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Jefferson Luis: Pelo simples fato de eu ter dado entrevista pra Record, dois minutos falando, e eles terem colocado 10 segundos. Pelo mesmo motivo de eu ter dado entrevista para o jornal agora e eles terem distorcido tudo o que eu falei. Os únicos jornais que passaram exatamente o que eu falei foram o G1 e o Estadão, então eu não tenho garantia alguma que você vai publicar exatamente o que eu falei, meu nome está em jogo minha imagem como MC está em jogo e vocês podem publicar o que quiserem que não vão se prejudicar, mas eu sim.
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http://www.youtube.com/user/JeffersonLuiiszVocê classifica seu funk como ostentação?
Também, mas eu foco mais no funk consciente. Eu tento passar uma mensagem né, porque a gente como MC tem o poder de fazer os outros escutar. Se a gente passar uma mensagem ruim, vai tá contribuindo com o ruim. Tem sempre que passar uma mensagem boa.O que é uma mensagem ruim?
Ah, apologia né? Desvalorizar as mulheres, apologia ao crime. Acho que são mensagens ruins.Onde você costumava encontrar seus amigos entre os 14 e 18 anos?
Ah, eu empinava pipa e jogava bola. A gente colava no shopping, mas sempre tinha discriminação. Como a gente não tinha muito dinheiro, a gente se sentia “Ah, vou no shopping sem dinheiro fazer o quê? Não tenho como comprar nada”. A gente ia mais para passear mesmo. A discriminação era por parte da segurança e dos lojistas. O segurança via a gente entrando desarrumando, pobre, já passava no rádio um aviso pros outros seguranças ficar de olho, entendeu? A gente ia no Shopping Internacional de Guarulhos mesmo, o mais perto.Você costuma comprar muitos artigos de marca? Quais são suas marcas preferidas?
Eu não ligo muito pra marca não, quando tenho condição eu compro. Eu vou mais pelo meu gosto. Pode ser de marca, pode ser Paraguai. Se eu gostar eu compro, não ligo muito pra isso não.Por que você decidiu criar o evento Rolezinho do Shopping Internacional de Guarulhos?
A gente não tem muito espaço de lazer. O meio que a gente encontrou foi esse e o shopping é um lugar legal. Antigamente, eu não tinha tanta condição, mas hoje eu tenho dinheiro pra comprar um sorvete, um lanche. É um lugar legal e tem segurança, entendeu? Dá vontade de frequentar. Então, como a gente não tem algo legal, um espaço legal para jovens, a gente decidiu montar um role lá.
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Então, foi na mesma época. Eu não sabia direito o que tinha acontecido lá, então, tipo, os eventos não têm muita relação. A gente chamou os amigos para curtir e se conhecer. O que aconteceu foi que cada amigo foi chamando uma galera e quando a gente foi ver tinha uma galera confirmada.Por que você acha que o Rolezinho atrai tantos jovens num mesmo lugar?
Como não tem outro lugar, outro tipo de role, foi uma oportunidade de a galera se conhecer, de fazer uma coisa diferente. Então todo mundo topou e apareceu.Como você se sentiu diante da reação dos clientes e lojistas do shopping naquele dia?
Acho que as pessoas tão com essa opinião de baderna porque tem gente que se aproveita da situação, mas isso aí é trabalho da policia. Pegar essas pessoas e fazer alguma coisa, não pegar todo mundo. Tão generalizando demais, não tão sabendo separar.Algum amigo ou conhecido seu foi detido pela polícia?
Teve gente que eu conhecia e como tá nos jornais, não teve roubo ou nada de crime exatamente. Eles pegaram uma galera meio aleatória. Viram uns caras correndo com cara de bandido e pronto, pegaram. Foi coisa da policia.Anteriormente - Meu Rolezinho no Rolezinho
