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Nova lista de Janot pede ao STF abertura de 83 novos inquéritos

Depois da delação de executivos da Odebrecht, nomes com foro privilegiado do governo Michel Temer (PMDB) e ex-presidentes são algo de novas investigações.
15.3.17

Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Foto: Agência Brasil

A tão aguardada delação dos executivos da Odebrecht começa a ter seus primeiros desdobramentos legais. Na tarde da última terça (14), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) 83 pedidos de abertura de inquéritos de nomes de autoridades com foro privilegiado.

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Janot também fez outros 211 pedidos de inquérito, a instâncias inferiores da Justiça, de pessoas que perderam o foro privilegiado.  De acordo com o noticiado pelo G1, a Procuradoria Geral da República fez, no total, 320 pedidos ao Supremo: 83 pedidos de abertura de inquérito; 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça; 7 pedidos de arquivamento e 19 outras providências.

Os nomes que surgem na chamada "nova lista do Janot" pedindo novas investigações ao STF são:

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  • Aloysio Nunes (PSDB-SP), ministro de Relações Exteriores
  • Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil
  • Moreira Franco (PMDB-RJ), ministro da Secretaria-Geral da Presidência
  • Gilberto Kassab (PSD-SP), ministro de Ciência e Tecnologia
  • Bruno Araújo (PSDB-PE), ministro das Cidades
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
  • Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado
  • Edison Lobão (PMDB-MA), senador
  • José Serra (PSDB-SP), senador
  • Aécio Neves (PSDB-MG), senador
  • Romero Jucá (PMDB-RR), senador
  • Renan Calheiros (PMDB-AL), senador

Entre os pedidos feitos a instâncias inferiores da Justiça, estão:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Dilma Rousseff (PT)
  • Antonio Palocci (PT)
  • Guido Mantega (PT)

As acusações, de maneira geral, falam sobre corrupção, lavagem de dinheiro,formação de cartel e falsas informações declaradas à Justiça Eleitoral. O ministro Edson Faschin, relator da Operação Lava Jato, é quem decidirá se os inquéritos serão autorizados e se o sigilo sobre as delações será removido.

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