Conhece todas as novidades do Lisbon Psych Fest 2017
Imagem Principal: Camera.
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Conhece todas as novidades do Lisbon Psych Fest 2017

O melhor rock psicadélico da actualidade está no Teatro do Bairro, em Lisboa, a 7 e 8 de Abril. Não vais querer perder um único segundo de festa.
2.2.17

Já vos tínhamos avisado: o Lisbon Psych Fest 2017 - 7 e 8 de Abril, no Teatro do Bairro, em Lisboa - é o primeiro grande festival do ano em terras lusas. E grande aqui não é sinónimo de mil palcos e três mil bandas. É grande, porque tem um cartaz de sonho e uma alma infinita. É grande, porque é feito e pensado por gente com uma motivação tão simples, quanto imprescindível: mostrar-nos o futuro em primeira mão.

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Desde a sua estreia em 2015, o Festival, organizado pela produtora Killer Mathilda, já contou com concertos de bandas como The Vacant Lots, Dreamweapon, Desert Mountain Tribe, Black Market Karma, GNOD, The Underground Youth, Chicos de Nazca, ou 10 000 Russos.

De acordo com os organizadores, esta edição "pretende confirmar a vontade de apostar no actual revivalismo psych, em todas as suas vertentes, do shoegaze, spacerock, psych-folk, krautrock, ou synth-pop, ao neo- psychedelic rock, post-punk, rock experimental e noise". Já vos tínhamos avisado, lá está, mas vale sempre a pena sublinhar.

LPF '17 decorre mais uma vez no Teatro do Bairro, espaço de referência situado no centro do Bairro Alto, que outrora serviu como espaço da rotativa do Diário Popular e que, hoje em dia, é uma sala de espectáculos de excelência, dedicada à música, cinema e teatro. "Com o desenvolvimento cada vez mais relevante da cidade de Lisboa como foco cultural de criatividade artística, o Festival contará ainda com bancas de vinil e merchandise, bem como DJs da cena underground lisboeta", acrescenta a organização.

Quanto aos visuais, este ano a responsabilidade recai sobre Mad Alchemy. Norte-americano, da zona de São Francisco, Lance Gordon é o rosto por de trás do projecto e desenvolve projecções e visuais há várias décadas, recorrendo às técnicas do liquid light show usadas nos anos 60. Nos últimos anos tem trabalhado com artistas como Brian Jonestown Massacre, Temples 8vídeo acima), ou Mystic Braves.

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A VICE Portugal está a bordo da nave Psych Fest e, depois dos primeiros cinco nomes, revela-te agora o resto do alinhamento e do programa das festas.

LAUNCH PARTY C/ THE WILD RASPBERRIES (NL) - 18 DE MARÇO, DAMAS

O duo The Wild Raspberries vem de Amesterdão, com uma bagagem carregada de sixties folk e a cabeça em John Fahey, Glenn Jones, Vashti Bunyan, ou Sibylle Baier. Hannah Gilhooley e Keez Groenteman (produtor de Lola Kite e Jacco Gardner) formaram o projecto em 2015 e trazem a Portugal o seu som etéreo, quente e lo-fi, assente na delicadeza das guitarras, do mellotron, do glockenspiel e do omnichord.

CAMERA (DE/ BEUREAU B) - 7 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

O trio berlinense Camera, surgiu inicialmente como um projecto experimental que, basicamente, "invadia" espaços públicos na capital germânica, como estações de metro por exemplo, numa espécie de acção de "guerilha krautrock". Já passaram por palcos portugueses em 2013 - Milhões de Festas, Plano B e Musicbox -, mas surgem agora com o terceiro álbum ainda fresco na bagaem, Phantom of Liberty.

Um disco que comprova que os anos só os tornaram mais maduros e, ao mesmo tempo, complexos, sem perderem nenhuma de sua tremenda energia. A música continua maníaca e com uma força interior aparentemente intransponível.

SUGAR CANDY MOUNTAIN (US/ PIAPTK RECORDS) - 7 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

Os Sugar Candy Mountain estão algures entre Los Angeles e Joshua Tree. Orgãos vagabundos, guitarras fuzz, percussão e teclas cintilantes, toda uma tradição pop psicadélica e solarenga da Costa Oeste norte-americana.

