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Como banir uma arma em 28 dias

Por dentro da reforma relâmpago das leis de posse de armas na Nova Zelândia.

Este artigo foi originalmente publicado na nossa plataforma VICE News.

Na tarde de 15 de Março, enquanto os muçulmanos se preparavam para a reza de sexta-feira, um homem armado entrou na Mesquita de Masjid Al Noor, em Christchurch, Nova Zelândia e alvejou toda a gente que encontrou pelo caminho. Depois, meteu-se no carro e dirigiu-se a outra mesquita fazer a mesma coisa.

O ataque terrorista provou ser o mais mortal na história do país, com 50 mortos e dezenas de feridos, e motivou um momento de reflexão nacional. Menos de um mês depois, o tipo de armas usadas pelo atirador estão agora banidas por novas leis que, efectivamente, de um dia para o outro reconstruíram o sistema legal neozelandês no que diz respeito à obtenção de armas.

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A Arms Amendment Bill (Armas de fogo, carregadores de munições e peças proibidas) entrou em vigor na sexta-feira, 12 de Abril, banindo todas as armas semi-automáticas e de estilo militar, bem como muitos dos acessórios e peças. A lei marca uma reforma brutal na legislação de armas do país e ainda há mais a caminho. A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, liderou a mudança com o apoio de todos menos um dos 120 membros do Parlamento. Na quarta-feira, 10 de Abril, teve lugar a leitura final da lei no Parlamento, durante a qual os legisladores falaram apaixonadamente sobre a necessidade de reforma. "Estamos aqui porque morreram 50 pessoas que agora não têm voz", enfatizou Ardern aos legisladores antes da votação.

A VICE News acompanhou o processo político desde o princípio (vê o vídeo acima), conversando com sobreviventes dos ataques às mesquitas, políticos e figuras-chave na indústria neozelandesa das armas. Todos tinham algo a dizer sobre a reforma relâmpago das leis de armas e a tragédia que a inspirou.


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