Depois de escrever uma série de romances de sucesso nos anos 2000, o autor chinês Liu Yongbiao começou a preparar um romance sobre crimes reais chamado A Bela Escritora que Matava, sobre uma “escritora que matou muitas pessoas, mas os casos continuam sem solução”. Agora parece que o autor pode nunca contar essa história, já que foi preso semana passada por envolvimento num assassinato que confundiu as autoridades locais por mais de duas décadas.
Segundo o site chinês Sixth Tone, Liu foi preso em sua casa na sexta-feira pela suspeita de que ele e um cúmplice estavam envolvidos num roubo que deu errado em 1995. A polícia acredita que os suspeitos – Liu, de 53 anos, e um homem chamado Wang, 65 – foram a um hostel na cidade de Huzhou para roubar os hóspedes, mas acabaram espancando um homem até a morte no processo, segundo o Guardian.
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O caso tinha esfriado – até que uma nova evidência de DNA levou a polícia à porta de Liu. Quando os oficiais o prenderam na sexta-feira, ele teria dito “Estive esperando vocês aqui por todo esse tempo”.
O autor e seu suposto cúmplice, um representante legal de uma empresa de investimentos, já foram presos, segundo o China Daily. Mas antes de ir para a cadeia, Liu teria passado um de seus últimos textos para a polícia: uma carta endereçada à esposa. Nela, o romancista aparentemente assume a culpa pelos crimes, segundo o oficial da polícia Chen Hengyue.
“Vivi com medo por 20 anos. Eu sabia que esse dia chegaria”, Liu escreveu, segundo o China Daily. “Agora estou finalmente livre do tomento mental que suportei por tanto tempo.”
Tradução do inglês por Marina Schnoor.
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