O repórter Pedro Falcão
Todas as fotos por Raphael Tognini

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comportamento

Uma festa da porra!

Lembra quando o boato "drinks a base de sêmen humano fazem sucesso nas baladas” que avassalou a internet? Testamos.
30.8.13

Sempre tive na cabeça que o tempo como mortais aqui neste mundão não é feito 100% de rolês ponta-firme. Por sorte, inexplicavelmente, eu também sempre soube que quando a vida bate à sua porta com uma oportunidade do tipo experimentar a própria porra em um pique de muita curtição etílica entre seus mais chegados, é bem óbvio que não se pode recusar.

Antes de botar a cabecinha pra fora e abrir a vodca, vamos a algumas constatações básicas: sorver do próprio suco sagrado de amor na companhia de sua gatinha, com goró o bastante na mesa pra esquecer até qual foi a última vez que você bateu uma punheta, é um dos rolês mais honrosos de que um ser humano dotado de glândulas escrotais pode desfrutar. Qualquer pessoa que venha me falar o contrário é automaticamente um babaca em qualquer dimensão ou círculo social.

Não se ofenda ainda. Talvez sua parceira de putarias mil não seja lá muito chegada a engolir seu sêmen, o que é compreensível. Nessa situação, tô ligado que tocar uma festa da porra assim simplesmente não rola.

Mas, gozando pra dentro ou pra fora, seja na adolescência ou na vida adulta, é impossível de se passar ileso sem, no mínimo, em algum momento, sentir um pouco de porra em sua boca (a não ser que nenhum momento de sua vida sexual envolva pirocas, mas já vamos chegar lá). Ou vai dizer que você é daqueles otários que não consegue nem dar um beijinho depois de um belíssimo oral? Ou que nunca teve o mínimo de curiosidade em saber que caralhos de gosto tem aquilo saindo do seu pau nas bronhas furiosas da juventude?

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Engraçado é que a primeira coisa que pensei quando pintou a ideia de colocar minha porra em um drink e dar pra galera tomar foi por que não tinha pensado nisso antes?

Finalmente, quando chegou o dia em que armamos a festa, percebi miseravelmente que não manjava porra nenhuma de fazer drinks. Corri pra internet e resgatei umas receitas quaisquer de White Russian e de Pisco Sour. Os drinks encaixam perfeitamente no tema porque o primeiro leva leite, e o segundo, clara de ovo — provavelmente as duas coisas mais próximas a sêmen que você tem na geladeira agora mesmo. Aproveitei e também colei no meu irmão, que me ensinou com uma metodologia contemporânea (ou seja, usando o YouTube) como preparar os dois gorós.

Além disso, por mais que me achasse o mestre da punheta até então, eu suspeitava que precisava afinar alguns detalhes pra fazer tudo certinho no dia da festa. Por isso, descolei um macete profissional da indústria pornográfica pra aumentar a quantidade de porra na hora de gozar. Basicamente, você tem que passar um dia inteiro se masturbando sem ejacular, pra chegar no momento certo e colocar tudo pra fora. É uma puta dica de ouro se você pretende seriamente ingressar na carreira pornô, pra falar a verdade.

Anotei tudo em um papel amassado e sujo, comprei os ingredientes que faltavam, e fiquei esperando os convidados chegarem. Só faltava mesmo produzir a gozada pra dar o toque final no goró.

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Com todo mundo pronto pra começar as atividades na sala, fiquei um pouco frustrado quando, na hora de botar o material no copinho, consegui tirar menos que uma dose completa de porra. Percebi que dar uma escapadinha entre o White Russian e o Pisco Sour pra recarregar o estoque seria inevitável. Aliás, isso é importantíssimo: o sêmen tem que ser fresquinho pro drink ficar da hora. Se não, tudo o que você vai ter é uma geleia meio estranha boiando no copo e não se misturando com nada. Não rola.

Fazer um White Russian é bem descomplicado. Primeiro, coloque muito gelo num copo bonitão, desses que você rouba do bar, e depois preencha o resto com quatro doses de vodca e mais duas de licor de café. É aí que entra a porra: você tem que completar o copo com o seu leite de saco pra deixar tudo branquinho, como manda o nome do drink.

Modéstia a parte, ficou do caralho.

