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Há 410 milhões de anos, uma protoaranha perambulava pela terra, esperando a hora em que a evolução a transformaria nas sinistras criaturas de oito patas que hoje fazem nossa pele arrepiar. Este aracnídeo, chamado de trigonotarbida, variava entre alguns milímetros e alguns centímetros de comprimento, e acredita-se que sua população tenha sido maior que a da aranha moderna. Os cientistas, de uma certa maneira, trouxeram o trigonotarbida de volta à vida, graças a tecnologias de geração de imagens digitais normalmente utilizadas por artistas.
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Pesquisadores da Universidade de Manchester e do Museum für Naturkunde, em Berlim, examinaram recentemente ao microscópio um fóssil de trigonotarbida em excelente estado de preservação, encontrado na Escócia, e conseguiram descobrir a abrangência de movimento dos membros do organismo. Após comparar esse ancestral às aranhas contemporâneas, a equipe criou um vídeo no Blender, hipotetizando o comportamento cinético do trigonotarbida. Eles publicaram suas descobertas em uma edição especial do Journal of Paleontology, publicada no dia nove deste mês.
O coautor Jason Dunlop, um curador do Museum für Naturkunde, em Berlim, explicou que os cientistas já compreendiam qual era a aparência da espécie, mas observou que esse novo estudo deu um passo adiante. “Para mim, o fato mais empolgante nisso é que os próprios cientistas agora podem criar essas animações, sem a necessidade daquelas feitiçarias técnicas – e custos exorbitantes – de um filme ao estilo Jurassic Park.
Dunlop acrescentou: “quando comecei a trabalhar com aracnídeos fósseis, a gente se dava por satisfeito quando conseguia criar um esboço da aparência dos bichos; agora podemos vê-los correndo em nossas telas de computador.”
Ficamos empolgados de ver uma ferramenta conhecida no mundo das artes digitais, como o Blender, ser aplicada numa atividade bem diferente. Contanto que as criaturas extintas permaneçam em nossas telas, e não em nossos colos, esperamos ver os paleontólogos usando o Blender para criar novas simulações ressuscitadoras.
Imagem por Jason Dunlop via
Agradecimentos a NewScientist, Manchester University
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