Dez tipos de cromos que costumam estar nos festivais de Verão



Ir a festivais é a pior forma de ver concertos. Estão 40 graus, estás no meio de um parque de estacionamento ou num campo abandonado, ficas a 100 metros de distância do palco, e as bandas soam a algo parecido com o som de uma boombox com 30 anos. Mas a pior parte — pior do que as cervejas a sete euros ou a marca das pulseiras no pulso — são as pessoas. Os festivais de música conseguem atrair a pior escumalha. E todos eles encaixam numa destas categorias


O NAMORADO DEVOTO



Este é tipo é mais miserável de todos. Quando não está a segurar uma mala, acompanha a pateta da sua namorada hiper-fã na primeira fila, enquanto finge que está a curtir a música horrível de uma qualquer banda que apareceu num anúncio. O pobre rapaz pode chegar ao ponto de ter de usar os seus ombros como cadeira se a rapariga não conseguir ver para o palco. Mas ao menos é capaz de conseguir uma bela recompensa no final, enquanto ela finge que o mastro dele pertence ao gajos dos Foster the People.


A BLOGGER DE MODA


Fotos via este blog fashion

Esta fashionista obcecada com o Pinterest aproveita sempre os melhores festivais de música apesar de passar semanas a preparar o outfit que vai, inevitavelmente, acabar coberto em suor, cerveja e purpurina atirada às pessoas nos primeiros 20 minutos. Mas desde que consiga sacar alguns likes no Instagram à conta disso, o trabalho está feito. E combina bem os acessórios: mil pulseiras de metal, óculos de sol em forma de coração, coroa de flores, sandálias, e um tatuagem muito pequena com uma forma abstracta, tipo um triângulo ou uma porcaria qualquer, no pulso, que aparentemente tem algum significado.


O FOTÓGRAFO DAS FESTAS



És jovem, bonito e estás a passar um bom bocado? Este gajo gostava de capturar a tua juventude atraente e vendê-la a uma qualquer empresa que te tem como público-alvo na sua estratégia de #brand #marketing. Mas não deixes que a vaga sensação de que empresas estão a lucrar com a tua cara te deixe constrangido enquanto estás a curtir com os teus despreocupados amigos. Sorri!


O HIPPIE / FàDE DROGAS



Este gajo arrasta-se por festivais de verão desde o surgimento dos festivais de verão. Tem todo o tipo de truques para passar drogas pelos seguranças. Se começares a falar com ele, prepara-te para aprenderes sobre uma carradas drogas sobre as quais nunca ouviste falar e que parecem vagamente inventadas.


O CASAL EXPLÍCITO



Estes dois são geralmente encontrados num canto qualquer a tentar lamber o sabor da língua um do outro. Mas às vezes gostam de vaguear por lugares onde podem usar as línguas para bloquear a tua linha de visão para a banda que estás a tentar ver.


O BETO



Este palerma — que acaba sempre sem t-shirt — usou todos os dias de férias do estágio na Bern Stearns no ginásio durante o inverno e está pronto para curtir à grande um pouco de Outkast! A maioria das coisas que veste têm um tom salmão e ele quer mesmo mesmo mesmo que saibas quando dinheiro é que ganha.


O ATTENTION WHORE



Mesmo num mar de 30 mil pessoas, este anormal tem de se destacar. Vai ter algo para que todos reparem nele e se lembrem dele. Talvez esteja com o fato de banho do Borat vestido ou com a indumentária do Alan da Ressaca. Que se lixe este gajo. Ele vive de atenção. Não lha dêem.


O GAJO QUE SE ESQUECEU DO PROTECTOR SOLAR



Estas merdas acontecem.


A REPÓRTER DO TWITTER



Esta guerreira da hashtag está a fazer o seu melhor para manter toda a gente actualizada em relaçãàs bandas que estão a ser #domelhor. Às vezes a #JanelleMonae é #domelhor. Mas outra vezes os #Phoenix são #domelhor. De qualquer modo, ela está sempre a par. Mesmo nos casos extremos, como o #Skrillex a ser #domelhor, esta gaja tem tudo controlado. A tua fonte #1 para todas as reviews festivaleiras em emojis. Tem 48 followers no Twitter.


O JORNALISTA



Esta toupeira aventureira está a brincar à cobra na relva, falando com festivaleiros no seu estado mais bêbado e, por conseguinte, mais estúpido, a tentar recolher frases fora do contexto para encher o balanço do festival. O jornalista também achou que no ano passado a qualidade tinha sido superior e notou algumas tendências sociais engraçadíssimas das quais todos podemos rir na segunda-feira de manhã na privacidade dos nossos computadores. Por isso acompanhamos os seus relatos em páginas mais-inteligentes-do-que-tu como a Pitchfork ou a Noisey.

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