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Boletim Matutino da VICE - 16/1/2019

Tudo o que você precisa saber sobre o mundo esta manhã com curadoria da VICE.
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Antonio Cruz / Agência Brasil

Brasil

Bolsonaro embolsou R$ 33,7 mil de auxílio-mudança da Câmara

Três dias antes de renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a Presidência da República, Jair Bolsonaro recebeu da Câmara R$ 33,7 mil a título de auxílio-mudança, um salário extra que o Congresso destina todo início e fim de legislatura a parlamentares. A benesse caiu em 28 de dezembro na conta do então presidente eleito. Somado ao seu salário de deputado daquele mês e acrescido à metade do 13º, Bolsonaro recebeu R$ 84,3 mil brutos no mês passado. Segundo a assessoria da Câmara dos Deputados, só 5 dos 513 deputados renunciaram ao recebimento do benefício pago em dezembro: Bohn Gass (PT-RS), Fábio Trad (PSD-MS), Heitor Schuch (PSB-RS), Major Olímpio (PSL-SP) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). – Folha de S. Paulo

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Bancada do PSL vai à China importar sistema que reconhece rosto de cidadãos

Deputados federais e senadores da bancada do PSL no Congresso Nacional vão apresentar no início do ano legislativo (que começa em fevereiro) um PL (Projeto de Lei) que define a obrigação da implantação de tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos para auxiliar as forças de segurança pública no combate ao crime e captura de suspeitos ou foragidos. De acordo com o projeto, a primeira capital onde o sistema seria instalado seria o Rio de Janeiro. "Os chineses estão muito à nossa frente na questão da segurança pública, e como representante do estado do Rio de Janeiro essa tecnologia toda muito me interessa", afirmou o deputado Felício Laterça (PSL-RJ) antes de embarcar junto com uma comitiva de 12 parlamentares rumo à China para conhecer o sistema de reconhecimento facial, na terça-feira (15). Os parlamentares integrantes do partido do presidente Jair Bolsonaro foram convidados pelo governo chinês, que paga todas as despesas da viagem. – UOL

Ministério do Meio Ambiente suspende todos os convênios e parcerias com ONGs

Em uma canetada que soou como uma declaração de guerra a ONGs dedicadas à preservação da natureza, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, determinou o levantamento e a suspensão por 90 dias de todos os convênios e parcerias de órgãos ligados à pasta, inclusive os estabelecidos com entidades do terceiro setor. Em nota, oito redes da sociedade civil e do setor privado — que, somadas, abrangem mais de 600 entidades — afirmaram que a medida “não apresenta qualquer justificativa” e “viola princípios constitucionais”. No ofício distribuído no ministério na segunda-feira, Salles solicitou que os fundos nacionais de Mudança do Clima (FNMC) e do Meio Ambiente (FNMA), assim como o Fundo Amazônia, realizem um levantamento das verbas que destinaram ao terceiro setor em 2018. O texto, no entanto, ignora que os recursos do Fundo Amazônia são geridos e captados pelo BNDES. – O Globo

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Ações da Taurus despencam após decreto que facilita compra de armas

As ações da fabricante de armas Forjas Taurus tiveram dia de forte desvalorização nesta terça-feira (15), perdendo mais de 20%, após o presidente Jair Bolsonaro assinar decreto que facilita a compra de armas de fogo e amplia a validade da posse. As mudanças das regras sobre a posse de armas de fogo foram promessas de campanha de Bolsonaro, o que levou as ações da Taurus a dispararem na bolsa ao longo da segunda metade de 2018. Nestas primeiras semanas de 2019, acumularam alta perto de 46% - mesmo com a empresa registrando resultados negativos em seus últimos balanços. O relatório mais recente, referente aos primeiros 9 meses de 2018, mostra prejuízo de R$ 44,6 milhões. – G1

Mundo

Após rejeição do acordo do Brexit, Theresa May enfrenta moção de desconfiança

Após sofrer uma imensa derrota na votação de sua proposta de acordo para o Brexit, a primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta nesta quarta-feira (16) uma nova votação decisiva. O Parlamento irá avaliar uma moção de desconfiança contra seu governo, que pode resultar na perda de seu cargo. A moção foi proposta pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, imediatamente após a votação do Brexit, na terça. A justificativa apresentada foi que, em dois anos de governo, May não conseguiu elaborar uma proposta boa o suficiente para ser aprovada pela maioria no Parlamento. – G1

Um terço dos funcionários da ONU foi alvo de assédio sexual

Ao menos um terço dos funcionários das Nações Unidas sofreu assédio sexual no interior do organismo nos últimos dois anos, segundo uma primeira pesquisa sobre o tema, publicada nesta terça-feira (15). O secretário-geral da ONU, António Guterres, avaliou que a pesquisa traz "algumas estatísticas alarmantes e evidencia que se deve mudar" para melhorar o ambiente de trabalho da organização. Um a cada três entrevistados - 33% - relatou ao menos uma situação de assédio sexual nos últimos dois anos. O tipo mais comum de assédio são as histórias ou brincadeiras sexuais ofensivas, ou comentários ofensivos sobre a aparência, o corpo ou atividades sexuais. Mas os funcionários também foram objeto de gestos ofensivos, toques e tentativas indesejadas de discutir temas sexuais. A pesquisa revela ainda que 1/3 dos assédios foi praticado por mulheres, e um a cada quatro, por supervisores ou gerentes. – UOL