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Cashu e a arquitetura das festas de rua

A DJ e produtora de festas em São Paulo quer transformar a cidade com rolês na rua e em prédios abandonados.

Em março, na coluna Mulher do Dia, vamos diariamente parar por um minutinho o torno informacional para respirar e pensar sobre quantas vezes nós levamos realmente a sério o fato de que muitas das nossas artistas preferidas são, todos os dias, mulheres.

Arquitetura, festas na rua e DJs sets podem, à primeira vista, ter pouco em comum. Não para a paulistana Carol Schutzer, ex-estudante de arquitetura, que começou a fazer festas na rua e não demorou a se interessar também pelos decks.

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Mais conhecida como Cashu, nossa Mulher do Dia conta que de frequentadora da cena independente de eletrônica em São Paulo, passou a ouvir muito som, a trabalhar na produção dos rolês o que a levou, quase que organicamente, a montar sua própria festa, a Mamba Negra.

O encontro mensal dadá-sonoro-performático, que Cashu organiza com sua amiga Laura Diaz — que mais didaticamente pode ser chamado de festas de "minimal techno macumba" — propõe uma pira estética que vai além do meramente visual. Inserida em performance, ocupação, intervenção, música e vídeo, a DJ entende que tudo parece se encontrar em um plano só.

Em março, na coluna Mulher do Dia, vamos diariamente parar por um minutinho o torno informacional para respirar e pensar sobre quantas vezes nós levamos realmente a sério o fato de que muitas das nossas artistas preferidas são, todos os dias, mulheres.

Arquitetura, festas na rua e DJs sets podem, à primeira vista, ter pouco em comum. Não para a paulistana Carol Schutzer, ex-estudante de arquitetura, que começou a fazer festas na rua e não demorou a se interessar também pelos decks.

Mais conhecida como Cashu, nossa Mulher do Dia conta que de frequentadora da cena independente de eletrônica em São Paulo, passou a ouvir muito som, a trabalhar na produção dos rolês o que a levou, quase que organicamente, a montar sua própria festa, a Mamba Negra.

O encontro mensal dadá-sonoro-performático, que Cashu organiza com sua amiga Laura Diaz — que mais didaticamente pode ser chamado de festas de "minimal techno macumba" — propõe uma pira estética que vai além do meramente visual. Inserida em performance, ocupação, intervenção, música e vídeo, a DJ entende que tudo parece se encontrar em um plano só.

Depois de aparecer na lista da FADER sobre artistas para prestar a atenção ao redor do mundo, a paulistana falou sobre como tem se estabelecido na cena e diz que não tem pressa a começar a produzir seu próprio som. Leia a entrevista:

THUMP: Como você começou a trabalhar com música?
Cashu: Era frequentadora de festas da cena independente de São Paulo, como Voodoohop e Carlos Capslock. Pesquisava e ouvia muita música, comecei a trabalhar com produção nessas festas e depois de uns anos comecei a tocar em algumas ocasiões também.

Você já sofreu algum preconceito no meio musical por ser mulher?
Já, como alguns comentários do tipo... "essa montagem está errada, isso acontece quando a festa é organizada por mulheres."

Que mulheres você tem como influência/referência?
Nunca pensei sobre isso, quem influenciou bastante no começo foi uma amiga Kamila Tatim, me mostrou sons bem diferentes. De produtora e DJ curto muito o som da Chloé, ultimamente tem ouvido bastante os sets da Margareth Dygas e também dancei horrores um set da CarolMattos de BH, ela arrasou quando tocou aqui na última Mamba.

Você tem interesse em começar a produzir seu próprio som?
Ainda não sinto necessidade de começar a produzir, ainda tenho outras prioridades e trabalhos que preciso dar continuidade. E acredito que ainda tenho muito tempo pela frente para aprender melhor e me dedicar com mais calma a isso

Você vê melhorias na indústria musical? Acha que está surgindo mais espaço para mulheres?
Acho que sim, porque hoje em dia temos cada vez mais mulheres tocando, produzindo e organizando festas.

Você tem dicas para mulheres que estão começando agora na música?
Individualidade e confiança no que está fazendo.

Siga o THUMP nas redes Facebook // Soundcloud // Twitter.

Depois de aparecer na lista da FADER sobre artistas para prestar a atenção ao redor do mundo, a paulistana falou sobre como tem se estabelecido na cena e diz que não tem pressa a começar a produzir seu próprio som. Leia a entrevista:

THUMP: Como você começou a trabalhar com música?
Cashu: Era frequentadora de festas da cena independente de São Paulo, como Voodoohop e Carlos Capslock. Pesquisava e ouvia muita música, comecei a trabalhar com produção nessas festas e depois de uns anos comecei a tocar em algumas ocasiões também.

Você já sofreu algum preconceito no meio musical por ser mulher?
Já, como alguns comentários do tipo… "essa montagem está errada, isso acontece quando a festa é organizada por mulheres."

Que mulheres você tem como influência/referência?
Nunca pensei sobre isso, quem influenciou bastante no começo foi uma amiga Kamila Tatim, me mostrou sons bem diferentes. De produtora e DJ curto muito o som da Chloé, ultimamente tem ouvido bastante os sets da Margareth Dygas e também dancei horrores um set da CarolMattos de BH, ela arrasou quando tocou aqui na última Mamba.

Você tem interesse em começar a produzir seu próprio som?
Ainda não sinto necessidade de começar a produzir, ainda tenho outras prioridades e trabalhos que preciso dar continuidade. E acredito que ainda tenho muito tempo pela frente para aprender melhor e me dedicar com mais calma a isso

Você vê melhorias na indústria musical? Acha que está surgindo mais espaço para mulheres?
Acho que sim, porque hoje em dia temos cada vez mais mulheres tocando, produzindo e organizando festas.

Você tem dicas para mulheres que estão começando agora na música?
Individualidade e confiança no que está fazendo.

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