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Ambiente

Greta Thunberg, 16 anos, acaba de ser nomeada ao Nobel da Paz

A activista sueca é, assim, reconhecida pela sua luta incansável contra o aquecimento global.

Por Roisin Lanigan; Traduzido por Madalena Maltez
15 Março 2019, 12:20pm

Foto via Instagram.

Este artigo foi publicado originalmente na nossa plataforma i-D UK.

Em Agosto de 2018, a activista ambiental Greta Thunberg faltou às aulas para se sentar à porta do parlamento sueco. Foi o começo de um longo caminho para chamar a atenção e consciencializar a sociedade em geral sobre o aquecimento global. Nesse momento estava sozinha. Oito meses depois, a greve escolar pelo clima converteu-se numa greve estudantil a nível global.

Hoje, 15 de Março, está a ser levada a cabo em pelos menos 105 países [incluíndo Portugal] uma greve na qual milhares de estudantes se manifestam para exigir que os governos levem a cabo medidas reais para travar o aquecimento global. Em forma de reconhecimento pelo impacto que Greta teve na sua geração, com apenas 16 anos e pelos seus esforços incansáveis, acaba de ser distinguida com uma nomeação ao Prémio Nobel da Paz.

O nome de Greta foi apresentado por três legisladores noruegueses. "Nomeámos Greta, porque a ameaça climática pode ser uma das causas mais importantes de guerra e conflito", justifica o representante parlamentar Freddy Andre Oevstegaard ao jornal norueguês VG. E acrescenta: "O movimento massivo que Greta colocou em marcha é um contributo muito importante para a paz".

A nomeação de Greta não podia ter chegado num momento mais oportuno, já que acaba de ser publicado um importante relatório da ONU que revela dados devastadores sobre a catástrofe global das alterações climáticas. O documento de 700 páginas diz que as temperaturas globais podem aumentar em 1,5 graus (o limite que os cientistas afirmaram que seria um desastre para o Planeta) em 2030. O relatório salienta ainda que a taxa de extinção das espécies não está a diminuir por culpa da poluição e das alterações climáticas. Estamos a ficar sem tempo, avisou a ONU, para prevenir o impacto "irreversível e perigoso" do aquecimento global no nosso Mundo.

"Quero que actuem como fariam em tempo de crise", disse Greta Thunberg no seu discurso em Davos sobre a urgência de travar as alterações climáticas. E sublinhou: "Quero que actuem como se a nossa casa estivesse em chamas. Porque, é exactamente isso que está a acontecer".


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