As histórias mais insanas de festas da firma
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As histórias mais insanas de festas da firma

“Meu rosto estava coberto de sangue, eu estava com um olho roxo e minha cabeça parecia que ia explodir.”
14.12.16

Esta matéria foi originalmente publicada no Broadly.

Festas de final de ano são complicadas. Presentes e árvores de Natal andam lado a lado com a socialização forçada das festas de fim de ano da firma. Os eventos anuais sempre terminam em desastre: alguém transando com o cara do RH, um gerente oferecendo drogas para um estagiário — a lista de momentos caóticos é praticamente interminável. Em homenagem ao horror de fim de ano, leitores nos contaram suas piores memórias de festa da firma, de noites terminadas em meio a fluídos corporais e até cristão incumbidos de planejar festas judias.

Curativos e Chefes

Era minha primeira semana num trabalho novo, e o plano era curtir uma boa e velha festa regada a álcool num bazar russo. Apareci usando um vestido de lantejoulas roxas e curativos no rosto, porque eu estava com uma alergia, sim, no rosto. Minha irmã disse que era melhor eu ficar em casa, mas não sou o tipo de pessoa que perde uma festa. Me sentindo meio indecisa e desconfortável, comecei a beber Jim Beam no ônibus a caminho da festa, e você sabe como a história termina. Decidi que aquela era uma boa hora para um tête-à-tête com o fundador da empresa. Logo o goró bateu forte, e eu desmaiei. Na minha primeira semana, tive que ser carregada pro táxi no meu gigantesco casaco de pele que eu achava que ficava bem em mim (não ficava). Apareci no trabalho no dia seguinte e tentei passar despercebida. Um dos diretores de RP apareceu e começou a gritar "TOP 5 MAIS BÊBADA!". Foi horrível.

— Kelly*

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O que é Purim?

Eu trabalhava numa organização judaica e me colocaram no "Comitê dos Divertimentos", que organizava as festas de final de ano. Meu objetivo no comitê era, na verdade, evitar a responsabilidade de dar qualquer festas, e parecia que todos os membros pensavam assim, menos uma mina que trabalhava duro e acabou aceitando responsabilidade demais. Quando disseram que teríamos uma festa de Purim, todo mundo menos essa garota, que não era judia, deu para traz em organizar a festa. A garota acabou ficando com toda a responsabilidade por organizar uma festa para um religião de que ela não fazia parte e numa data que nunca tinha ouvido falar. Ela acabou combinando o evento com a festa de São Patrício, já que os dois caem no mesmo dia, e acabou sendo até que bem divertido, mas fiquei me sentindo mal por ela.

— Myra*

Ah… oi

Eu namorava essa garota há dois anos e decidi apresentá-la ao pessoal com quem eu trabalhava. A levei para a festa de Natal da firma, e ela se deu bem com todo mundo. Algumas semanas depois, terminamos. Outro ano se passou, e marcaram outra festa de Natal da empresa. Meu chefe disse para todo mundo que ia trazer a nova namorada e que as coisas entre eles estavam ficando bastante sérias. Meu chefe apareceu na festa, todo mundo foi cumprimentá-lo e topei com minha ex nos braços dele. Não tinha álcool suficiente naquela festa para acabar com o desconforto.

— Tim

Foto cortesia usuário do Flickr Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA.

Vinho e Sangue

Ano passado, bebi vinho na festa da firma porque tinha ganhado uma garrafa numa rifa. Eu não comi muito porque eles só serviram petiscos que acabaram rápido. Depois da festa, nosso CEO levou todo mundo para um bar. A última coisa que lembro é do CEO olhando para mim e gritando "Essa rodada é por minha conta! Uhul!" Quando acordei na manhã seguinte, meu rosto estava coberto de sangue, eu estava com um olho roxo e minha cabeça parecia que ia explodir. Perguntei para minha colega de apartamento o que tinha acontecido e ela disse que caí de cara enquanto descia do táxi na frente de casa. Agora meu escritório usa meu nome como exemplo de um certo nível de bebedeira.

— Holly

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Noel Sóbrio

Três anos atrás, fui para minha primeira festa de fim de ano de empresa desde que parei de beber. Na verdade era a festa da firma de um cara com quem eu estava saindo. O chefe dele deu a festa num apartamento superchique de Manhattan, em Nova York, a casa de uma atriz. (Ele trabalhava com cinema e eles tinham acabado de concluir um projeto.) Eu estava deprimida, tinha ansiedade social extrema e não tinha aprendido ainda a como permanecer sóbria em público, então achava que todo mundo estava me odiando. Mais tarde na noite, quando todo mundo estava muito bêbado, meu cara desapareceu. Eu não conhecia ninguém lá, então fui procurar por ele. Achei o cara pendurado pelos dedos no telhado daquele apartamento num andar alto. Os amigos dele estavam gritando para ele voltar. Descobri aí que o cara era viciado em adrenalina e que sair das festas para se pendurar no telhado era um problema recorrente. Fiquei parada lá no frio, de meia calça fina e vestido de festa, questionando basicamente todas as decisões que tinham me trazido até ali.

— Sophie

Matem Todos

Minha chefe numa organização sem fins lucrativos em Brattleboro, Vermont, nos EUA, fez a festa de final de ano na casa dela, o que eu ainda acho que foi muito legal da parte dela. Ela fez brownies de menta. Os pontinhos de um verde fluorescente nos brownies não pareciam muito saborosos para mim, então não comi nenhum. No dia seguinte, cheguei no trabalho mas ninguém mais tinha aparecido fora minha chefe, mas ela teve que ir embora correndo por causa de uma intoxicação alimentar. Ela estava branca como um lençol.

— Chuck

*Os nomes foram mudados.

Tradução: Marina Schnoor

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