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Filmagem da República Centro-Africana.O envolvimento duvidoso da África do Sul na RCA chamou a atenção no dia 23 de março, quando rebeldes da Séléka marcharam até a capital, Bangui, e tomaram o controle da cidade, matando pelo menos 13 soldados sul-africanos no processo. Foi um massacre unilateral, com as forças sul-africanas sendo pegas com poucos suprimentos, soldados e quase nenhuma inteligência militar. Depois que relatórios emergiram detalhando que o governo da RCA nunca pediu formalmente a ajuda das tropas sul-africanas, muitas pessoas — particularmente a oposição política do ANC, o DA — começaram a exigir explicações de Zuma.A presidência sul-africana afirma que as tropas foram mandadas para “assistir com a capacidade construtora das forças de defesa da RCA e ajudar o país com planejamento e implementação dos processos de desarmamento, desmobilização e reintegração”.Declaração que, se desembaraçada, sugere que a linha oficial é que as tropas estavam lá para treinar o exército da RCA. Mas isso deixa a dúvida: Por que eles estavam lutando se deviam estar lá apenas para treinar? Os protestos públicos, tanto na África do Sul quanto no exterior, forçaram Zuma a retirar suas tropas da região, mas isso não fez as dúvidas desaparecerem.No memorial para os soldados mortos, Zuma saiu pela tangente dizendo: “O problema com a África do Sul é que todo mundo quer governar o país. O governo precisa de espaço para trabalhar e implementar as políticas do partido no comando, que foi eleito por milhões de pessoas. Também deve haver um reconhecimento de que questões e decisões militares não são assuntos para serem discutidos em público, fora o compartilhamento de uma política mais ampla… Aqueles envolvidos nesse jogo devem ser cuidadosos para não colocar em perigo tanto interesses nacionais quanto de segurança da república.”
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