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O André Paste Debutou ‘Shuffle’, um Disco Saladão pra Todo Mundo Dançar e Curtir a Valer

O menino de ouro dos mashups está estreando seu novo disco, 'Shuffle', que conta com participações especialíssimas e disponibilizou o trampo pra download e streaming.

Se você é um ávido leitor do conglomerado VICE já deve ter dado um bizu no Noisey, o melhor site de música da internet. É lá que eu escrevo a maior parte do tempo, quando não estou quebrando um galhinho aqui no THUMP. Um articulista muito reconhecido na nossa panelinha é o André Paste, que sempre traz uns textos geniais sobre assuntos aleatórios de ordem musical, como Nego do Borel, flyers virtuais e clipes com animação de baixo orçamento.

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Mas na verdade este é o galho que o Paste quebra pra gente, porque o negócio dele é produzir. Além de seus famosos mashups, nosso menino de ouro está lançando seu primeiro disco, Shuffle, que deu um trabalhão pra ficar pronto e contou com a participação de muita gente bonita, como o João Brasil, Silva, Waldo Squash e até o Mozine cantando um reggaera firmeza.

Diz o Paste que o Silva foi o "braço direito no estúdio o tempo todo" e o trampo levou dois anos pra ficar pronto porque os caras são muito exigentes. O début terá uma versão física também, que chegará às prateleiras em novembro. Por enquanto, a gente fica com seu Soundcloud, para ouvir online, e o link oficial para download.

Aproveitei os poderes de Greyskull que me foram investidos pra ouvir o disco em primeira mão no fim de semana e, logo em seguida, contatei o André via Skype pra lhe arrancar umas palavrinhas.

Me conta do disco. É o primeiro né?
É o primeiro sim. Eu fazia mashup antes né, juntava as coisas dos outros. Agora tem dois anos e pouco que eu tô fazendo esse disco. Muito tempo. E lançar é um alívio, bicho [risos], porque disco é foda.

Esse tempo foi pra reunir a galera?
A galera desde o começo já estava certa, logo que eu decidi fazer o disco, já tinha combinado com todo mundo. Mas como é a primeira coisa, eu demorei a largar mão, sabe? Sempre queria melhorar, mudar alguma coisa. Isso que demorou mais, esse processo, gostar do produto final e largar tudo. É foda, porque minhas referências são muito altas, e aí pra alcançar essas referências é muito difícil, por isso que eu demorei a lançar. A gente quer melhorar, melhorar, melhorar… agora eu acho que ficou no ponto.

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Atingiu suas expectativas ou superou?
Pô, superou. De como estava no começo até agora, com certeza superou. Não que estivesse ruim no começo, mas é que passaram dois anos, deu pra amadurecer muito nesse caminho. Eu aprendi muito neste tempo, e deu pra ir melhorando muita coisa.

E por que esse nome Shuffle? Porque é um saladão mesmo?
É, realmente. Porque o disco é um "shufflezão", tem de tudo. Mozine cantando reggae, tem o Silva, tem o Holger. Todas as pessoas que participam do disco são muito diferentes entre si. Aí ficou essa galera toda. Tipo, se você é um pouco eclético, quando coloca o shuffle do iTunes, vai tocar um monte de coisa diferente. O meu disco tem uma junção, mas você vai ouvir um monte de coisa diferente.

E esses caras são todos seus amigos?
Sim, todos. Gravei com gente que eu gosto, todo mundo meu amigo. Não necessariamente andando junto, mas são meus amigos.

E o que você tem ouvido?
Eu nunca ouvi uma coisa só… Kanye West eu sempre ouvi muito, é um cara que eu acho muito foda musicalmente. Eu gosto muito do Diplo, não somente as produções musicais, mas as executivas. Pô, muita gente, cara! E gosto muito de funk também. Funk, sempre.

Tipo o Nego do Borel?
Nego do Borel é mais um personagem que música né? Mas eu gosto dele também, tem muita música boa. E tem o MC Colibri que também é muito foda. Eu gosto de funk. [risos] É um negócio que tá na minha vida desde que eu me entendo por gente, Furacão 2000 e tal. E antes da internet, ouvia todo verão.

É, estamos na mesma. Uma faixa desse disco que eu curti bastante foi a "Réquiem Para um Tiësto", que é um tecnobrega muito bom, me fez balançar na cadeira. Como foi produzir esse trampo?
É um trance doido né? Foi uma ideia louca que surgiu que eu não sabia se era fácil executar, de misturar trance com tecnobrega. Eu achava que fazia sentido juntar os dois, não sei porquê. Aí quando cheguei com o Silva no estúdio, ficamos ouvindo vários trance pra se inspirar e fazer sentido, algumas coisas do Tiësto, e aí surgiu a música. O Waldo Splash participa cantando e a letra surgiu em sete minutos. Eu pedi pro Waldo gravar pra mim e ele fez de lá do Pará mesmo, porque ele ia pra uma turnê na Europa no dia seguinte.

Vai rolar show de lançamento pelo mundo?
Vai rolar sim! Tenho que formatar o show, mas vai rolar. E é muita gente, não sei como vou fazer pra juntar todo mundo, mas tem que rolar. Tô agilizando um clipe com o pessoal do Netcic também, estamos nos primeiros contatos mas quero fazer dar certo.

Eu tô ansioso tanto para ver o flyer desse show, quanto para o clipe com a Netcic!