Mesmo misturando tudo com o dedo antes de tomar, o primeiro gosto que você vai sentir é o da porra no fundo da sua língua, apesar de não ser muito forte. Pra minha sorte, meu sêmen tinha suaves toques frutais e doces, que combinou perfeitamente com o White Russian.

Depois de uns minutos, rolou uma sensação totalmente nova em minha vida. Por conta do gelo, a porra acabou solidificando mais rápido do que o normal. No final do drink, senti meus dentes do fundo grudando quando eu abria e fechava a boca, como seu eu tivesse misturado algum tipo de cola ali no meio. Fiquei pensando como bukkake pode ser um rolê bem pegajoso.

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Foi então que apareceu um casal de amigas que estavam curiosas pra saber o que estava rolando na festinha. "Pê, a gente nunca colocou nada boca que viesse de um homem", disseram as duas quando entraram pela porta. "Mas você é um 'princeso', então a gente quer experimentar sua porra também!" Na boa, essas foram algumas das palavras mais bonitas que me disseram em toda a existência. Como eu podia negar um pedido desses?

Elas tomaram um golinho cada uma, olharam uma pra outra e abriram um sorrisão. "Nossa, Pê! Sua porra é muito boa!". E eu, oras, só fiquei emocionado. No mínimo, ficou provado que mesmo quem não curte rola vai transar um drink gozado.

Cinco minutos depois, assim que bati o copo vazio na mesa, lembrei que ainda precisava preencher um shot inteiro de porra pra fazer o próximo drink, o Pisco Sour. Enquanto as garotas estavam curtindo na sala, fui ao banheiro terminar o serviço.

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São poucas as situações mais frágeis do que socar uma bronha no meio do banheiro, em silêncio, enquanto suas visitas estão rindo alto e falando merda do outro lado da porta. Teve que rolar uma concentração pra próxima gozada, mas a experiência falou mais alto e botei o enorme acervo foto-pornográfico da minha mente pra funcionar.

Mais rápido e melhor do que eu esperava, consegui preencher um pouco mais da metade de uma dose, o que, sinceramente, já era mais do que o suficiente para fazer o goró. Voltei para a sala feliz e muito orgulhoso de conquistar uma punheta com tantas condições adversas. Com a risada e as palmas de todo mundo durante meu retorno triunfal, aposto que elas perceberam exatamente no que eu estava pensando naquela hora.

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Fazer o Pisco Sour foi um pouco mais complexo – pelo menos pra mim, que não manjo um cacete de bartending. Primeiro, você tem que deixar um copo longo gelando enquanto prepara os outros ingredientes. Em um mixer, você joga duas doses de Pisco, uma de suco de limão fresco (óbvio) e mais uma de goma de açúcar. Para finalizar, virei o copinho de porra que tinha acabado de produzir no lugar da clara de ovo.

Dessa vez, o sêmen estava mais grosso do que na primeira rodada. Por alguma razão bizarra, a goma de açúcar não ajudou muito no processo também, e a porra não se misturou tão bem quando chacoalhei tudo no mixer. Na sequência, joguei tudo dentro do copo que estava no freezer e coloquei umas gotas de Angostura pra finalizar.

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Pra conseguir aproveitar ao máximo o ingrediente corporal, peguei uma colher e raspei as paredes do mixer pra não desperdiçar até a última gota de sêmen que tinha ali dentro.

O limão apaziguou totalmente o gosto do esperma, então, só deu para notar um pouco do tom amargo da porra no fim de cada gole. Apesar de eu não ter curtido muito, as meninas acabaram terminando com tudo.

Como da primeira vez, no fim, recebi os devidos elogios, mas desconfiei que depois de quase 10 doses de álcool, não era só a vontade de tomar porra que estava falando mais alto. Estava chegando a hora de fechar a sessão de sêmen, apesar de que o goró iria continuar até o fim da noite.

A grande lição de vida aqui, além de aprender a fazer drinks com nomes pomposos e gozar como uma estrela pornô (ou quase isso), foi passar por uma experiência muito sincera comigo mesmo e também com pessoas queridas à minha volta.

Rola muito aquela sensação de que, depois que você engole a porra de alguém, sua conexão com aquela pessoa sempre vai ser a mais honesta do mundo. Não é só como se as minhas amigas me conhecessem mais intimamente agora. Não, é um pouco mais do que isso: elas sabem exatamente qual é o meu gosto. De quantas pessoas em sua vida você pode dizer o mesmo? Eu, pelo menos, sei muito bem.

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