Se Brian Wilson tivesse metido ácidos nas praias do Brasil (se calhar meteu) e tivesse decidido gravar um álbum com Os Mutantes, soaria a algo parecido com isto.

THE MIAMI FLU (PT/ ADEGA RECORDS) - 7 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

The Miami Flu é a mais recente aventura de Pedro Ledo e Tiago Sales, metade dos Lululemon, a que se juntam Tiago Campos, dos Twin Chargers e João Vilar nas teclas, dos Al Fujayrah.

Nova banda, novas sonoridades e uma entrada a pés juntos em território minado pelo psicadelismo dos anos 60 e 70, mas também no imaginário sonoro de videojogos retro, como Diddy's Kong Quest, Phantasy Star, Chrono Trigger, F-Zero, Killer Instinct, Super Bomber Man, Sonic, Street Fighter, Top Gear ou Super Mario.

HÉRCULES (PT/SPRING TOAST) - 7 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

Com origem na cabeça de Alexandre Guerreiro, Hércules assenta num som muito próprio, meio meloso, nostálgico, mas atrevido quanto baste. Uma bateria na estala, teclas bonitas, um baixo "beatle", guitarra a derreter e a voz a esvoaçar.

Os "amigos de viagem" vão dos clássicos rock a Kate Bush, passando por Unknown Mortal Orchestra e MGMT. Está tudo explicado. Ou não…

K-X-P (FI/ MELODIC RECORDS) - 8 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

K-X-P são um colectivo de Helsínquia, Finlândia. Um projecto que, ao misturar electrónica, kraut, noise, rockabilly e até techno produz um groove hipnótico e minimalista que instantaneamente nos traz à memória bandas como Spacemen 3, Vangelis, This Heat, 23 Skidoo, Suicide e Neu!.

"A perfect synthesis of disco glitterball and skull drinking" disse deles a Q Magazine. Os próprios membros consideram que pertencem a algo que descrevem como uma "anti-banda" e os concertos têm deixado marcas profundas em quem os vê. Já actuaram com James Blake e Moon Duo e, mais recentemente, têm vindo a partilhar palcos com Serena Maneesh, Woven Hand, Turzi, Zombie Zombie, Suuns, Iceage, Kurt Vile e The Violators, Cluster, ou até Konono N ° 1.

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Uma estreia em Portugal, que promete "ruídos xamãnicos e transcendentais em fusão com tambores tribais e uma intensidade quase metaleira". Toma lá!

THE JAPANESE GIRL (PT/ MUNSTER RECORDS) - 8 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

De Penafiel chegam os The Japanese Girl são uma banda de Penafiel, formada no final de 2013 por Bruno Sousa, Corinna Sousa e Emanuel Cunha. Começaram por usar duas guitarras, órgãos, caixas de ritmos vintage e ecos de fita, o que, imediatamente, resultou num som cru e poderoso, algures entre o garage rock e o psych lo-fi. A partir de meados de 2015 é integrado na banda o baterista Carlos Nemeth, que assegurou o ritmo "entre as camadas opiáceas de reverb".

Além dos concertos em nome próprio em território nacional e a abrir para artistas como The Wands, Jacco Gardner ou Girls Names, no início de 2015 começam a gravar no estúdio Sá da Bandeira do Porto o seu LP de estreia, Sonic-Shaped Life, que haveria de ser lançado em Novembro do mesmo ano pela lendária Munster Records, editora de Madrid.

QER DIER (PT/SPRING TOAST) - 8 DE ABRIL, TEATRO DO BAIRRO

"No ritmo está a repetição e na repetição está o caos". Desconstruir é o verbo conjugado por Qer Dier. Não importa o sentido, mas sim o ressoar, o ritmo.

Alexandre Moniz, João Farmhouse, Teresa Castro e Daniel Sällberg, foram este colectivo de bateria, baixo e guitarra, com o pontual synth drone. Noise rock a reverberar paredes acima.