



Publicidade
Publicidade
O encontro com Gustavo Santaolalla (músico, produtor e vencedor de dois Óscares) marcou a vida da fadista e culminou no seu álbum de estreia homónimo, em 2011,Cuca Roseta. “Ouviu-me a cantar no Clube de Fado e chegou ao pé de mim com lágrimas nos olhos. Eu nem sabia quem ele era, agarrou-me nas mãos e disse-me: ‘Tu és uma estrela mundial.’ Fiquei surpreendida e mais tarde é que vim a saber quem ele era. Disse-me que queria trabalhar comigo, os dias foram passando, já tinha recebido outras propostas, mas a dele era irrecusável, não só por ele ser quem era, mas porque foi o primeiro que senti que estava apaixonado pela minha música e que não me via só como um produto. Quando comecei a trabalhar com ele, percebi que tinha espaço para fazer do fado a minha vida e comecei a ser quem era.”A Cuca considera-se uma sortuda por se ter estreado pelas mãos de um gajo como o Santaolalla. “Tive uma sorte incrível, normalmente os artistas gravam com um produtor destes quando já têm uma carreira sólida. Ele disse-me: ‘Preciso de lançar a tua voz ao mundo, de dar o teu coração às pessoas.’ Mas sinto que ainda preciso de crescer, evoluir, aprender, trabalhar muito e manter sempre a humildade. Tenho a responsabilidade de levar Portugal pelo mundo e com as minhas músicas criar momentos felizes.”No primeiro álbum, a cantora assina três letras e numa delas é também autora da música (“Nos Teus Braços”). “É interpretada de diferentes formas. A música fala de duas almas gémeas, é como se uma fosse a continuação da outra, como se fossem feitos um para o outro — na altura, foi inspirada numa pessoa. As próprias músicas vão sofrendo mutações, é muito interessante como a poesia vai evoluindo dentro de nós, dentro da nossa história e dentro da nossa alma.” O segundo disco,
Publicidade
Publicidade