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O Çarşı pilota sua escavadeira pelas ruas de Istambul.Quarta passada, no Miraç Kandili — uma das cinco noites sagradas para os islâmicos — os membros do Çarşı organizaram um evento no mercado central de Beşiktaş (e que dá nome ao grupo de torcedores), o Çarşı. Lá eles entregaram bagels Kandil (um tipo especial de bagel em miniatura feito para as noites do Kandil) e declararam publicamente que são contra a violência, segurando um cartaz com um bagel no formato do símbolo da paz onde se lia “Que Alá aceite sua resistência”. Um movimento muito bem pensado depois das acusações do governo de que todos os manifestantes são “marginais, saqueadores, extremistas” — ou, no léxico do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan e seus partidários — “ímpios”.Apesar de ainda se recusarem a falar com a mídia turca, querendo permanecer reclusos, consegui falar com alguns membros do Çarşı por Skype um dia depois desse evento. Esperei do lado de cá da minha webcam enquanto todos tomavam seus lugares: Ayhan, Cem e Kemal se sentaram no meio, cercados pelos seus “iguais” menos antigos (pra que eles não se sentissem de fora) — uma organização de assentos que eles consideraram imperativo para manter os costumes do Çarşı.
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