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Música

Discos: Youth Lagoon

Há muito tempo que um disco tão fofinho não me arrebatava desta forma.

Wondrous Bughouse
Fat Possum
9/10 Nota prévia: não acredito em magia, países maravilhosos, fadas, anões, bruxaria, ou duendes. Isto, claro, a menos que esteja hipnotizada, ou a ouvir música bonita. Quando veste a capa de Youth Lagoon, o norte-americano Trevor Powers tem, certamente, poderes (sim, pun intended) extra-sensoriais e, tal como já havia feito em 2011 com The Year of Hibernation, Powers toca-nos cá dentro. É impossível ficar indiferente perante a ousadia do trabalho de um homem só. Um trabalho tão completo quando intenso. Ouça-se “Pelican Man”, por exemplo. O que é aquilo? Não há propriamente explicação: há, sim, muita exploração. Combinações quase caseiras, vocais com um je ne sais quoi Thom Yorke, pianos que nos lembram de Sigur Ròs há dez anos, criatividade nos sintetizadores e o tomo mais sentimental, que nos move. Há muito tempo que um disco tão fofinho não me arrebatava desta forma.