filme provavelmente é a pior trilha sonora da história das trilhas sonoras. Mystikal e Moby? Ice Cube e Oakenfold? Não, obrigado. O crime mais grave é "Cowboy", uma parceria entre Fatboy Slim (cujo mega sucesso "Praise You" tocou em Segundas Intenções) e a rapper Eve, da Filadélfia, na qual a segunda manda uns versos de dar sono em cima de um ritmo eletrônico maluco.

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5. Wiz Khalifa, Juicy J & Ty Dolla $ign feat. Kill The Noise & Madsonik - "Shell Shocked" (As Tartarugas Ninja, 2014)

Embora eles sejam mais famosos, respectivamente, por chegar ao topo das mais tocadas com musicões de festa sobre jogar maços de dinheiro em strippers e/ou fumar maconha, o electro-rap bosta de Wiz, Juicy J e Ty, produzido pelos pesos pesados da EDM Kill The Noise e Madsonik, consegue pular o esgoto e ir direto para as profundezas do inferno. A última coisa de que um filme tão decepcionante quanto esse precisava era de uma música contendo versos como "Bought the orange Lamborghini, call it Michelangelo", mas, para grande desgosto dos fãs das Tartarugas Ninja, foi o que recebemos, e nos odiamos mais ainda por isso.

Max Mohenu está no Twitter.

Tradução: Marcio Stockler